UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

A Anatomofisiologia I é uma área científica onde se leccionam conhecimentos sobre a anatomia normal e a fisiologia básica dos diversos aparelhos e sistemas do corpo humano, dando ênfase especial aqueles que se consideram ter especial relevância para a Licenciatura em Terapêutica da Fala .
Pretende-se com esta disciplina e no fim do período lectivo que, os alunos consigam compreender a constituição anatómica e funcional dos diversos órgãos e sistemas do organismo e, tomar contacto com a terminologia anatómica, procurando em simultâneo direccionar esses conhecimentos para temáticas afins às suas futuras áreas de intervenção.

Conteúdos programáticos:

CP1.Histologia celular e tecidular.
CP2.Nomenclatura anatómica. Anatomia craniofacial e da ATM. Vértebras e músculos cervicais.
CP3.Membros superior e inferior.
CP4.Anatomofisiologia respiratória. Caixa torácica e diafragma. Regulação da ventilação.
CP5.Sistema digestivo. Secreção e absorção. Fígado, vesícula biliar e pâncreas. Mecanismo da defecação.
CP6.Sistema cardiovascular. Coração. Regulação da energia no coração. Os vasos e a circulação sanguínea.
CP7.Sangue. Tipos de células e respectivas funções. Outras componentes.
CP8.Sistema linfático. Constituição e funções. Homeostasia. Imunidade.
CP9.Anatomofisiologia do sistema urinário. Regulação corporal de líquidos e electrólitos.
CP10.Sistema nervoso central e periférico. Transmissão da informação neuronal.
CP11.Sistema reprodutor masculino. Espermatozoides e espermatogénese. Anatomofisiologia do sistema reprodutor feminino, da gravidez e do parto.
CP12.Fisiologia hormonal. Regulação.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A coerência acerca da forma como o ensino foi estruturado será monitorizada de forma sistemática através de questões colocadas aos alunos e através da análise em sede de sala de aula da sua destreza na análise de questões colocadas.
Analisando cada uma das unidades curriculares enumeradas de 1 a 10, compreende-se que os conteúdos programáticos (CP) propostos se adequam aos objectivos de aprendizagem (OA) importantes para esta licenciatura e igualmente enumerados.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Os conteúdos serão abordados em forma expositiva, para permitir uma melhor compreensão dos diversos temas. Nas aulas haverá um período reservado à intervenção dos alunos.
A avaliação será efectuada através da realização de duas provas em cada uma das componentes.
As provas incluirão perguntas de escolha múltipla, figuras para legendar, questões com tipologia verdadeiro/falso e perguntas de desenvolvimento.
A classificação final de cada uma das componentes será a média aritmética das notas obtidas nas provas parcelares. A nota final da unidade curricular global será a resultante da média aritmética das classificações parcelares obtidas nas duas componentes anteriormente descritas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

OA1. Dar a conhecer a anatomia craniofacial e da articulação temporomandibular básica.
OA2.Compreender a constituição histológica dos tecidos mais relevantes do organismo.
OA3.Leccionar a anatomia dos membros superior e inferior com relevo para os aspectos funcionais básicos.
OA4.Dar a compreender a anatomia e a fisiologia respiratória e a regulação da da função ventilatória.
OA5. Leccionar e dar a compreender o sistema digestivo, os mecanismos de transporte alimentar, a absorção, secreção e excreção
OA6.Compreender a anatomia e fisiologia cardiovascular bem como a importância e funcionalidade do sistema vascular.
OA7.Detalhar a constituição do sangue e as suas mais relevantes funções.
OA8.Dar a compreender o conceito e constituição do sistema linfático e a sua importância na homeostasia e imunidade.
OA9.Descrever a anatomofisiologia do sistema urinário e o modo como se faz a regulação corporal dos líquidos e electrólitos.
OA10.Descrever de forma sumária o sistema nervoso central e periférico e os mecanismos de transmissão da informação neuronal.
OA11.Descrever do ponto de vista anatómico e fisiológico o sistema reprodutor masculino e as suas mais relevantes funções.
OA12. Analisar anatomofisiologicamente o sistema reprodutor feminino e os mecanismos da gravidez e do parto.
OA12.Dar e fazer compreender alguns conceitos sobre o que são hormonas, quais os seus mecanismos de regulação e qual a sua importância na homeostasia corporal.

Bibliografia:

Guyton and Hall Textbook of Medical Physiology. Hall, John E., PhD. Published January, 2016
Seeley's Anatomy & Physiology. Cinnamon VanPutte, Jennifer Regan, Andrew Russo 11th editon 2017
Gray's Anatomy. Standring, Susan, MBE, PhD, DSc, FKC, Hon FAS, Hon FRCS 41 th edition 2015.
Suporte bibliográfico fornecido pelo professor.

Objetivos de aprendizagem:

A Bioestatística propõe-se introduzir e desenvolver o conhecimento de técnicas de análise estatística, apresentando exemplos relevantes e situações realistas para ilustrar os conceitos. Procura-se ainda desenvolver no aluno o espírito crítico e de análise, relativamente aos resultados obtidos, de forma a estabelecer o grau de confiança nos mesmos.
Os objetivos/competências fundamentais da unidade curricular determinam que no final do semestre o aluno deverá ser capaz de:
- Aplicar corretamente as técnicas da estatística descritiva a dados de uma amostra;
- Utilizar as técnicas da inferência estatística para obter, a partir da amostra, informação sobre a população.

Conteúdos programáticos:

Conceitos estatísticos básicos. Estatística descritiva: introdução, classificação de variáveis, caracterização de amostras univariadas, medidas de tendência central, medidas de partição, medidas de dispersão. Correlação e Regressão linear. Variáveis aleatórias e distribuições de probabilidade: v.a. discretas e contínuas, e suas funções de probabilidade, de densidade de probabilidade e de distribuição. Algumas distribuições de probabilidade teóricas para v.a. discretas e contínuas. Estimação por intervalo de confiança: valor médio, variância, proporção populacional, RR e OR. Dimensionamento de amostras. Ensaio de hipóteses paramétricos e não paramétricos: procedimento envolvido em ensaios de hipóteses, análise de erros, testes mais comuns.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A bioestatística funciona como ferramenta auxiliar da investigação científica em saúde; Os conteúdos programáticos selecionados são os de análise de dados base exploratória e de inferência de qualquer investigação quantitativa.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

2 testes

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Aulas privilegiam os métodos activos e participativos, com vista a uma aplicação prática crítica dos conteúdos abordados nas aulas. A leitura crítica de artigos, com foco na secção de materiais e métodos e na de resultados, permite perceber como se escreve sobre os métodos de análise de dados e como se vê o resultado desses métodos aplicados aos dados.

Bibliografia:

[1] DANIEL, WW; Cross, CL. Biostatistics: A Foundation for Analysis in the Health Sciences, 10th ed., John Wiley and Sons, 2013.
[2] DAWSON, B; Trapp, RG. Basic & Clinical Biostatistics, 4th ed., McGraw-Hill, 2004. [DAWSON, B; Trapp, RG. Bioestatística Básica e Clínica, 3ª ed., McGraw-Hill, 2003.]
[3] Gouveia de Oliveira, A. Bioestatística Descodificada. 2ª edição, LIDEL, 2014.

Objetivos de aprendizagem:

Dar a conhecer as ferramentas básicas indispensáveis para orientação de um leque variado de situações relacionadas com a saúde humana que ocorrem no dia a dia e que devem aprender independentemente do seu campo de actuação. Tem ainda como objectivo ensinar as atitudes que deverão saber executar na sua missão de promover a saúde no seu todo, adquirindo nomeadamente as seguintes competências:
- Saber efectuar medidas básicas de socorrismo adequadas às situações emergentes mais usuais.
- Reconhecer o material indicado para as diferentes situações.
- Desenvolver estratégias de comunicação

Conteúdos programáticos:

Esta disciplina visa dotar os futuros profissionais de saúde com conhecimentos básicas sobre saúde em geral, de modo a que possam tomar as atitudes necessárias para enfrentar situações correntes, na sua missão de promover a saúde no seu todo. Tópicos: noções gerais de socorrismo; suporte básico de vida; gestos relacionados com o diagnóstico; gestos relacionados com o tratamento: gestos relacionados com situações específicas do dia-a-dia profissional; DST; Medidas Universais de Protecção; relações humanas, técnicas de comunicação, ética, deontologia.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O conteudo programático desta disciplina pretende disponibilizar conhecimentos que permitam utilizá-los pelos discentes na sua futura atividade profissional

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Escrita + Expositiva + Qualitativa/Quantitativa

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Utilizando uma metodologia assente numa aprendizagem prática e uma avaliação contínua dos conhecimentos, os alunos ficam aptos a aplicar esses conhecimentos da sua futura atividade profissional

Bibliografia:

1. Carneiro AV. Técnicas Médicas Essenciais. Lidel 1999.
2. Carneiro AH, Nunes F, Lopes G, Santos LA, Campello G. Manual de Suporte Básico de Vida. Edição do Conselho Português de Ressuscitação, 2004.
3. European Ressuscitation Council (2006). Basic Life Support & Automated external Desfibrillation. 2ª Edição
4.Harrison. Medicina Interna. 16ª Edição (tradução brasileira). McGraw Hill, 2006.
5. Merck Manual, Merck Sharp and Dohme, 2006
6.Way KW, Doherty GM. Cirurgia. Diagnóstico e Tratamento. 11ª Edição (tradução brasileira). McGraw Hill e Guanabara Koogan 2003.
7. Cline B. Emergências Médicas. McGraw Hill, 2000.
8. Serra, L. (2001). Critérios Fundamentais em Fracturas e Ortopedia. 2ª Edição. Lidel.
9. Website: www.erc.edu
10. Material fornecido pelos docentes

Objetivos de aprendizagem:

Pretende-se que o aluno domine as técnicas de investigação e de produção com vista à correcta execução do trabalho científico e desenvolva competências estruturantes de natureza teórico-prática que lhe permitam conhecer e aplicar estruturas discursivas utilizáveis na sua área de formação.
Para dotar os alunos das competências específicas a desenvolver no âmbito desta unidade curricular, existe uma correspondência direta entre os conteúdos de cada capítulo lecionado e as competências específicas a desenvolver.

Conteúdos programáticos:

1. O conhecimento científico
1.2. conhecimento do senso comum vs conhecimento da ciência
1.3. método: definição e centralidade na ciência
2. Pesquisa e fontes bibliográficas
3. Introdução à metodologia da investigação.
3.1.. Fases do processo de investigação
3.2.. Escolher e formular um problema de investigação;
3.3. O objetivo da investigação, as questões e hipóteses
4. Questões metodológicas
4.1. Métodos qualitativos e quantitativos
4.2. Projeto de pesquisa.
4.3. Tipos de estudo
4.4. Métodos de amostragem.
4.5. Métodos para coleta de dados.
5. Aspectos formais
5.1. Elementos do relatório
5.2. Manual de estilo da UFP
6. Terminologia médica

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos incidem na eficaz aquisição e utilização da terminologia médica bem como na metodologia do trabalho científico com vista à produção textual.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Desenvolver-se-ão diferentes atividades de leitura, escrita, compreensão e produção discursivas inerentes ao desenvolvimento da competência de comunicação, direcionado para a área de formação dos alunos.
Avaliação
2 frequências (50% + 50%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas estão em coerência com os objetivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento de estudo orientado e na participação ativa do aluno de modo a que este experimente e adquira ferramentas que otimizem a sua expressão no campo da comunicação científica e da terminologia específica do curso.
Pretende-se o desenvolvimento das capacidades produtivas, críticas, relacionais e avaliativas de questões gerais.

Bibliografia:

Collins, C. Edward (2008). A Short Course in Medical Terminology. Philadelphia, Wolters Kluwer Health / Lippincott Williams & Wilkins.
Dicionário de Termos Médicos (2020). https://www.infopedia.pt/dicionarios/termos-medicos
Houaiss, A. e Villar, M. (2009). Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objectiva.
Lopes, E. J. M. (2016). “Plágio”. In Dicionário Crime, Justiça e Sociedade. Lisboa: Sílabo: 362-364.
Manual de elaboração de trabalhos científicos da Universidade Fernando Pessoa. [Em linha]. Disponível em http://ufp.ufp.pt. [Consultado em 11/09/2014].
Manuila, L. et al. (2004). Dicionário Médico. Lisboa, Climepsi Editores.
Mateus, M. H. et alli. (2003). Gramática da Língua Portuguesa. Lisboa: Caminho.
Pereira, A. e Poupa, C. (2004). Como escrever uma tese usando o Word. Lisboa, Sílabo.
Rei, J. E. (1994). A escrita – seu aperfeiçoamento na Universidade. Porto, Porto Editora.
Severino, A. (2000). Metodologia do trabalho científico. São Paulo, Cortez.

Objetivos de aprendizagem:

Desenvolvimento da competência linguística e comunicativa dos alunos que lhes permita comunicar informação, ideias, problemas e soluções. Aprendizagem de estruturas gramaticais indispensáveis. Identificação e produção de vários tipos de diálogos, através do desenvolvimento das capacidades de ouvir, compreender e verbalizar problemas em alemão.
Incentivar a capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente na sua área de estudo.

Conteúdos programáticos:

1. Situações socioprofissionais
1.1. Socialização
1.2. Viajar
1.3. Importância do inglês na área da saúde
2. Saúde
2.1. Ambiente Hospitalar
2.2. Corpo Humano
2.3. Problemas de Saúde
2.4. Diálogos Médico-paciente
3. Trabalho de Projeto

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Desenvolvimento da competência linguística e comunicativa dos alunos com o objectivo de assegurar uma comunicação eficaz numa pluralidade de situações sócio-profissionais. Consolidação de estruturas gramaticais e padrões previamente adquiridos. Identificação, crítica, comentário e produção de vários tipos de texto, através do desenvolvimento das capacidades de ouvir, compreender, analisar, discutir e resolver problemas em inglês. Desenvolvimento das capacidades críticas e reflexivas dos alunos, através de uma aprendizagem e gestão autónomas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Avaliação contínua OU exame.
Aulas teórico-práticas, com ênfase nas competências instrumentais: dialogar, ouvir, ler e compreender mensagens em língua inglesa. A avaliação é contínua, constituída por dois testes escritos e por um trabalho oral, a apresentar no final do semestre. A nota final resulta da ponderação das várias prestações escritas e orais do estudante, bem como da sua participação nas actividades propostas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os itens temáticos dos conteúdos programáticos visam como competências genéricas que os alunos comuniquem, compreendam e produzam mensagens em língua inglesa, tanto em contextos sociais, como profissionais, devendo ser capazes de utilizar a língua inglesa num conjunto de situações reais. Para este efeito, nesta unidade curricular, os estudantes são incentivados a adoptar uma atitude introspetiva e reflexiva, tendo em conta a realidade social e profissional na área da saúde. É objetivo da unidade curricular levar os estudantes a melhorar as suas competências comunicacionais em inglês, de modo a que consigam utilizar esta língua na realização de diversos contactos interpessoais, em diferentes contextos socioprofissionais, de forma a permitir o desempenho profissional em contexto internacional. Com a componente de 'Trabalho de Projeto', pretende-se melhorar o trabalho de equipa, com utilização de uma segunda língua, especificamente em inglês.

Bibliografia:

Eastwood, J. (2006). Oxford Practice Grammar – Intermediate. Oxford, Oxford University Press.
Glendinning, E.H. & Howard, R. (2007). Professional English in Use: Medicine. Cambridge, Cambridge University Press.
Glendinning, E.H. & Holmström, B. (2005). English in Medicine – 3rd Edition. Cambridge, Cambridge University Press.
Grice, T. (2007).Oxford English for Careers: Nursing 1. Oxford, Oxford University Press.
Hollett, V. and Whitby, N. (2010). Lifestyle. English for work, socializing & travel. Essex, Pearson Education Ltd.
Ribes, R. and Ros, P.R. (2006). Medical English. Heidelberg, Springer.

Objetivos de aprendizagem:

O aluno deve estruturar a aprendizagem no sentido de dominar os conceitos básicos subjacentes à história das teorias e ciências da linguagem e da comunicação no estudo das perturbações da comunicação humana.
Objetivos de aprendizagem/Competências:
OA1- Demonstrar os conhecimentos sobre a comunicação humana e a faculdade da linguagem e dos seus domínios (semântica, morfossintaxe, fonologia e pragmática);
OA2- Estruturar a aprendizagem sobre as principais correntes do pensamento linguístico;
OA3- Demonstrar uma consciência formal da língua, designadamente a nível fonético-fonológico, morfossintático, semântico e pragmático;
OA4- Aplicar os conhecimentos linguísticos num contexto clínico e demonstrar evidências de raciocínio na análise desses casos.

Conteúdos programáticos:

CP1. Linguagem e Comunicação
1.1 Linguagem
1.2 Língua: oral e escrita
1.3 Comunicação verbal e não verbal
1.4 Comunicação animal e linguagem humana
CP2. Teorias Linguísticas
2.1 As principais correntes do pensamento linguístico
CP3. Dimensão pragmática da linguagem
3.1 Deixis
3.2 Atos de fala
CP4. Linguística textual
4.1 Coesão textual
4.2 Coerência
CP5. Dimensão sintática da linguagem
5.1 Frases e seus constituintes
5.2 Funções e processos sintáticos
5.3 Tipos de frases
CP6. Morfologia
6.1 Palavra e seus constituintes
6.2 Flexão
6.3 Processos morfológicos
CP7. Semântica
7.1 Léxico e vocabulário
7.2. Classes de palavras
CP8. Léxico
CP9. Fonética e fonologia
CP10. Linguagem e Teoria da Mente
CP11. Linguística clínica: aplicações práticas

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1 –OA1
CP2 – OA2
CP3, CP4, CP5, CP6, CP7, CP8 e CP9- OA3
CP10- OA1
CP11- OA4
No CP1 são abordados os conceitos fundamentais associados à distinção entre comunicação, linguagem, língua e fala e distinção entre comunicação verbal e não verbal. No CP2 são focados aspetos relacionados com as principais correntes do pensamento linguístico: Estruturalismo, Funcionalismo e Gerativismo. Nos CP3 e CP4 são focados aspetos relacionados com o domínio pragmático da linguagem e da linguística textual. Nos CP5 e CP6 são abordados os domínios morfológico e sintático da linguagem. No CP7 aborda-se o domínio semântico e no CP8 o Léxico enquanto componente dinâmica com interfaces com os vários domínios linguísticos. No CP9 aborda-se o domínio fonológico. O CP10 foca o conceito de Teoria da Mente. O CP11 aborda a linguística clínica.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Metodologias ativas, colaborativas e expositivas:
1- Resolução de problemas em pequenos grupos;
2- Sessões de brainstorming de tópicos e questões a serem investigados pelos alunos;
3- Orientação da pesquisa realizada pelos alunos;
4- Resumo e síntese da pesquisa realizada pelos alunos e discussão em grupo;
5- Apresentação de conteúdos programáticos com recurso a projeções, exemplificações, casos clínicos em vídeo.
Avaliação:
Época normal
- Avaliação Distribuída – 1trabalho escrito e apresentação oral (40%) + 1 Teste (50%) + participação na aula (10%)
Época Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino adoptadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos, uma vez que permitem um aprofundamento do conhecimento dos alunos e a sua participação ativa nas aulas através de estratégias ativas e colaborativas de aprendizagem, combinadas com métodos expositivos e tradicionais. O professor será um facilitador do processo de aprendizagem do aluno, fomentando o relacionamento dos conceitos, a capacidade de análise e a discussão e reflexão com a prática da terapia da fala.
OA1- metodologias ativas e expositivas: trabalho escrito + apresentação oral + participação
OA2- metologias ativas- avaliação: teste escrito + participação
OA3- metodologias ativas e expositivas- avaliação: teste escrito+ participação
OA4- metodologias ativas e expositivas- avaliação: teste escrito+ participação

Bibliografia:

Antunes, E. B., & Rocha, J. (2009). Contribuições clínicas da fonética e da fonologia. Revista da Faculdade de Ciências da Saúde, 6, 124-136.
EMILIANO, A. (2009). Fonética do Português Europeu : descrição e transcrição / António Emiliano. - Lisboa : Guimarães Editores
Jakobson, R. (1995). Linguística e comunicação / Roman Jakobson ; pref.e trad. Izidoro Blikstein, trad. José Paulo Paes. - São Paulo : Cultrix
McCallister, J. (2013). Introductory linguistics for speech and language therapy practice / Jan McAllister, Jim Miller. - Oxford : Wiley Blackwell
Owens JR (2016). Language development : an introduction, 9ª ed. Londres: Pearson.
Faria, I. H., Pedro, E. R., Duarte, I. & Gouveia, C.A. (2005). Introdução à Linguística Geral e Portuguesa, 2ª ed., Lisboa: Caminho.
Sim-Sim, I. (2006). Avaliação da linguagem oral: um contributo para o conhecimento do desenvolvimento linguístico das crianças portuguesas, 4ª ed., Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

A área curricular de Anatomofisiologia II tem como principal objectivo ministrar conhecimentos em áreas com afinidade relevante para a Licenciatura em Terapêutica da Fala sendo abordados temas com importância para estes profissionais designadamente nas áreas da deglutição, fonação e audição.
Será também abordada a constituição e a fisiologia de órgãos que intervêm na respiração, na mastigação e, os órgãos dos sentidos (visão, equilíbrio, gosto e olfacto).
Os conteúdos serão abordados de forma não exaustiva, mas adaptada às necessidades da licenciatura.
Os alunos serão incentivados a efectuar uma preparação contínua, baseada na consulta de livros de texto e de atlas.

Conteúdos programáticos:

1. Nariz e seios perinasais. Particularidades anatomofuncionais.
2. Cavidade oral, oro e nasofaringe. Fisiologia da mastigação e da 1ª fase da deglutição
3. Anatomofisiologia do palato mole. Situações disfuncionais associadas a problemas nesta área.
4. Hipofaringe e transição faringoesofágica. Fisiologia da 2ª e 3ª fases da deglutição
5. Laringe. Estrutura e funções.
6. Cordas vocais. Estrutura e funções.
7. Fisiologia vocal básica. Métodos de avaliação e análise.
8. Nervos cranianos. Funções mais relevantes
9. Aparelho auditivo e via auditiva central
10.Sistema vestibular
11.Aparelho visual
12. Outros órgãos dos sentidos
13. Fisiologia e funções globais do sistema estomatognático
14. Malformações crânio faciais
15. Sistema nervoso central com relevância especial para o córtex motor e vias associadas à linguagem

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Como o objectivo principal desta área curricular é transmitir conhecimentos de anatomia e de fisiologia de diversos órgãos e sistemas com forte interligação com outras matérias abordadas ao longo da licenciatura, pretende-se que a visão global teórica seja sempre acompanhada de uma perspectiva prática, de modo a que no conjunto as duas componentes da disciplina permitam aos alunos obter uma imagem global e integrada dos conhecimentos. Para tal e sempre que oportuno, será dada uma explicação básica de entidades patológicas com interesse para a licenciatura, aumentado assim o interesse dos alunos.
Com esta metodologia, pretende-se que os alunos adquiram competências específicas e capacidades de pesquisa e manuseamento da informação que se venham a tornar facilitadoras do constante aprofundamento de conhecimentos nesta área.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Os conteúdos serão abordados de forma expositiva, para permitir uma melhor compreensão dos diversos temas, havendo sempre lugar para a intervenção dos alunos.
A avaliação será efectuada através da realização de duas provas em cada uma das componentes.
As provas incluirão perguntas de escolha múltipla, figuras para legendar, tipologia verdadeiro ou falso e perguntas de desenvolvimento.
A classificação final de cada uma das componentes será a média aritmética das notas obtidas nas duas provas parcelares. A nota final da unidade curricular global será a resultante da média aritmética das classificações parcelares obtidas nas duas componentes anteriormente descritas.
Poderá também haver lugar à realização de um trabalho que será cotado e entrar na valorização final.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A coerência da forma como o ensino foi estruturado será monitorizado de forma sistemática através de questões colocadas aos alunos e ainda, através da análise em sede de sala de aula da sua destreza na análise de temas colocados em sala de aula.

Bibliografia:

Guyton and Hall Textbook of Medical Physiology. Hall, John E., PhD. Published January, 2016
Seeley's Anatomy & Physiology. Cinnamon VanPutte, Jennifer Regan, Andrew Russo 11th editon 2017
Gray's Anatomy. Standring, Susan, MBE, PhD, DSc, FKC, Hon FAS, Hon FRCS 41 th edition 2015.
Suporte bibliográfico fornecido pelo professor.

Objetivos de aprendizagem:

Objectivos e competências a serem atingidos (OA).
OA 1. Compreender a relação entre grandezas físicas e o seu significado e a mecânica ondulatória.
OA 2. Identificar e entender uma variação oscilatória.
OA 3. Analisar fenómenos de carácter oscilatório com interesse na prática clínica e no dia à dia.
OA 4. Conhecer e explicar alguns os conceitos fundamentais de mecânica ondulatória.
OA 5. Entender os fenómenos de ressonância.
OA 6. Conhecer os aparelhos mais importantes para a geração e captação de som.
OA 7. Compreender os fenómenos biofísicos inerentes à dinâmica da expansão e retração alveolar.
OA 8. Aplicar os conceitos físicos da mecânica dos fluidos (gasosos) e mecânica ondulatória (ondas sonoras) ao fluxo aéreo na árvore respiratória.
OA 9. Compreender o mecanismo de geração das ondas sonoras pelo aparelho fonador humano.

Conteúdos programáticos:

CP 1- Ferramentas matemáticas de apoio ao estudo da biofísica. A análise dimensional. As variações lineares. Utilização da notação diferencial.
CP 2- As variações periódicas. Ondas eletromagnéticas. Ondas mecânicas. Cinética ondulatória. Ondas estacionárias. Harmónicas e padrões. Padrões numéricos associados a diagramas de ondas estacionárias.
CP 3 - O som e a bioacústica. Onda sonora. Frequência, afinação e percepção humana da onda sonora. Intensidade de uma onda sonora. Velocidade das ondas sonoras. Tubos acústicos e ressonância.
CP 4 - Função Respiratória: biomecânica da ventilação pulmonar. O sistema respiratório. O Ciclo Respiratório e a Hematose. Noções biofísicas. Surfactante pulmonar.
CP 5 - Biomecânica do aparelho fonador. A produção da voz. Biomecânica das pregas vocais
Frequência fundamental de vibração. Programa Voxmetria 4.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

CP1 – Visa atingir OA1, OA2.
CP2 – Visa atingir OA1, AO 2, OA4 e OA5.
CP3 – Visa atingir OA2, OA3, OA4, OA5, OA6.
CP4 – Visa atingir OA1, OA6, OA7, OA8.
CP5 – Visa atingir OA3, OA6, OA9.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

M1 - Utilização da plataforma de e-learning para armazenar material didático que será disponibilizado ao aluno.
M2 - O material disponibilizado servirá de apoio para estudos baseados em problemas que se introduzirá como ferramenta de ensino-aprendizagem como a resolução de problemas em pequenos grupos.
M3 - Atividades de pesquisa autónoma que serão baseadas em questões de desenvolvimento e pesquisa.
M4 - Desenvolvimento de actividades de síntese dos conteúdos básicos, após exposição oral, onde os alunos terão um envolvimento pro-ativo.
M5 - Recorrer-se-á, ainda, à utilização de vídeos de demonstração do fluxo ondulatório para promover a discussão dos fundamentos físicos a ele inerentes.
Avaliação
Duas provas de avaliação sumativa (50% cada da classificação final). Na avaliação sumativa estará incluída uma prova cognitiva (questão aberta que demonstre a compreensão por parte do aluno sobre a relevância do conteúdo para os aos domínios da terapia da fala).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino adotadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos para a mesma, uma vez que permitem um aprofundamento de conhecimentos dos alunos e a sua participação ativa nas aulas, através de estratégias ativas e colaborativas de aprendizagem, combinadas com métodos tradicionais. Assim, o professor será um facilitador do processo de aprendizagem do aluno fomentando o relacionamento de conceitos, a capacidade de análise, discussão e reflexão, com estabelecimento de ligação dos conteúdos abordados e da sua pertinência à prática profissional do Terapeuta da Fala.
M1 - Utilização da plataforma de e-learning para armazenar material didático que será disponibilizado ao aluno: para a prossecução de todos os objetivos.
M2 - O material disponibilizado servirá de apoio para os estudos baseados em problemas que se introduzirá como ferramenta de ensino-aprendizagem: para a prossecução dos OA1 a OA5;
M3 - Atividades de pesquisa autónoma que serão baseadas em questões de desenvolvimento e pesquisa: para a prossecução dos OA3, OA8 e OA9
M4 - Desenvolvimento de actividades de síntese dos conteúdos básicos, após exposição oral, onde os alunos terão um envolvimento pro-ativo: para a prossecução de todos os objetivos.
M5 - Recorrer-se-á, ainda, à utilização de vídeos de demonstração do fluxo ondulatório para promover a discussão dos fundamentos físicos a ele inerentes: para a prossecução de OA5, OA6 e OA9.

Bibliografia:

Bibliografia de consulta/existência obrigatória
Gomes, L.R.; Biofísica para Ciências da Saúde, Ed. Universidade Fernando Pessoa, 2012.
Zhaoyan Zhang (2016). Mechanics of human voice production and control. The Journal of the Acoustical Society of America 140, 2614.
doi: 10.1121/1.4964509
https://doi.org/10.1121/1.4964509
http://www.ucl.ac.uk/voicebox/home/
Bibliografia adicional
Harrington J., Cassidy S. (1999). The Physics of Speech. In: Techniques in Speech Acoustics. Text, Speech and Language Technology, vol 8. Springer, Dordrecht.
C S N Vilas Bôas and S T Gobara (2018). A model to explain human voice production. Physics Education, 53 (3). IOP Publishing Ltd.

Objetivos de aprendizagem:

O1. Demonstrar, por escrito e oralmente, evidência de capacidade de observação e análise de comportamentos comunicativos e evidências de aquisição e de desenvolvimento da linguagem, ao longo do ciclo vital.
O2. Identificar informação comunicativa e linguística relevante, nos diferentes contextos de observação, estruturando-a nas etapas/fases da aquisição e desenvolvimento da linguagem, nomeadamente através da recolha de dados e registo/preenchimento de checklists de observação;
O3. Construir checklist de recolha de dados segundo a fase de desenvolvimento linguístico dos casos, com algum raciocínio face aos itens incluídos;
O4. Identificar assuntos chave observados, registá-los de modo sucinto e discuti-los em pequeno grupo.

Conteúdos programáticos:

1 Aquisição e desenvolvimento da linguagem. Contextos de comunicação interpessoal naturais.
2 Construção de folha de registo da informação observada.
3 Recolha e interpretação dos dados observados em situações reais .
4 Etapas/fases da aquisição e desenvolvimento da linguagem: registo e análise do mesmo.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo O1 está associado aos conteúdos 1, 3, 4.
O objetivo O2 está associado aos conteúdos 2, 3, 4.
O objetivo O3 está associado aos conteúdos 2.
O objetivo O4 está associado aos conteúdos 3, 4.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

a) Colaborativo;
b) Elaboração de trabalhos;
c) Discussão em pequeno e grande grupo;
d) Aprendizagem autodirigida.
Avaliação:-
Realização de um portfólio ao longo do semestre onde se reúnem todos os relatórios de observação (85% da avaliação final).
Participação nas atividades desenvolvidas nas aulas (15% da avaliação final)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo O1 – método a), b), c), d) – Avaliação: Portfólio
O objetivo O2 – método b), d) – Avaliação: Portfólio
O objetivo O3 – método b), d) – Avaliação: Portfólio individual
O objetivo O4 – método b), c), d) – Avaliação: Portfólio

Bibliografia:

Peixoto, V., Rocha, J. (org.) (2009).Metodologias de intervenção em terapia da fala. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa
Avaliação da linguagem : teoria e prática do processo de avaliação do comportamento lingüístico infantil / Víctor M. Acosta (coord.)...[et al.] ; trad. Magali de Lourdes Pedro. - 1ª ed. - São Paulo : Livraria Santos Editora, 2003.
McAllister, J., Miller, M. (2013). Introductory linguistics for speech and language therapypractice - Oxford : Wiley Blackwell,

Objetivos de aprendizagem:

1- Dominar o Alfabeto Fonético Internacional e a transcrição fonética do Português Europeu;
2- Identificar assuntos-chave sobre o processo de produção da fala;
3- Distinguir os três ramos da Fonética;
4- Conhecer as principais teorias da Fonologia;
5- Formular hipóteses sobre a aquisição e desenvolvimento fonológico do Português Europeu e estruturar as suas etapas principais;
6- Conhecer os conceitos de Discriminação auditiva e Consciência Fonológica;
7- Demonstrar evidências de raciocínio clínico na análise das diferentes terminologias usadas no domínio das Perturbações dos Sons da Fala;
8- Reconhecer instrumentos e processos de avaliação formais e informais nas Perturbações dos Sons da Fala;
9- Dominar os principais programas de intervenção de base articulatória e fonológica e demonstrar evidências de raciocínio clínico em estudos de caso

Conteúdos programáticos:

1.Fonética
1.1.Fonética Articulatória
1.2.Fonética Acústica
1.3.Fonética Perce(p)tiva
2.Fonologia
2.1.Sons e Fonemas: Classificação de sons e sequências de sons
2.2.Sistemas de traços distintivos: a matriz fonológica
3.Representação Fonética do Português Europeu (AFI e SAMPA)
4.Aparelho Fonador e Produção da Fala
5.Prosódia
5.1.Características acústicas: tom, duração e intensidade
5.2.Propriedades acentuais das sílabas
6.Desenvolvimento Fonológico
6.1.Aquisição Fonológica
6.2.Processos Fonológicos: inserção de segmentos; supressão de segmentos; alteração de segmentos
6.3.Processos Fonológicos de Simplificação que ocorrem no desenvolvimento infantil
7. Consciência Fonológica e Discriminação Auditiva
8.Perturbação dos Sons da Fala
8.1.Terminolologia
8.2.Prevalência e Etiologia
8.3.Avaliação
8.4Intervenção
8.5. Estudos de caso

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1- OA3
CP2- OA4 e 5
CP3- OA1
CP4- OA2
CP5- OA4
CP6- OA5
CP7- OA6
CP8- OA7,8 e 9
No CP1 são abordados os conceitos fundamentais associados à distinção entre fonética articulatória, percetiva e acústica.
No CP2 distingue-se o conceito de Fonética de Fonologia e procede-se à classificação dos sons da fala do Português Europeu (PE).
O CP3 incide na transcrição fonética do PE.
Nos pontos 4 e 5 são abordados os aspetos segmentais e suprassegmentais da linguagem verbal oral.
No CP6 são focadas as etapas do desenvolvimento fonológico e os processos de simplificação no desenvolvimento infantil.
No CP7 introduz-se conceitos de discriminação auditiva e consciência fonológica.
No CP8 abordam-se as perturbações dos sons da fala no desenvolvimento infantil, sua deteção, diagnóstico, avaliação e intervenção.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Metodologias ativas, colaborativas e expositivas:
1- Resolução de problemas em pequenos grupos;
2- Sessões de brainstorming de tópicos e questões a serem investigados pelos alunos;
3- Orientação da pesquisa realizada pelos alunos;
4- Resumo e síntese da pesquisa realizada pelos alunos e discussão em grupo;
5- Apresentação de conteúdos programáticos com recurso a projeções, exemplificações, casos clínicos em vídeo.
Avaliação:
Época normal
- Avaliação Distribuída: componente teórica - 1 Teste T (30%); componente teórico-prática - 2 Testes TP (30%+30%) + Participação nas dinâmicas em sala de aula (10%)
Época Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino adoptadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos, uma vez que permitem um aprofundamento do conhecimento dos alunos e a sua participação ativa nas aulas através de estratégias ativas e colaborativas de aprendizagem, combinadas com métodos expositivos e tradicionais. O professor será um facilitador do processo de aprendizagem do aluno, fomentando o relacionamento dos conceitos, a capacidade de análise e a discussão e reflexão com a prática da terapia da fala.
Objetivo1- metodologia expositiva- avaliação: teste escrito
Objetivo2- metodologia ativa- avaliação: teste escrito
Objetivo3 e 4 - metodologia expositiva- avaliação: teste escrito
Objetivo5- metodologia ativa - avaliação: teste escrito
Objetivo 6- metodologia ativa e expositiva- avaliação: teste escrito
Objetivos 7,8,9 e 10- metodologia ativa e expositiva- avaliação: teste escrito

Bibliografia:

Wayne, A. (2007). Eliciting sounds : techniques and strategies for clinicians. New York : Delmar Cengage Learning.
Bowen, C. (2009). Children's speech sound disorders. Oxford : Wiley Blackwell.
Emiliano, A. (2009). Fonética do Português Europeu : descrição e transcrição. Lisboa : Guimarães Editores, cop.
Williams, A.L., MvLeod, S. & McCauley, R. (2021). Intervention for Speech Sound Disorders in Children. 2nd ed. - Baltimore : Paul H. Brookes.
Mateus, M., Falé, I., Freitas, M. (2005). Fonética e Fonologia do Português. Lisboa : Universidade Aberta.
Freitas, M. J. & Santos, A.L. (2017). Aquisição de Língua Materna e Não Materna – Questões gerais e dados do Português. Language Science Press.
Roth, F. P., & Worthington, C. K. (2015). Treatment resource manual for speech language pathology. Nelson Education.
Velleman, S. (2016). Speech sound disorders. Philadelphia : Wolters Kluwer.

Objetivos de aprendizagem:

Desenvolvimento da competência linguística e comunicativa dos alunos com o objectivo de assegurar uma comunicação eficaz numa pluralidade de situações sócio-profissionais. Consolidação de estruturas gramaticais e padrões previamente adquiridos. Identificação, crítica, comentário e produção de vários tipos de texto, através do desenvolvimento das capacidades de ouvir, compreender, analisar, discutir e resolver problemas em inglês.
Desenvolvimento das capacidades críticas e reflexivas dos alunos, através de uma aprendizagem e gestão autónomas.

Conteúdos programáticos:

1. Anatomia humana
1.1. Sistemas
1.2. Terminologia médica
2. Terapia da Fala
2.1 O papel do terapeuta da fala
2.2 Problemas da voz e tratamentos
2.3 Neurolinguística
2.4 Discurso esofágico
2.5 Gaguez e a sociedade
2.6 Terminologia médica

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os itens temáticos dos conteúdos programáticos visam como competências genéricas que os alunos comuniquem, compreendam e produzam mensagens em língua inglesa, tanto em contextos sociais, como profissionais, devendo ser capazes de utilizar a língua inglesa num conjunto de situações reais. Para este efeito, nesta unidade curricular, os estudantes são incentivados a adoptar uma atitude introspetiva e reflexiva, tendo em conta a realidade social e profissional na área da saúde.
É objetivo da unidade curricular levar os estudantes a melhorar as suas competências comunicacionais em inglês, de modo a que consigam utilizar esta língua na realização de diversos contactos interpessoais, em diferentes contextos socioprofissionais, de forma a permitir o desempenho profissional em contexto internacional. Com a componente de 'Trabalho de Projeto', pretende-se melhorar o trabalho de equipa, com utilização de uma segunda língua, especificamente em inglês

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Avaliação contínua OU exame.
Aulas teórico-práticas, com ênfase nas competências instrumentais: dialogar, ouvir, ler e compreender mensagens em língua inglesa. A avaliação é contínua, constituída por um teste escrito e duas apresentações orais. A nota final resulta da ponderação das várias prestações escritas e orais do estudante, bem como da sua participação nas actividades propostas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

De forma a potenciar as competências específicas dos estudantes, a metodologia adoptada (com ênfase na avaliação contínua de conhecimento) incentiva as aquisições de tipo instrumental, designadamente comunicar oralmente e por escrito, identificar e compreender mensagens, utilizando a língua inglesa num conjunto de situações socioprofissionais, bem como no acesso ao conhecimento.
As metodologias eminentemente práticas desta disciplina têm como objetivo levar os alunos a interpretar circunstâncias e fenómenos comunicacionais relativos aos diferentes contextos culturais e linguísticos, adquirindo experiência na recolha, identificação e interpretação de informação proveniente de diferentes contextos culturais, desenvolver deste modo a autonomia de trabalho em diferentes contextos culturais, levando a uma maior compreensão e adaptação a diferentes ambientes culturais em que a comunicação seja efectuada em língua inglesa.

Bibliografia:

Chrimes, J. (2015). English for biomedical science in higher education studies: Course book. Reading, Garnet education.
Lieseke, C. L., & Zeibig, E. A. (2012). Essentials of Medical Laboratory Practice. Philadelphia, F.A. Davis Company.
Murphy, R. (2019). English Grammar In Use Book With Answers And Interactive Ebook. A Self-Study Reference And Practice Book For Intermediate Learners Of English. Cambridge, Cambridge University Press.
Redman, S. (2017) English Vocabulary in Use Pre-intermediate and Intermediate Book with Answers: Vocabulary Reference and Practice. Cambridge: C.U.P.
Ribes, R., Iannarelli, P. & Duarte, R.F.(2009). English for Biomedical Scientists. Heidelberg, Springer.
Tortora, G.J. & Derrickson, B.H.(2018). Principles of Anatomy and Physiology. John Wiley & Sons, Inc.

Objetivos de aprendizagem:

OA1. Demonstrar familiaridade com conceitos, perspetivas teóricas e evidências empíricas na área da psicolinguística
OA2. Descrever e explicar os processos cognitivos envolvidos na produção e compreensão da linguagem falada e escrita
OA3. Descrever e explicar o desenvolvimento da linguagem e respetivos fundamentos biológicos, cognitivos e sociais
OA4. Descrever e explicar a aprendizagem da linguagem escrita e respetivos requisitos cognitivos
OA5. Compreender os processos psicológicos envolvidos no uso e na aquisição da linguagem e integrar e aplicar esse conhecimento no estudo e na avaliação das perturbações de linguagem
OA6. Desenvolver competências de comunicação oral e escrita
OA7. Desenvolver uma atitude crítica e autocrítica e adoptar valores éticos e deontológicos

Conteúdos programáticos:

CP1. Psicolinguística e Processamento da Linguagem
1.1 Psicologia da Linguagem
1.2 Perceção e Reconhecimento de Palavras Faladas
1.3 Compreensão
1.4 Produção de Fala
1.5 Leitura e Escrita
CP2. Aquisição da Linguagem Falada
2.1 Teorias de Aquisição da Linguagem
2.2 Precursores da Linguagem
2.3 Períodos do Desenvolvimento da Linguagem
CP3. Aprendizagem da Linguagem Escrita
3.1 Sistemas de Escrita
3.2 Condições Cognitivas para a Aprendizagem da Leitura e da Escrita
3.3 Literacia Emergente
3.4 Modelos de Aprendizagem da Leitura e da Escrita

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O programa da UC foi elaborado tendo por referência o aprofundamento de conhecimentos e de competências necessários ao exercício profissional da terapia da fala, no domínio da aquisição e processamento da linguagem. Concretamente, e assente numa organização em 3 unidades letivas (CP), compreende conteúdos programáticos que, definidos 7 objetivos de aprendizagem (OA) estabelecidos, privilegiam o desenvolvimento e aprofundamento de competências nas seguintes áreas: processos cognitivos envolvidos na compreensão e produção de fala e na leitura e escrita; bases biológicas, cognitivas e sociais para a aquisição da linguagem; trabalho reflexivo, colaborativo, investigativo e ético. Observa-se, deste modo, uma total coerência e correspondência entre os conteúdos programáticos e os OA, designadamente:
CP1 – OA1, OA2, OA5 e OA7;
CP2 – OA1, OA3, OA5, OA6 e OA7;
CP3 – OA1, OA4, OA5, OA6 e OA7.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

No decurso das horas de contacto (distribuídas em aulas teóricas e teórico-práticas) são privilegiadas as metodologias de ensino expositiva, participativa e ativa. As horas de não-contacto são dedicadas ao trabalho autónomo do aluno.
O regime de avaliação da UC pode ser contínuo ou por exame final (épocas de fim de semestre, recurso e especial). Na avaliação contínua, e garantida a percentagem mínima de assiduidade definida nas Normas Regulamentares, são considerados os seguintes elementos: participação ativa nas horas de contacto (10%), prova escrita (50%), trabalho de grupo (20%) e trabalho individual (20%). O aluno que não obtenha aprovação na avaliação contínua poderá realizar o exame escrito final (100%). Para a creditação dos ECTS, o aluno deverá demonstrar a aquisição dos objetivos e competências definidos, obtendo uma classificação final igual ou superior a 9,5 valores.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino adotadas encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (AO) definidos para a UC, visando permitir ao aluno ser informado sobre factos e procedimentos no domínio da aquisição e uso da linguagem, compreender conceitos e modelos teóricos explicativos do processamento cognitivo, bem como aplicar e construir conhecimentos nesta área de atuação (habilidades reprodutiva e produtiva, respetivamente).
Neste quadro, valoriza-se a articulação de metodologias de caráter expositivo, onde se fará a apresentação e o desenvolvimento dos conteúdos programáticos, com metodologias de teor mais prático, nas quais se promoverão discussões críticas sobre os mesmos e realização de atividades de observação e de análise de produções linguísticas, faladas e escritas, em diferentes momentos do desenvolvimento. Pretende-se com esta articulação favorecer uma aprendizagem ativa que permita o aprofundamento dos tópicos em estudo bem como a integração da teoria com a prática, fornecendo grelhas de análise das perturbações de linguagem a partir do desenvolvimento e do processamento ‘normal’.
Concretamente, a metodologia expositiva, através da apresentação e sistematização das matérias, permitirá o desenvolvimento e o aprofundamento conceptual e teórico; já as metodologias participativa, através da observação e análise crítica de estudos de caso e da realização de debates temáticos com discussão guiada, e ativa, através da condução, sob orientação, de trabalhos individuais e em pequeno grupos, permitirão o desenvolvimento de competências de avaliação das habilidades linguísticas de crianças e adultos. As horas de não-contacto serão dedicadas ao trabalho autónomo do aluno, onde se pretende ver assegurada a leitura da bibliografia recomendada e a realização das atividades (individuais e em grupo) propostas, de modo a lhe permitir aprofundar, consolidar e aplicar os seus conhecimentos e a desenvolver aptidões e competências neste domínio.
A combinação entre estas diferentes metodologias permitirá ao aluno atingir os OA propostos para a UC, objetivos estes que, na sua maioria, articulam conhecimentos, capacidades e competências. Esta coerência entre os OA e as metodologias de ensino (e de avaliação) adotadas concretiza-se do seguinte modo:
OA1, OA2, OA3 e OA4 – Métodos expositivo, participativo e ativo (prova escrita, trabalho individual, trabalho de grupo e participação ativa nas horas de contacto);
OA5, OA6 e OA7 – Métodos participativo e ativo (trabalho individual, trabalho de grupo e participação ativa nas horas de contacto).

Bibliografia:

Blakemore, S. J. & Frith, U. (2009). O cérebro que aprende: Lições para a Educação. Lisboa: Gradiva.
Castro, S. L. & Gomes, I. (2000). Dificuldades de aprendizagem da língua materna. Lisboa: Universidade Aberta.
Gaskell, M. G. (Ed.) (2007). The Oxford handbook of psycholinguistics. Oxford: Oxford University Press.
Goswami, U. (2008). Cognitive development. The learning brain. Hove: Psychology Press.
Harley, T. A. (2008). The psychology of language. From data to theory (3ª ed.). Hove: Psychology Press.
Morais, J. (1997). A arte de ler: Psicologia cognitiva da leitura. Lisboa: Edições Cosmos.
Peixoto, V. (2007). Perturbações da comunicação. Importância da deteção precoce. Porto: Edições UFP.
Pinker, S. (2007). The language instinct. How the mind creates language (ed. rep.). New York: Harper Perennial Modern Classics.
Sim-Sim, I. (1998). Desenvolvimento da linguagem. Lisboa: Universidade Aberta.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

A unidade curricular visa o estudo dos principais processos metabólicos e, consequentemente, trabalhar conceitos importantes na formação de base de um terapeuta da fala.
OA1 - Conhecer e aprofundar os domínios particulares do metabolismo das principais biomoléculas (hidratos de carbono, lípidos e aminoácidos); OA2 - Dominar e investigar os domínios particulares da bioquímica e da fisiologia do sistema endócrino, o qual tem um papel importante na coordenação de todas as funções do nosso corpo, incluindo a fala; OA3 - Identificar e entender algumas situações clínicas relacionadas com alterações nas vias metabólicas estudadas ou no sistema endócrino; OA4 - Reconhecer e descrever os processos e vias digestivas dos macro- e micronutrientes, bem como as doenças metabólicas consequentes de desequilíbrios nestes processos e suas implicações, por exemplo, no equilíbrio da voz; OA5 - Ser capaz de recolher, registar, analisar, interpretar e reportar dados bioquímicos, usando métodos apropriados.

Conteúdos programáticos:

CP1. Metabolismo dos Hidratos de Carbono (Glicólise; Gluconeogénese; Via das pentoses fosfato; Ciclo de Krebs; Cadeia de transporte de eletrões e Fosforilação oxidativa; Metabolismo do glicogénio; Doenças).
CP2. Metabolismo dos Lípidos (Oxidação e síntese de ácidos gordos; Lipogénese; Mobilização dos depósitos lipídicos; Corpos cetónicos; Metabolismo do colesterol; Lipoproteínas plasmáticas; Doenças).
CP3. Metabolismo dos Aminoácidos (Reações de transaminação e desaminação de aminoácidos; Ciclo da ureia; Síntese e degradação de aminoácidos; Doenças).
CP4. Interrelações Metabólicas.
CP5. Digestão e Absorção Gastrointestinal.
CP6. Sistema Endócrino.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos que integram a unidade curricular (CP1-CP6) vão de encontro às necessidades que são estabelecidas nos objetivos (OA1-OA5). A unidade curricular visa o estudo dos principais processos metabólicos, assim como do relacionamento entre os órgãos envolvidos na manutenção do equilíbrio metabólico. Os alunos deverão ter capacidade de compreensão e aquisição de conhecimentos na área da Bioquímica estrutural e metabólica e do sistema endócrino. Pretende-se também que os alunos adquiram e desenvolvam competências empíricas ao contactar com novas metodologias laboratoriais.
CP1 a CP4 - visam atingir OA1, OA3 e OA5
CP5 - visa atingir OA3, OA4 e OA5
CP6 - visa atingir OA2, OA3 e OA5

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As metodologias a utilizar são os métodos expositivo, dedutivo e indutivo. É utilizada também a metodologia por simulação pedagógica, isto é, o processo de ensino/aprendizagem é realizado em condições próximas da realidade laboratorial.
M1. Nas aulas teóricas procede-se à exposição dos conceitos teóricos relevantes e orientação do estudo dos alunos por consulta da bibliografia recomendada.
M2. As aulas teóricas incluem igualmente a discussão detalhada, com resolução de exercícios, dos principais temas, incluindo a análise de doenças de metabolismo e do sistema endócrino, seus sintomas e relação com a(s) causa(s), e tratamentos possíveis.
M3. As aulas práticas laboratoriais incluem a execução de trabalhos práticos de aplicação dos vários conceitos teóricos.
Avaliação: Teórica (80%): 1 teste teórico (60 %), 1 teste com consulta (27,5 %) e 1 trabalho de pesquisa (12,5 %); Prática Laboratorial (20%): 2 testes (60 %) e desempenho laboratorial (40 %).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Numa primeira fase, é importante que os alunos assimilem os aspetos fundamentais da Bioquímica, e aprofundem os domínios particulares do metabolismo das principais biomoléculas e da bioquímica e fisiologia do sistema endócrino (OA1 e OA2). Sendo assim, nas aulas teóricas procede-se à exposição dos conceitos teóricos relevantes e orientação do estudo dos alunos por consulta da bibliografia recomendada (M1).
Numa segunda fase, pretendem-se introduzir algumas situações clínicas relacionadas com alterações nas vias metabólicas estudadas, no sistema digestivo ou no sistema endócrino (OA2 a OA4). Para isso, as aulas teóricas incluem a discussão detalhada, com resolução de exercícios, sobre os principais temas, incluindo a análise de doenças de metabolismo e do sistema endócrino, seus sintomas e relação com a(s) causa(s), e tratamentos possíveis (M2).
Pretende-se também que os alunos adquiram e desenvolvam competências empíricas ao contactar com novas metodologias laboratoriais (OA5). Sendo assim, as aulas práticas laboratoriais incluem a execução de trabalhos práticos de aplicação dos vários conceitos teóricos (M3).

Bibliografia:

[1] Devlin T.M., 2010, “Textbook of Biochemistry with clinical correlations”, 7ª. Edição, Wiley-Liss.
[2] Mckee T., McKee JR, 2015, “Biochemistry: the molecular bases of life”, 6.ª edição, Oxford University Press
[3] Widmaier E, Raff H, Strang KT, 2014, “Vander’s Human Physiology”, 13ª edição, McGraw-Hill.
[4] Cardoso et al, 2013, “Trabalhos Laboratoriais de Bioquímica”, 3ª Edição, Edições Fernando Pessoa.
[5] Gardner D.G., Shoback D, 2017, “Greenspan’s Basic & Clinical Endocrinology”, 10.ª edição, McGraw-Hill.

Objetivos de aprendizagem:

1. Conhecer o desenvolvimento linguístico-comunicativo da criança
2.Conhecer os fatores biológicos e ambientais relacionados com o desenvolvimento
3. Escolher e aplicar uma anamnese infantil
4. Conhecer diferentes formas e dimensões de avaliação linguístico (oral e escrito) comunicativa, e saber selecionar a mais adequada a cada caso
5. Conhecer os diferentes quadros de alterações da comunicação e linguagem (oral e escrita) na infância
6. Estabelecer o diagnóstico diferencial
7. Conhecer diferentes programas de intervenção para as de alterações da comunicação e linguagem (oral e escrita) na infância
8. Reconhecer a importância da capacidade de delinear um plano de intervenção eclético e holístico, adequado à singularidade de cada caso
9. Reconhecer a importância do trabalho de equipa

Conteúdos programáticos:

CP1. Desenvolvimento da comunicação, linguagem oral e escrita (revisão)
CP2. Recolha de informação acerca da criança e da família – anamnese
CP3. Avaliação da comunicação e da linguagem oral na criança 3.1. Avaliação formal vs informal 3.2. Perfil Comunicativo e Pragmática 3.3. Morfologia, Sintaxe; Fonologia e Semântica
CP4. Perturbações da comunicação e da linguagem oral na criança (Diagnóstico terapêutico) 4.1. Perturbação do desenvolvimento de linguagem /Perturbação da Linguagem 4.2. Late talkers 4.3. Disfunção da comunicação/Necessidades complexas de comunicação 4.4. Diagnóstico diferencial
CP5. Intervenção: 5.1. Diferentes abordagens 5.2. Elaboração do plano de intervenção (Linha de Base; Objectivos; Estratégias; Trabalho de Equipa, Implementação Compreensiva)
CP6. Avaliação e intervenção ao nível da linguagem escrita 6.1 Avaliação dos erros ortográficos e relação com o desenvolvimento fonológico e da narrativa escrita 6.2 Estratégias de intervenção

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

É feita uma exploração integrada e progressiva do programa da UC, permitindo que os alunos desenvolvam os conhecimentos e as competências previstas nos objetivos, garantindo-se assim coerência entre os conteúdos programáticos e objetivos. Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular: CP1 –OA1; CP2 – OA2, e 3; CP3 e CP6- OA4; CP4 – OA5 e 6; CP5 – OA7, 8 e 9. No CP1 é feita uma revisão do desenvolvimento normal da linguagem oral e escrita (conteúdos já abordados na UC de 1º ano, 2º semestre Psicolínguistica e desenvolvimento da linguagem). Em CP2 e CP3 são abordados os procedimentos necessários para a avaliação da comunicação e linguagem da criança. Em CP4 são focadas as categorias nosológicas relacionadas com as perturbações da comunicação e linguagem na criança e em CP5 os programas e estratégias de intervenção mais relevantes. No CP6 são focados aspetos relacionados com a linguagem escrita

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas teórico-práticas são centradas na exposição e discussão dos conteúdos do programa e na resolução de casos práticos. É dada relevância à formulação de problemas clínicos e análise de diferentes possibilidades de resposta, partindo de casos reais (videos ou casos da clínica pedagógica). É incentivado o processo de diálogo. As orientações tutoriais são destinadas ao apoio da construção e análise de um estudo de caso real. - Apresentação dos conteúdos programáticos com recurso a projeções, explicações no quadro, exemplificações, casos clínicos em vídeo e observação de casos reais da clínica pedagógica de terapia da fala da UFP. - Preenchimento de instrumentos de avaliação com recurso a análise de casos em vídeo - Situações de rol-play (de avaliação e intervenção). Nas aulas práticas os alunos elaboram um estudo de caso.
Avaliação: Apresentação de trabalho de Grupo (30%); Participação assertiva em sala de aula (20%); Teste escrito (50%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A execução pedagógica das aulas decorre de modo coerente com os objetivos fundamentais da UC, e seus conteúdos programáticos. Assim, nesta UC os alunos aprenderão observar, avaliar e decidir, sabendo fundamentar as suas decisões. Sendo a unidade curricular constituída por aulas teórico-práticas e práticas, as metodologias de ensino utilizadas enquadram-se nos melhores procedimentos usados nesta área. Desta forma, a exposição das teorias e conceitos chave de comunicação e linguagem na criança terão sempre a participação e análise crítica por parte dos estudantes, acompanhadas de exercícios de consolidação. Nestas aulas pretende-se desenvolver o conhecimento dos alunos e sensibilizá-los para a importância dos temas abordados no contexto real clínico, sendo que a visualização das situações reais contribuem para um melhor enquadramento e maior facilidade na perceção dos objetivos que se pretendem alcançar. Deste modo, os alunos aprenderão observando, analizando, refletindo e tomando decisões sobre os problemas e alternativas propostas, melhorando as suas competências nos temas em questão. Dada a dimensão ecológica e holística do tema da UC (comunicação e linguagem da criança) procurar-se-á, essencialmente, garantir o desenvolvimento das capacidades de aplicar em contextos diferentes os conhecimentos adquiridos, sob influência de diferentes fatores e variáveis, nomeadamente os contextos de vida da criança. A verificação da perceção do entendimento dos mesmos conceitos ocorrerá com recurso ao método interrogativo e participativo. O desenvolvimento dos conhecimentos e das competências desta unidade curricular será efetuado através da realização de pequenos trabalhos práticos (e.g. estudos de caso, role-play), exercícios em sala de aula (e.g. relatórios de avaliação de crianças com base na observação de vídeos ) e em trabalho autónomo de pesquisa e aplicação das competências adquiridas em contexto real. Complementarmente, serão propostos trabalhos com utilização de casos concretos (em vídeo e na clínica pedagógica de TF da UFP) ligados à área do Curso. Por fim, a avaliação dos alunos servirá para a aferição da eficácia das metodologias de ensino desenvolvidas na UC e, se necessário, no futuro poder-se-á realizar algumas correções nas metodologias de ensino.

Bibliografia:

Law et al (2017) What Works': Interventions for children and young people with speech, language and communication needs. https://dera.ioe.ac.uk/16323/2/DFE-RR247-BCRP10.pdf
Stone et al (2014) Handbook of language and literacy : development and disorders 2ª ed. - New York: Guildford
Owens (2014) Language disorders : a functional approach to assessment and intervention .6th ed. - Boston: Pearson
Owens (2018) Early language intervention for infants, toddlers and preschoolers / New York: Pearson
Paul et al (2018) Language disorders : from infancy through adolescence : listening, speaking, reading, writing and, 5ª ed. - Missouri : Elsevier

Objetivos de aprendizagem:

(i) Integrar conceitos, teorias e conhecimentos na área de integração europeia;
(ii) Desenvolver competências de interação que permitam aos alunos participar em sala de aula nos debates sobre fenómenos políticos contemporâneos e a participação portuguesa no processo europeu;
(iii) Selecionar métodos de gestão de informação capazes de orientar os alunos em leituras selecionadas sobre os assuntos europeus;
(iv) Aperfeiçoar competências de comunicação oral e escrita;
(v) Desenvolver competências de análise crítica e síntese sobre os fenómenos políticos contemporâneos e o processo de integração europeia.

Conteúdos programáticos:

Capítulo I – Enquadramento da integração europeia: 1. Organizações supranacionais vs. organizações intergovernamentais. 2. Origens da União Europeia (UE). 3. Etapas de integração económica. 4. Alargamentos da UE. 5. Desenvolvimento da integração europeia: as revisões dos tratados europeus. 6.A Carta dos Direitos Fundamentais da UE:o direito à informação e comunicação.
Capítulo II – Instituições e o processo de decisão da UE: 1. Instituições de decisão: Parlamento Europeu, Conselho de Ministros e Banco Central Europeu; 2. Instituições de orientação: Comissão Europeia e Conselho Europeu; 3. Instituições de controlo: Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas. 4. Princípio da subsidiariedade. 5. Processo legislativo ordinário
Capítulo III – Relação entre o direito da UE e o direito nacional: 1. Categorias do direito da UE: direito primário e direito derivado.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Capítulo I – Com a apresentação do processo de integração europeia pretende-se motivar os alunos para o conhecimento dos fenómenos políticos contemporâneos, bem como promover a leitura crítica fundamentada sobre o processo de integração europeia.
Capítulo II – A apresentação das instituições políticas europeias visa a compreensão do modelos institucional da União Europeia (UE), bem como promover uma leitura crítica da integração europeia, na dimensão institucional e na dimensão articulada com o processo de decisão da UE.
Capítulo III – A tomada de contacto com o direito da UE visa dar a conhecer as duas categorias principais do direito da UE, para posteriormente se equacionarem os modos de relacionamento entre esse direito e o direito nacional.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia de ensino inclui exposição teórica, pesquisa, leitura e debates temáticos e reflexões críticas. A avaliação é contínua, baseando-se na realização de duas provas escritas de avaliação (50% + 50%).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Exposição teórica de conteúdos; apresentação e manuseamento do manual de apoio; debates em grupo; integrar conceitos, teorias e conhecimentos da área científica; desenvolver competências de interação em sala de aula; capacidade de comunicação oral e escrita dos conteúdos; selecionar métodos de gestão de informação.

Bibliografia:

CARDOSO, Carla, RAMOS, Cláudia, LEITE, Isabel C., CARDOSO, João C. and VILA MAIOR, Paulo (2017), A União Europeia: História, Instituições e Políticas, 5ª edição, Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, 2007.
Constituição da República Portuguesa, 2005.
Tratado de Lisboa, 2007.
WALLACE, W., WALLACE, H. e POLLACK, M. (2005) – Policy-Making in the European Union. 5ª ed. Oxford: Oxford U.P.
ZILLER, Jacques (2010). O Tratado de Lisboa, Alfragide, Texto Editores.

Objetivos de aprendizagem:

De uma forma global espera-se que o aluno desenvolva a capacidade de análise e síntese; capacidade de aprender; habilidade para resolver problemas; capacidade de aplicar o conhecimento; capacidade para trabalhar a informação;
Especificamente, os Objetivos de Aprendizagem (OO) são os seguintes:
OA1- Identificar pontos-chave relativos à aquisição, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e capacidade de compreensão no âmbito da avaliação e intervenção ao nível semântico, pragmático e morfossintático;
OA2- Formular hipóteses sobre a avaliação e intervenção em diferentes populações clínicas em Terapia da Fala;
OA3- Conhecer modelos e formas de usar materiais formais e informais para a avaliação e intervenção em crianças com perturbações ao nível semântico, pragmático e morfossintático.

Conteúdos programáticos:

CP1. Desenvolvimento da linguagem ao nível pré-escolar e escolar, designadamente da Morfossintaxe, Semântica e pragmática;
CP2. Avaliação dos domínios linguísticos semântica, pragmática e morfossintaxe: procedimentos formais e informais (instrumentos nacionais e internacionais);
CP3. Programas e abordagens de intervenção ao nível semântico, pragmático e morfossintático: Estudo de casos e adequação de objetivos ao plano de intervenção;
CP4. Análise detalhada ao nível semântico, pragmático e morfossintático de estudos de caso (padrões normais e alterados);
CP5. Aplicação clínica dos conceitos linguísticos de semântica, pragmática e morfossintaxe a casos de estudo em terapia da fala

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1 –OA1
CP2- OA2 e OA3
CP3 – OA2 e OA3
CP4 e 5- OA1, OA2 e OA3
No CP1 são abordados conceitos aprofundados de desenvolvimento de análise semântica, pragmática e morfossintática da língua portuguesa.
No CP2 são focados aspetos relacionados com a avaliação clínica dos conceitos linguísticos de semântica, pragmática e morfossintaxe.
No CP3 analisam-se alguns programas de intervenção na população infantil.
No CP4 e CP5 são abordados os aspetos práticos relacionados com o uso de materiais de intervenção, focos de intervenção, seleção de objetivos gerais e específicos e procedimentos terapêuticos.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas Teórico-práticas:
Metodologias ativas, colaborativas e expositivas:
1- Resolução de problemas em pequenos grupos;
2- Sessões de brainstorming de tópicos e questões a serem investigados pelos alunos;
3- Orientação da pesquisa realizada pelos alunos;
4- Resumo e síntese da pesquisa realizada pelos alunos e discussão em grupo;
5- Apresentação de conteúdos programáticos com recurso a projeções, exemplificações, casos clínicos em vídeo.
Avaliação:
Época normal
- Avaliação Distribuída –
1) 1 Trabalho escrito com apresentação oral (40%)
3) 1 Teste escrito (50%)
4) Participação (10%)
Época Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino adoptadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos, uma vez que permitem um aprofundamento do conhecimento dos alunos e a sua participação ativa nas aulas através de estratégias ativas e colaborativas de aprendizagem, combinadas com métodos expositivos e tradicionais. O professor será um facilitador do processo de aprendizagem do aluno, fomentando o relacionamento dos conceitos, a capacidade de análise e a discussão e reflexão com a prática da terapia da fala.
OA1- metodologia expositiva e ativa- avaliação: teste escrito + participação
OA2- metodologia expositiva e ativa- avaliação: teste escrito + participação
OA3 - metodologia expositiva e ativa- avaliação: trabalho escrito com apresentação oral + teste escrito + participação

Bibliografia:

Adams, C. (2001). Clinical diagnostic and intervention studies of children with semantic’pragmatic language disorder. International Journal of Language & Communication Disorders, 36(3), 289-305.
Freitas, M. J. & Santos, A.L. (2017). Aquisição de Língua Materna e Não Materna – Questões gerais e dados do Português.
Oetting, J. B., Hadley, P. A., & Schwartz, R. G. (2009). Morphosyntax in child language disorders. Handbook of child language disorders, 341-364.
Owens JR (2016). Language development : an introduction, 9ª ed. Londres: Pearson.
Roth, F. P., & Worthington, C. K. (2015). Treatment resource manual for speech language pathology. Nelson Education.
Shipley, K. G., & McAfee, J. G. (2015). Assessment in speech-language pathology: A resource manual. Nelson Education.

Objetivos de aprendizagem:

A ORL Aplicada é uma área de fundamental importância para a licenciatura em Terapêutica da Fala.
O objectivo central desta área é a abordagem integrada de diversos conhecimentos da área da Otorrinolaringologia, que se consideram de especial interesse para os Terapeutas da Fala.
Algumas das entidades patologias abordadas, condicionam nos doentes disfunções importantes com reflexos na fonação e na deglutição.
Outras disfunções decorrem de patologias neurológicas e têm repercussão em órgãos e em sistemas que interagem com a mastigação, com a voz e com a deglutição, tornando-se por esta razão fundamental abordá-las no âmbito curricular dos futuros Terapeutas da Fala.
Por fim, serão também abordadas patologias / disfunções de natureza psíquica, procurando dar a compreender aos alunos de que modo estas situações se repercutem no desempenho vocal.

Conteúdos programáticos:

CP1.Nódulos, pólipos e outras lesões minor e benignas da laringe
CP2.Disfunções vocais de natureza psíquica
CP3.Disfonia espástica
CP4.Paralisias de cordas vocais. Diagnóstico e intervenção terapêutica.
CP5.Patologias que condicionam trémulo vocal
CP6.Entidades clínicas que condicionam perturbações da motricidade oro facial
CP7.Disfagia. Conceito, causas e avaliação clínica.
CP8.Perturbações da deglutição e da fonação associadas a patologias oncológicas cérvico faciais
CP9.Perturbações vocais associadas a cirurgias parciais da laringe
CP10.Perturbações vocais associadas a cirurgia radical da laringe
CP11.Conceitos de voz esofágica e sua aplicabilidade clínica
CP12.Métodos de reabilitação vocal em doentes laringectomizados

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

OA1.Avaliação vocal.Avaliação audio-perceptiva.Disfunções vocais em lesões mínimas da laringe.
OA2/OA5.Disfonias de natureza psíquica.Disfonias por tensão muscular.Disfonia espástica e de base neurológica.Classificação do pitch, loudness, duração e qualidade vocal.Métodos de intervenção.
OA3/OA4.Aerodinâmica vocal nas paralisias das cordas vocais.Intervenção.
OA6.Medidas de capacidade pulmonar e eficiência fonatória em entidades clínicas que perturbam a função laríngea e a motricidade oro facial.
OA7/OA8.Analisar a disfagia no conceito, nas causas e na avaliação e na intervenção.
AO9.Contextualizar as perturbações vocais associadas às cirurgias parciais e radicais da laringe integrando os conceitos de aerodinâmica e fluxos aéreos transglóticos.
OA10/OA11.Compreender as metodologias de intervenção em laringectomizados com ênfase especial para a voz esofágica.
OA12.Descrever os elementos da história clínica de um paciente com perturbações da voz.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Os temas serão leccionados numa base expositiva, sendo a sua exposição acompanhada de imagens que ilustrem de modo mais realista alguns dos contextos abordados.
Os conhecimentos, na componente teórico prática, serão avaliados em dois momentos distintos mediante a realização de provas tipo teste, compostas por perguntas de escolha múltipla, tipo verdadeiro / falso, outras de desenvolvimento, sendo cada prova cotada com 20 valores.
Fará ainda parte do processo de avaliação nesta componente a nota obtida através da realização de um trabalho versando um determinado tema, que será igualmente cotado com 20 valores.
A nota da componente teórica pática será então a resultante da média ponderada obtida naquelas componentes.
Avaliação:
Época normal
- Avaliação Distribuída
TEO: 2 Testes escritos (50%+50%)
TPRA: 2 Testes escritos (50%+50%)
Nota final: Média da nota de aprovação a ambas as componentes TEO e TPRA.
Época Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Pretende-se com esta unidade curricular que os alunos adquiram conhecimentos de natureza teórica e prática que, lhes permitam compreender alguns dos fundamentos que estão subjacentes às alterações da mastigação, da deglutição e da fonação, decorrentes de diversas situações patológicas do foro de áreas como a Otorrinolaringologia, a Neurologia e até a Psiquiatria.
Pretende-se ainda que os alunos consigam compreender de que forma algumas cirurgias direccionadas para o tratamento de patologias oncológicas da cavidade oral, da oro/hipofaringe e da laringe, condicionam alterações na voz e na deglutição, ajudando-os depois a compreender algumas das metodologias aplicadas em contextos de reabilitação, para assim minorar sequelas funcionais.
Analizando os conteúdos programáticos propostos (CP) e os objectivos de aprendizagem (AO), torna-se claro o paralelismo entre cada um dos pontos enumerados.

Bibliografia:

Cummings Otolaryngology, Sixth Edition Copyright © 2015 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc
BEHLAU, Mara (2001) – A voz do especialista. Rio de Janeiro: Livraria Editora Revinter, Lda.
BEHLAU, Mara (2004) – Voz: O livro do especialista. Volume II. Rio de Janeiro: Livraria Editora Revinter, Lda.
BOONE et al (2003). A voz e a terapia vocal. Artmed.
CASPER, J.K., & COLTON, R. H. (1993). Clinical Manual for Laryngectomy & Head & Neck Cancer Rehabilitation. San Diego: Singular Publishing, Inc..
GUIMARÃES, I. (2007) – A Ciência e a Arte da Voz Humana. Alcoitão: Edições ESSA.
PINHO, S. (2003) – Fundamentos em Fonoaudiologia: Tratando os Distúrbios da Voz. São Paulo: Editora Guanabara.
PATEL et al (2018). Recommended protocols for instrumental assessment of voice: American Speech-Language-Hearing Association expert panel to develop a protocol for instrumental assessment of vocal function. AJSLP.

Objetivos de aprendizagem:

A Psicopatologia Aplicada é uma unidade curricular que visa promover o desenvolvimento de conhecimentos de base acerca dos modos de vivência e dos comportamentos humanos.
Assim sendo, os principais objetivos e competências a atingir são os seguintes:
OA1. Conhecer os principais fenómenos psíquicos (afetividade, sensopercepção, memória, consciência, pensamento, linguagem, atividade motora e iniciativa);
OA2. Conhecer e compreender a forma como as alterações quantitativas e qualitativas de cada fenómeno psíquico se manifestam nos principais quadros psicopatológicos em diferentes etapas do ciclo vital;
OA2. Relacionar os fenómenos psíquicos e os principais quadros psicopatológicos com o âmbito de atuação do Terapeuta da Fala.

Conteúdos programáticos:

CP1. Âmbito da Psicopatologia: saúde e doença mental; noções de psicopatologia básica.
CP2. Psicopatologia Geral: principais fenómenos psíquicos (afetividade, sensoperceção, memória, consciência, pensamento, linguagem, atividade motora e iniciativa).
CP3. Psicopatologia Aplicada: principais perturbações da infância, da adolescência da adultez e da senescência que envolvem, primária ou secundariamente, alterações da linguagem.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O conhecimento dos principais fenómenos psíquicos (OA1) é conseguido através da apresentação expositiva, descritiva e organizativa dos conceitos da psicopatologia geral (CP1 e CP2), para que, numa segunda etapa, o aluno conheça e compreenda de que forma as alterações dos fenómenos psíquicos se manifestam nos principais quadros psicopatológicos (OA2), o que é conseguido através da apresentação expositiva, descritiva e organizativa dos principais quadros psicopatológicos (DSM-5) (CP3).
Por último, e com o objetivo de que o aluno relacione os fenómenos psíquicos e os principais quadros psicopatológicos com a sua área de atuação – Terapia da Fala – (OA3), serão analisados e discutidos casos clínicos em que existem alterações da comunicação de natureza psicopatológica (CP3).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Os conteúdos programáticos começam por ser expostos descritivamente em sala de aula e, posteriormente, são apoiados pela análise de casos clínicos que suportam esses mesmos conteúdos. Este exercício constante de promoção do conhecimento e aplicação do mesmo é operacionalizado, em termos de avaliação, pela realização de uma frequência de final de semestre (com um peso de 60% na nota final) e pela elaboração e apresentação, em grupos de 2 elementos, de um artigo científico que resulta da análise de um filme aonde existam alterações da comunicação de natureza psicopatológica (com um peso de 40% na nota final).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A metodologia de ensino consiste concretamente na exposição oral dos conteúdos teóricos com recurso complementar a meios audiovisuais, e no estudo fundamentado dos conceitos teóricos aplicados através da análise de casos práticos.

Bibliografia:

Abreu, J.L.P. (2009). Introdução à Psicopatologia Compreensiva (5ªEd.). Fundação Calouste Gulbenkian.
American Psychiatric Association (2014). Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (5ª Ed.). Climepsi Editores.
Bishop, D. & Leonard, L. (Eds.) (2000). Speech and Language Impairments in Children: causes, characteristics, intervention, and outcome. Psychology Press.
Assumpção Jr., F.B. (2009). Fundamentos de Psicologia - Psicopatologia. Livros Técnicos e Científicos.
Maddux, J.E. & Winstead, B.A. (Eds.) (2005). Psychopathology. Foundations for a Contemporary Understanding. Taylor & Francis.
Scharfetter, C. (2005). Introdução à Psicopatologia Geral. Climepsi Editores.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

O1. Refletir acerca da importância da comunicação interpessoal e identificar todas as formas de comunicação existentes para além da fala
O2. Dominar conhecimentos básicos acerca da comunicação gestual e gráfica
O3. Identificar candidatos a programas de CAA e justificar a pertinência da sua aplicação
O4. Avaliar e identificar as competências e as necessidades comunicativas da pessoa com necessidade de CAA e delinear intervenção ajustada, com aplicação de estratégias específicas
O5. Perceber a necessidade de atender às características culturais e ambientais para melhor adequação do processo de intervenção
O6. Planificar atividades que considerem as necessidades especiais da pessoa com alterações de comunicação
O7. Identificar competências para o desenvolvimento de um trabalho em equipa (com a família) no âmbito da CAA, com conhecimento do papel dos vários intervenientes
O8. Dominar conhecimentos de avaliação e intervenção relativos ao uso de produtos de apoio para a comunicação

Conteúdos programáticos:

CP 1. Comunicação Interpessoal
1.1. Reportório Individual
1.2. Barreiras e Atitudes Facilitadoras
1.3. Comunicação: Oral e Não Oral/Verbal e Não Verbal
CP 2. Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
2.1. Formas
2.2. Candidatos
2.3. Objetivos
2.4. Sistema Aumentativo e Alternativo de Comunicação
2.5. Tipos de SAAC: sistemas com ajuda, sem ajuda e mistos
2.6. Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de sistemas de comunicação
CP 3. Processo de avaliação/intervenção em CAA
3.1. Candidatos/Contextos/Interlocutores
3.2. Atividades e Participação - Participation Model
3.3. Funções, formas e conteúdos
3.4. Seleção de vocabulário, organização e ampliação
3.5. Instrumentos e estratégias de intervenção
3.6. Produtos de apoio para a comunicação
3.7. Trabalho em Equipa

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O Conteúdo Programático 1 está associado ao objetivo 1, 4, 5
O Conteúdo Programático 2 está associado ao objetivo 2, 3, 4
O Conteúdo Programático 3 está associado ao objetivo 4, 5, 6, 7, 8

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

a) Expositivo;
b) Colaborativo;
c) Elaboração de trabalhos;
d) Discussão em pequeno e grande grupo;
e) Aprendizagem auto-dirigida

Avaliação distribuída:
- teste escrito, com nota mínima de 9 valores, com ponderação de 50%.
- Trabalho individual, com nota minima de 9,5, com ponderação de 30% (ponderação de 70% para a parte escrita e 30% para a apresentação oral)
- Participação ativa e assertiva nas atividades conduzidas em sala de aula, com ponderação de 20%
Nota final da unidade curricular: (teste escrito)*0,5+[(70%+30% trabalho individual)*0,3+(participação)*0,2
Avaliação nas Épocas Normal, de Recurso e Especial:
- Só poderá ser realizado exame relativamente à componente teórica

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo 1 – método a), b), c), e)
O objetivo 2 – método b), c), d), e)
O objetivo 3 – método b), c), d), e), f)
O objetivo 4 – método c), d), e), f)
O objetivo 5 – método c), d), e)
O objetivo 6 – método a), b), c), e), f)
O objetivo 7 – método a), c), d), e), f)
O objetivo 8 – método a), c), d), e), f)

Bibliografia:

Martinsen, H.; von Tetzchener, S. (2000) Introdução à Comunicação Aumentativa e Alternativa. Porto Editora: colecção Educação Especial nº 10
Soto G., Zangari C. (2009). Practically speaking: Language, literacy, & academic development for students with AAC needs. Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co.
Alant, E. & Lloyd, L. (ed.) (2009). Augmentative and alternative communication and severe disabilities : beyond poverty. London ; Philadelphia : Whurr Publishers.
Beukelman, D. & Mirenda, P. (ed) (2005). Augmentative and alternative communication : supporting children and adults with complex communication needs. Baltimore ; London ; Sydney : Paul H. Brookes Publishing Co.
Schlosser, R. W. (2003). The efficacy of augmentative and alternative communication : toward evidence-based practice. San Diego : Academic Press.
Owens JR, R.E. (2018). Early language intervention for infants, toddlers and preschoolers. New York: Pearson.

Objetivos de aprendizagem:

O1. Demonstrar, por escrito e oralmente, evidência de raciocínio clínico na análise e integração de dados sobre perturbações da comunicação, linguagem (oral e escrita), fala (articulação e voz) e outras perturbações oro-motoras (disfagia);
O2. Identificar informação relevante em cada consulta observada, estruturando-a nas etapas/fases do raciocínio clínico, nomeadamente a recolha de dados de anamnese, a implementação de protocolos/testes de avaliação e a identificação de objetivos de intervenção;
O3. Construir folhas de registo da recolha de dados para todos os casos observados, justificando os itens incluídos;
O4. Dominar conhecimentos relativos à avaliação, diagnóstico e intervenção na área clínica de perturbações da comunicação, linguagem e fala, congénitas ou adquiridas, para elaborar um estudo de caso reflexivo suportado num dos observados ao longo do estágio.

Conteúdos programáticos:

1 Perturbações da comunicação, linguagem (oral e escrita), fala (articulação e voz) e outras perturbações oro-motoras (disfagia).
2 Observação e interpretação dos dados de anamnese.
3 Observação e interpretação dos dados da avaliação e intervenção nos quadros de perturbações da comunicação, linguagem (oral e escrita), fala (articulação e voz) e outras perturbações oro-motoras (disfagia).
4 Construção de folha de registo da informação observada.
5 Recolha e interpretação dos dados observados em situações reais.
6 Elaboração de um estudo de caso, com o registo e análise dos dados da anamnese, avaliação e intervenção quadros de perturbações da comunicação, linguagem (oral e escrita), fala (articulação e voz) e outras perturbações oro-motoras (disfagia).

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo O1 está associado aos conteúdos 1, 2, 3.
O objetivo O2 está associado aos conteúdos 2, 3.
O objetivo O3 está associado aos conteúdos 4.?
O objetivo O4 está associado aos conteúdos 5, 6.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

a) Colaborativo;
b) Elaboração de trabalhos;
c) Discussão em pequeno e grande grupo;
d) Estudo de caso;
e) Expositivo;
e) Aprendizagem autodirigida.
Avaliação:-
Realização de um portfólio ao longo do semestre onde se reúnem todos os relatórios de observação (70%).
Entrega de um trabalho escrito de um estudo de caso (30%).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo O1 – método a), b), c), e) – Avaliação: Portfólio
O objetivo O2 – método a), b), c), e) – Avaliação: Portfólio
O objetivo O3 – método d), e) – Avaliação: Portfólio
O objetivo O4 – método d), e) – Avaliação: Portfólio e estudo de caso

Bibliografia:

Dwight, D. (2015). Here's how to do therapy: hands-on core skills in speech-language pathology. 2nd ed. San Diego: Plural Publishing.
Kenneth G. Shipley, J. McAfee (2004). Assessment in speech-language pathology: a resource manual. 3ª ed. - Clifton Park: Delmar Learning, 28 cm + 1 CD-ROM

Objetivos de aprendizagem:

OA1-Identificar as características estruturais dos organismos eucariotas e procariotas
OA2-Identificar os factores que influenciam o crescimento dos microrganismos
OA3-Vírus
OA4-Princípios de genética microbiana
OA5-Identificar e descrever os mecanismos de infecção
OA6-Antimicrobianos

Conteúdos programáticos:

O programa da disciplina de Microbiologia Geral irá abordar os conceitos base e fundamentais sobre o mundo microbiológico. Será dada especial ênfase à interdependência dos diversos conceitos de microbiologia estrutural, microbiologia funcional, relação parasita-hospedeiro e antimicrobianos.
CP1-Identificar as características estruturais dos organismos eucariotas e procariotas
CP2-Identificar os factores que influenciam o crescimento dos microorganismos
CP3-Vírus
CP4-Princípios de genética microbiana
CP5-Identificar e descrever os mecanismos de infecção
CP6-Antimicrobianos

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos estão totalmente de acordo com o objetivo da unidade curricular. A carga horária de cada um dos conteúdos está também adequada à aprendizagem dos objetivos.
Os objetivos (OA1-OA6) são conseguidos pelas respectivas componentes programáticas (CP1-CP6).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Forma de execução pedagógica:
M1-Exposição e debate dos conceitos teóricos relevantes em sala de aula, orientação do estudo autónomo dos alunos por consulta da bibliografia recomendada.
M2-Brainstorming sobre questões pertinentes relacionadas com a matéria exposta em sala de aula. M3-Relativamente à componente laboratorial a aprendizagem resulta da execução laboratorial dos trabalhos que reforçam a aprendizagem teórica.
Avaliação contínua (Dois testes teóricos e dois testes práticos durante o semestre). Qualquer uma das componentes só está concluída com 9,5 valores. A componente teórica contribui com 80% da nota final e a componente prática com 20% da nota final.
A componente teórica é avaliada por exame final no caso de não o ser por avaliação contínua.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino (M1-exposição teórica, M2-debate e orientação do estudo autónomo e M3 trabalho laboratorial) estão totalmente de acordo com o objetivo da unidade curricula(OA1-OA6). A carga horária de cada um dos conteúdos está também adequada à apredizagem dos objetivos.

Bibliografia:

(1) Ferreira, W.F.C. and Sousa, J.C. – Microbiologia (vol. 1) – LIDEL, 2010
(2) Prescott, L., Harley, J.P., Klein, D.A. – Microbiology – McGraw-Hill, 6ª edição, 2004
(3) Sousa, J.C. – Antibióticos volume 1 – Edições UFP, 2016.
(4) Sousa, J.C., Cerqueira, F., Abreu, C. – Microbiologia. Protocolos laboratoriais, 2ª edição– Edições UFP, 2012.
Sousa, J.C. – Manual de antibióticos antibacterianos – 2ª edição – Edições UFP, 2007
Ferreira, W.F.C. and Sousa, J.C. – Microbiologia (vol. 2) – LIDEL, 2000
Ferreira, W.F.C. and Sousa, J.C. – Microbiologia (vol. 3) – LIDEL, 2002
Sousa, J.C., Cerqueira, F., Abreu, C. – Microbiologia. Protocolos laboratoriais – Edições UFP, 2006

Objetivos de aprendizagem:

OA1. Identificar e descrever as diferentes estruturas e funções do sistema estomatognático (mastigação, sucção, deglutição, fala e respiração);
OA2. Compreender o processo de evolução das funções estomatognáticas;
OA3. Conhecer as alterações ao funcionamento normal do sistema estomatognático;
OA4. Recolher, seleccionar e interpretar os dados da avaliação do sistema estomatognático;
OA5. Planear a intervenção terapêutica em cada uma das perturbações abordadas.

Conteúdos programáticos:

CP1. Sistema estomatognático e suas funções: mastigação, sucção, deglutição, fala (articulação) e respiração. Anatomia e fisiologia. Desenvolvimento e crescimento craniofacial.
CP2. Funções estomatognáticas e suas alterações. Modificações estruturais e/ou miofuncionais. Classificações nosológicas nas áreas da motricidade orofacial e deglutição.
CP3. Anamnese e Avaliação clínica e instrumental da motricidade orofacial e deglutição. Anamnese e avaliação em utentes com clínica especial (prematuridade, alterações sindrómicas, fendas lábio-palatinas, cancro de cabeça e pescoço). Exploração de protocolos.
CP4. Intervenção Terapêutica nas perturbações da motricidade orofacial e deglutição. Intervenção terapêutica em crianças com clínica especial. Estratégias compensatórias e técnicas terapêuticas (técnicas de estimulação sensório-motoras orais, estratégias compensatórias, progressão do desenvolvimento de habilidades, terapia reguladora orofacial).

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular. Assim,
CP1 corresponde ao OA1.
CP2 corresponde ao OA2.
CP3 corresponde ao OA3.
CP4 corresponde ao OA4.
O CP1 incide sobre conhecimentos e capacidade de compreensão sobre as diferentes funções estomatognáticas.
O CP2 incide sobre conhecimentos acerca dos diferentes quadros (clínicos) com perturbação das funções estomatognáticas.
O CP3 incide sobre conhecimentos e capacidade de compreensão sobre as diferentes formas de avaliação das funções estomatognáticas.
O CP4 incide sobre conhecimentos e capacidade de compreensão sobre as diferentes metodologias de intervenção nas funções estomatognáticas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas teóricas
a) Metodologia expositiva e demonstrativa
b) Metodologia ativa e colaborativa, análise e discussão, resolução de problemas e brainstorming, orientação da pesquisa e leitura de bibliografia especializada com resumo-síntese e discussão de artigos científicos.
c) Prática baseada em evidência
Aulas práticas
d) Metodologia participativa/ativa e colaborativa, através da aprendizagem baseada na resolução de problemas com desenvolvimento de dinâmicas práticas em grupo e estudo de casos. Orientação na pesquisa científica, nas reflexões críticas e análise de situações específicas.
Avaliação:
Época normal:
A nota final da UC resulta da média ponderada nos seguintes termos:
- Dinâmicas em pequeno grupo - 20%
- Prova escrita 1 - 25%
- Prova escrita 2 - 25%
- Análise de estudo de caso e apresentação - 30%

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A metodologia utilizada nas aulas teóricas permite obter junto dos alunos um aprofundamento de conhecimentos, bem como uma maior compreensão e capacidade de discussão sobre os conteúdos abordados, facilitando o relacionamento da pertinência dos mesmos para a atuação do terapeuta da fala, promovendo a integração de conceitos, capacidade de pesquisa, análise e reflexão crítica.
Com as aulas práticas, nas quais a metodologia seguida assume um caráter mais participativo (com o desenvolvimento de dinâmicas práticas e estudo de casos, orientação nas reflexões críticas e análise de situações-problema), pretende-se proporcionar a possibilidade de aplicação de conhecimentos em dinâmicas práticas desenvolvidas ao longo das aulas, promovendo o desenvolvimento de competências relacionadas com a construção de um raciocínio adequado e refletido, com ligação à prática profissional.
Deste modo, considera-se que as metodologias de ensino adotadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos para a mesma, uma vez que permitem um aprofundamento de conhecimentos, fomentam o relacionamento de conceitos, a capacidade de análise, discussão e reflexão, com estabelecimento de ligação dos conteúdos abordados e da sua pertinência à prática profissional do Terapeuta da Fala.
OA1, OA2 e OA3 Metodologia a), b) e c); Avaliação - dinâmicas em pequeno grupo, com pesquisa, análise de situações-problema, reflexão e síntese e prova escrita
OA4. Metodologia b), c) e d); Avaliação - dinâmicas em pequeno grupo, com pesquisa, análise de situações-problema, reflexão e síntese, análise de estudo de caso e apresentação

Bibliografia:

Antunes, E.B. & Ramalho, L. (2009). Deglutição no adulto: a perspectiva do terapeuta da fala. In: Peixoto, V. & Rocha, J. (Orgs.). Metodologias de intervenção em terapia da fala. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa
Groher, M.E. & Crary, M.A. (2010). Dysphagia: clinical management in adults and children. Maryland Heights: Mosby Elsevier
Oliveira, I., Mota, L., Vaz Freitas, S. & Lopes Ferreira, P. (2019). Dysphagia screening tools for acute stroke patients available for nurses: A systematic review. Nursing Practice Today. 6(3): 103-115
Susanibar, F et al. (2014). Tratado de evaluación de motricidad orofacial y áreas afines, Madrid Editorial EOS
Susanibar, F. et al. (2016). Motricidad Orofacial - fundamentos basados en evidencia - volumen 2. Madrid Editorial EOS
Sanchis, S.B. & Clari, V.R. (Coord.) (2008). Guía para la reeducación de la deglutición atípica y trastornos associados. Valencia, Nau Libres

Objetivos de aprendizagem:

O1 –Adquirir conhecimentos básicos sobre Neurologia e saber efetuar algumas provas do exame neurológico, com realce para a avaliação das funções linguísticas e fonatórias; O2 -Reconhecer e interpretar as alterações semiológicas; O3 -Compreender o movimento, reconhecendo a importância da experiência na condução à mudança e progressão na complexidade do mesmo, com referenciação ao desenvolvimento típico; O4 –Adquirir conhecimentos e desenvolver competências a nível da avaliação, diagnóstico e intervenção/reabilitação de perturbações nas funções estomatognáticas, motricidade oral, fala, linguagem e comunicação que tenham como causa lesões do SNC; O5 –Analisar e refletir sobre a aplicabilidade dos conhecimentos a situações específicas (exemplos de casos clínicos); O6 -Reconhecer as doenças neurológicas e saber enfrentá-las adequadamente no seu campo de atuação individual e como membro de uma equipa, reconhecendo a importância da complementaridade de papéis para uma reabilitação integrador

Conteúdos programáticos:

CP 1.Anatomofisiologia do Sistema nervoso; principais síndromes; doenças neurológicas
CP 2.D. vascular cerebrail
CP 3.D. inflamatórias e desmielinizantes
CP4.D. neurodegenerativas do SNC
CP5.Epilepsia
CP 6.D. neuromusculares
CP 7.Distúrbios da Comunicação Humana: Alterações Neuromotoras da Fala e da Linguagem
CP 8.D. desenvolvimento
8.1.Noções de embriologia do SN
8.2.D. desenvolvimento e síndromes malformativos
8.3.Paralisia cerebral: conceito, causas, classificações, quadros clínicos, perturbações associadas
CP9.Movimento e desenvolvimento sensório-motor
9.1.Relação entre desenvolvimento global e oro-motor (típico vs atípico)
9.2.Componentes do movimento, padrões de movimento e controlo postural
9.3.Movimento/funções/atividades
CP10.Avaliação e intervenção nas Patologias Neuromotoras
10.1.Linhas orientadoras de atuação
10.2.Metodologias de avaliação e intervenção
10.3.Instrumentos e estratégias

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (O) da unidade curricular, no sentido de promover junto dos alunos a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências que lhes permitam compreender, analisar e refletir sobre a aplicabilidade da teoria neurológica à prática profissional do terapeuta da fala, promovendo a construção de um raciocínio estruturado e adequado para a abordagem às Patologias Neuromotoras. Assim:
CP1 - O1 e O2
CP2, CP3, CP4, CP5, CP6, CP7, CP8 - O2, O5, O6
CP9 - O3, O4
CP10 - O4, O5, O6

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas teóricas
Metodologia predominantemente expositiva, mas com recurso à utilização de imagens e vídeos ilustrativos dos conceitos abordados. Apresentação, análise e discussão dos temas nas aulas, com orientação nas reflexões críticas e na pesquisa e leitura de bibliografia específica.
Aulas teórico-práticas
Metodologia expositiva e participativa, centrada na análise e discussão dos conteúdos do programa com desenvolvimento de dinâmicas práticas, estudo de casos e exploração de instrumentos. Orientação nas reflexões críticas e análise de situações específicas (apoio em registos videográficos). Experimentação de técnicas específicas em dinâmicas desenvolvidas em pequeno grupo.
Avaliação
Componente Teórica (50%) - 1 frequência escrita (30%) e trabalho escrito individual (20%)
Componente Teórico-prática (50%) - frequência escrita TP1 (15%), frequência escrita TP2 (20%) e participação e envolvimento nas dinâmicas em aula (15%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A metodologia utilizada nas aulas teóricas (predominantemente expositiva, mas com recurso à utilização de imagens e vídeos ilustrativos dos conceitos abordados, apresentação, análise e discussão de temáticas nas aulas, bem como orientação em reflexões críticas e na pesquisa e leitura de bibliografia específica), permite obter junto dos alunos a aquisição de conhecimentos, a sua compreensão, fomentando a discussão sobre os conteúdos abordados, promovendo a integração de conceitos, a capacidade de pesquisa, análise e reflexão crítica. As aulas teórico-práticas, caracterizadas por metodologias expositivas mas também pelo desenvolvimento de dinâmicas de caráter mais participativo, facilitam o relacionamento de conceitos e reforçam a aplicabilidade dos conhecimentos no âmbito de atuação do terapeuta da fala, nomeadamente ao nível da identificação, avaliação e intervenção, promovendo o desenvolvimento de competências relacionadas com a construção de um raciocínio adequado e estruturado, com ligação à prática profissional. Deste modo, considera-se que as metodologias de ensino adotadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos para a mesma.

Bibliografia:

1.Vanderah T. and Gould DJ (2015) Nolte's The Human Brain: An Introduction to its Functional Anatomy, 7th ed. Elsevier.
2. Sá MJ (Coord.). Neurologia Clínica. Compreender as Doenças Neurológicas. 2ª edição. Ed. UFP, 2014.
3. Brust CM. Current Diagnosis &Treatment – Neurology. Ed. McGraw-Hill, 2007.
4.Maia, F. & Nunes, H. A abordagem terapêutica em Paralisia cerebral, in Peixoto, V. & Rocha, J. Metodologias de intervenção em Terapia da fala, 1º volume. Ed. UFP, 2009.
5.Finnie, N. O Manuseio em Casa da Criança com Paralisia Cerebral. 3ª edição. São Paulo: Manole,2000.
6.Owens JR, R.E. (2018). Early language intervention for infants, toddlers and preschoolers. New York: Pearson. - ISBN 978-0-13-461890-6.

Objetivos de aprendizagem:

VOZ
a) Conduzir avaliação da voz humana
b) Descrever estratégias de terapia vocal indirecta e descrever as suas indicações
c) Executar técnicas de terapia vocal directa e descrever as suas indicações
d) Adaptar a abordagem de terapia vocal a populações especiais
e) Identificar e apresentar artigos científicos actuais e relevantes sobre terapia vocal
f) Considerar as particularidades da teleprática na terapia vocal
AUDIOLOGIA E SURDEZ
g) Dominar os conhecimentos básicos acerca do sistema anatomo-fisiológico do sistema auditivo e da audiologia clínica básica e medidas eletroacústicas;
h) Perceber as perdas auditivas
i) Compreender dos aspetos linguísticos, educacionais e ocupacionais da surdez
j) Compreender a reabilitação auditiva
k) Adequar o processo de avaliação e elaborar um plano de intervenção
l) Conhecer as correntes educacionais na surdez
m) Compreender processamento auditivo central

Conteúdos programáticos:

CP 1. Voz
1.1 Avaliação vocal (áudio-perceptiva, acústica, electroglotografia, autoavaliação e qualidade de vida)
1.2. Terapia vocal directa e indirecta
1.3. A voz de populações especiais (infantil, paralisia da prega, profissional vocal, oncologia, transgénero)
1.4. Investigação em voz
1.5. Teleprática em voz
CP 2. Acústica e Dimensões da fala; Implicações percetivas e produtivas da perda auditiva;
2.1. Perceção de Fala; Perfis de Memória;
2.2. Perfis Comunicativos e linguísticos da criança surda;
CP 3. Anamnese e Avaliação linguística;
3.1. Intervenção: Treino Auditivo, Treino de Fala e Treino da Leitura de Fala;
3.2. Perspetivas Educacionais: gestualista, oralista, bilingue
3.3. Processamento Auditivo Central

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O Conteúdo Programático 1 está associado aos objectivos da seguinte forma a-1.1; b + c -1.2; d-1.3; e-1.4; f-1.5.
O Conteúdo Programático 2 está associado ao objetivo 4, 5, 6, 7
O Conteúdo Programático 3 está associado ao objetivo 8, 9 e 10
Componente Teórica e teórico-prática:
Os conteúdos programáticos foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem da unidade curricular.
CP1- OA 1, 2 e 3
CP2- OA 4, 4, 6 e 7
CP3- OA 8, 9 e 10
No CP1 são abordados os conceitos fundamentais associados à voz e às suas perturbações
No CP2 são focados aspetos relacionados com a perceção da fala. Analisam-se os perfis comunicativos e linguísticos associados às perdas auditivas
No CP3 são abordados os aspetos práticos relacionados com a história clínica e avaliação da fala e da linguagem e analisam-se os aspetos fundamentais da intervenção na surdez

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

a) Expositivo;
b) Interrogativo;
c) Demonstrativo;
d) Colaborativo;
e) Elaboração de trabalhos;
f) Discussão em pequeno e grande grupo;
g) Aprendizagem auto-dirigida
Aulas Teóricas e Teórico-práticas:
- Apresentação dos conteúdos programáticos com recurso a projeções, explicações no quadro, exemplificações, casos clínicos em vídeo
- Resumo e discussão de artigos científicos
- Elaboração de pequenos exercícios a ser resolvidos em sala de aula, esclarecimento de dúvidas
Avaliação:
Época normal
- Avaliação Distribuída
2 Testes escritos (50%+50%)
Nota final: Média da nota de aprovação a ambas as componentes TEO e TPRA.
Época Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Sendo a unidade curricular constituída por aulas teóricas e teórico-práticas, as metodologias de ensino utilizadas enquadram-se nos melhores procedimentos usados nesta área. Desta forma, a exposição das teorias e conceitos chave de Voz e Audiologia terão sempre a participação e análise crítica por parte dos estudantes, acompanhadas de exercícios de consolidação.
A verificação da perceção do entendimento dos mesmos conceitos ocorrerá com recurso ao método interrogativo. O desenvolvimento dos conhecimentos e das competências desta unidade curricular será efetuado através da realização de pequenos trabalhos práticos (e.g. estudos de caso, role-play), exercícios em sala de aula (e.g. fichas de trabalho) e em trabalho autónomo de pesquisa e aplicação das competências adquiridas em contexto real. Adicionalmente, serão propostos trabalhos com utilização de casos concretos (em vídeo) ligados às áreas do Curso.

Bibliografia:

Pestana, P et al (2019). Trends in Singing Voice Research: An Innovative Approach. Journal of Voice. 2019 May; 33(3):263-268. doi: 10.1016/j.jvoice.2017.12.003. Epub 2019 Jan 11.
Pestana, P et al (2018). Prevalence, Characterization, and Impact of Voice Disorders in Fado Singers. Journal of Voice. doi: https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2018.10.015. Epub 2018 Nov 20.
Hall III, J. W. (2016). Crosscheck principle in pediatric audiology today: A 40-year perspective. Journal of audiology & otology, 20(2), 59.
Yoshinaga-Itano, C., Sedey, A. L., Wiggin, M., & Chung, W. (2017). Early hearing detection and vocabulary of children with hearing loss. Pediatrics, 140(2).
Fickenscher, S.,et al (2016). Auditory verbal strategies to build listening and spoken language skills.
Soman, U.et al (2018). Guiding principles and essential practices of listening and spoken language intervention in the school-age years. Topics in Language Disorders, 38(3), 202-224.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Objetivos de aprendizagem (OA):
OA1- Definir as perturbações da linguagem e comunicação no adulto: afasia, disartria, apraxia da fala e perturbações cognitivo-comunicativas.
OA2-Reconhecer os parâmetros, processos e contextos de avaliação (formal e informal) da linguagem e co1municação no adulto, e fazer o diagnóstico diferencial.
OA3-Dominar as principais abordagens e estratégias de intervenção em perturbações da linguagem e comunicação no adulto.

Conteúdos programáticos:

CP1-Afasia
1.1.-Definição e terminologia
1.2.-Etiologia e epidemiologia
1.3.-Avaliação
1.4.-Intervenção
1.5.-Estudos de caso
CP2-Perturbações motoras da fala: disartria e apraxia da fala
2.1.-Definição e terminologia
2.2.-Etiologia e epidemiologia
2.3.-Avaliação
2.4.-Intervenção
2.5.-Estudos de caso
CP3-Perturbações cognitivo-comunicativas
3.1.-Definição e terminologia
3.2.-Etiologia e epidemiologia
3.3.-Avaliação
3.4.-Intervenção
3.5.-Estudos de caso

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1.1. corresponde ao OA1
CP1.2. corresponde ao OA1
CP1.3. corresponde ao OA2
CP1.4. corresponde ao OA3
CP1.5. corresponde ao AO 2 e 3
CP2.1. corresponde ao OA1
CP2.2. corresponde ao OA1
CP2.3. corresponde ao OA2
CP2.4. corresponde ao OA3
CP2.5. corresponde ao AO 2 e 3
CP3.1. corresponde ao OA1
CP3.2. corresponde ao OA1
CP3.3. corresponde ao OA2
CP3.4. corresponde ao OA3
CP3.5. corresponde ao AO 2 e 3
No CP1 serão abordados os construtos relacionados com a afasia.
No CP2 serão abordados os construtos relacionados com as perturbações motoras da fala, nomeadamente as disartrias e a apraxia da fala.
No CP3 serão abordados os construtos relacionados com perturbações cognitivo-comunicativas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas teórico-práticas
- Apresentação dos conteúdos programáticos com recurso a projeções, explicações no quadro, exemplificações, vídeos e áudios.
- Resumo e discussão de artigos científicos.
- Elaboração de pequenos exercícios nas aulas, esclarecimento de dúvidas e role-plays.
Avaliação:
Época normal - Avaliação distribuída:
Professor Pedro Pestana: 1 teste + apresentação de 1 trabalho individual
Docente Rita Alegria: 1 testes escritos
Época de recurso – Exame

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A unidade curricular constituída por aulas teórico-práticas. Desta forma, a exposição das teorias e conceitos chave da linguagem e comunicação no adulto terão sempre a participação e análise crítica por parte dos estudantes, acompanhadas de exercícios de consolidação.
A verificação do entendimento dos mesmos conceitos ocorrerá com recurso ao método interrogativo. O desenvolvimento dos conhecimentos e das competências desta unidade curricular será efetuado através da realização de trabalhos práticos (e.g. estudos de caso, role-play), exercícios em sala de aula e em trabalho autónomo de pesquisa e aplicação das competências adquiridas.

Bibliografia:

Basso A. (2003). Aphasia and its therapy. New York: Oxford University Press.
Chapey, R. (Ed.). (2008). Language intervention strategies in aphasia and related neurogenic communication disorders. 5th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins.
Oliveira, D.P. (2009). A intervenção do terapeuta da fala na afasia e na pessoa com afasia. In: Peixoto, V. & Rocha, J. (Orgs.). Metodologias de intervenção em terapia da fala. Porto: Edições UFP.
Fonsenca, J. (Org). Afasia e comunicação após lesão cerebral. Lisboa : Papa-Letras
SPTF (Org). Dicionário terminológico de terapia da fala. Lisoba: Papa-Letras.

Objetivos de aprendizagem:

a) Os alunos devem demonstrar possuir conhecimentos e capacidade de compreensão sobre Construção e Validação de Instrumentos a um nível que corresponda e se apoie em livros de texto avançados;
b) Os alunos devem saber aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão adquiridas, de forma a evidenciarem uma abordagem profissional ao trabalho desenvolvido na área da Construção e Validação de Instrumentos;
c) Os alunos devem mostrar capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente no âmbito da Construção e Validação de Instrumentos, que os habilite a fundamentarem as soluções que preconizem e os juízos que emitem, incluindo na análise os aspectos sociais científicos e éticos relevantes;
d) Os alunos devem ser dotados de competências que lhes permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como não especialistas.

Conteúdos programáticos:

P: 1. Construção de instrumentos de medida:
1.1 Tipos de instrumentos de medida
1.2 Tipos de perguntas e respostas
1.3 Formas de aplicação dos instrumentos de medida
1.4 Formas de recolha e registo dos dados
1.5 Cuidados a ter na preparação dos instrumentos de medida
T: 2. Adaptação e validação de instrumentos de avaliação.
2.1. Etapas do processo.
2.2. Propriedades psicométricas.
2.2.1. Validade e seus tipos.
2.2.2. Fidelidade e seus tipos.
2.2.3. Sensibilidade.
2.3. Outras características recomendadas na avaliação em saúde.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

a) Desenvolver conhecimentos e capacidade de compreensão sobre Construção (1.1., 1.2., 1.3., 1.4, 1.5) e Validação (2.1; 2.2; 2.3) de Instrumentos a um nível que corresponda e se apoie em livros de texto avançados;
b) Saber aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão adquiridas, de forma a evidenciarem uma abordagem profissional ao trabalho desenvolvido na área da Construção e Validação de Instrumentos: pontos 1 e 2;
c) Mostrar capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente no âmbito da Construção (1.1., 1.2., 1.3., 1.4, 1.5) e Validação (2.1; 2.2; 2.3) de Instrumentos, que habilite a fundamentar as soluções preconizadas e os juízos emitidos, incluindo na análise os aspectos sociais científicos e éticos relevantes;
d) Desenvolver competências que permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como não especialistas (2.1, 2.2, 2.3).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

No decurso das horas de contacto são privilegiadas as metodologias de ensino expositiva, demonstrativa, participativa e ativa:
- apresentação dos temas nas aulas, solicitando a intervenção dos alunos através de questões;
- indicação prévia de bibliografia e sua discussão, estimulando a articulação com conhecimentos e experiências anteriores dos alunos;
- treino de competências ao nível da pesquisa bibliográfica e de investigação científica;
- apresentação oral e escrita por parte dos alunos (seguida de clarificações sempre que necessário; cf. TPC);
As horas de não-contacto são dedicadas ao trabalho autónomo do aluno.
A avaliação contínua: prova teórica oral de verificação de conhecimentos relativos à validação de instrumentos (componente T; 50% da nota final), trabalho individual de construção e aplicação de um questionário relacionado com a terapia da fala (30% da nota final) e participação ativa e assertiva nas atividades propostas durante as horas de contacto (20% da nota final).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Desenvolver conhecimentos e capacidade de compreensão sobre Construção e Validação de Instrumentos a um nível que corresponda e se apoie em livros de texto avançados: Expositiva, Demonstrativa e Participativa;
- Saber aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão adquiridas, de forma a evidenciarem uma abordagem profissional ao trabalho desenvolvido na área da Construção e Validação de Instrumentos: Expositiva, Demonstrativa, Participativa e Activa;
- Mostrar capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente no âmbito da Construção e Validação de Instrumentos, que habilite a fundamentar as soluções preconizadas e os juízos emitidos, incluindo na análise os aspectos sociais científicos e éticos relevantes: Expositiva, Demonstrativa, Participativa e Activa;
- Desenvolver competências que permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como não especialistas: Expositiva, Demonstrativa, Participativa e Activa.

Bibliografia:

Artigos científicos seleccionados.
Almeida, L. S., & Freire, T. (2008). Metodologia da investigação em psicologia e educação (5ª ed.). Braga: Psiquilíbrios.
Cooper, H. (Ed.). (2012). APA handbook of research methods in psychology. Vol. I - Foundations, planning, measures, and psychometrics. Washington: American Psychological Association.
Ribeiro, J. L. P. (2010). Metodologia de investigação em psicologia e saúde (3ª ed.). Porto: Legis/Livpsic.

Objetivos de aprendizagem:

No final da unidade curricular o estudante deverá ser capaz de:
1 - Conhecer os objetivos, procedimentos e limitações da prática baseada na evidência (PBE) na tomada de decisão clínica aplicada à terapêutica da fala;
2 - Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão sobre o papel do Terapeuta da Fala (TF) nos domínios relacionados com as perturbações da comunicação humana e da deglutição, identificando recursos para localizar a melhor evidência de pesquisa atual;
3. Ser capaz de analisar e refletir acerca de atividades terapêuticas que fazem parte do perfil de atuação do TF;
4. Recolher, selecionar e interpretar informação relevante, incluindo os aspetos sociais, científicos e éticos, de acordo com os estudos de caso apresentados;
5. Apresentar competências profissionais genéricas de raciocínio clínico, comunicação profissional, aprendizagem contínua e comportamento profissional.

Conteúdos programáticos:

Conteúdos teórico-práticos:
CP1. Conceito de prática baseada na evidência e evidência baseada na prática;
CP2. Formulação de questão (estratégia PICO), bases de dados para pesquisa, confiabilidade, importância e aplicabilidade da evidência científica;
Conteúdos práticos:
CP3. Abordagens, técnicas e procedimentos específicos na Intervenção Terapêutica baseada na evidência, nas perturbações da comunicação humana e deglutição: I - Análise de vídeos de casos seguidos na Clínica Pedagógica da UFP; II - Análise de videos ilustrativos de diferentes programas de intervenção; III - Análise de artigos de referência de práticas baseadas na evidencia em Terapia da Fala.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) são delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) para promover o desenvolvimento de competências que permitam aprofundar conhecimentos, analisar e refletir de modo crítico sobre a intervenção do TF, tomando decisões baseadas em evidência científica. Assim:
CP1 corresponde ao OA1.
CP2 corresponde ao OA2 e OA3.
CP3 corresponde ao OA4.
CP4 corresponde ao OA5.
O CP1 incide sobre conhecimentos e capacidade de compreensão sobre as diferenças entre PBE e EBP; O CP2 incide sobre conhecimentos para a formulação de questão-problema, onde e como pesquisar e reflexão crítica dos resultados; O CP3 incide sobre conhecimentos e capacidade de compreensão dos diferentes estudos sobre uma área de intervenção.
Dada a especificidade da UC (compilação e análise de conhecimento prévio) os conteúdos são complementados de acordo com as necessidades, providenciando apoio técnico-científico, orientando o aluno na compreensão e adoção das melhores práticas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas teórico-práticas e práticas, centradas na exposição e discussão de estudos de caso, através de uma questão-problema relacionada com determinado âmbito de atuação do TF, dando ênfase à condução do raciocínio clínico adequado a cada caso. As questões-problema devem ser levantadas pelo discente, tendo em conta as dúvidas da prática clínica de ECI ou, em alternativa, levantadas pelo docente. É dada relevância à formulação de problemas clínicos e análise de diferentes possibilidades de resposta, com base em artigos científicos de referência, partindo de casos reais (vídeo, casos da clínica pedagógica). É incentivado o processo de diálogo. Preenchimento de instrumentos de avaliação, com recurso a análise de casos; Situações de rol-play.
Avaliação:
Época normal: Avaliação contínua referente à participação nas discussões das questão-problema (20%); Teste escrito (40%); Apresentação estudo de caso - PL (40%)
Época Recurso: Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A execução pedagógica das aulas decorre de modo coerente com os objetivos fundamentais da UC. Assim, nesta UC os alunos aprenderão observar, avaliar e decidir, sabendo fundamentar as suas decisões. Sendo a unidade curricular constituída por aulas teóricas e teórico-práticas, as metodologias de ensino utilizadas enquadram-se nos melhores procedimentos usados nesta área. Assim, é feita a exposição das melhores práticas da TF encontradas na investigação publicada, promovendo a participação e análise crítica por parte dos estudantes, acompanhadas de exercícios de consolidação. Nestas aulas pretende-se desenvolver o conhecimento dos alunos e sensibilizá-los para a importância dos temas abordados no contexto real clínico, sendo que a visualização das situações reais contribuem para um melhor enquadramento e maior facilidade na perceção dos objetivos que se pretendem alcançar. Deste modo, os alunos aprenderão observando, analisando, refletindo e tomando decisões sobre os problemas e alternativas propostas, melhorando as suas competências nos temas em questão. Dada a dimensão ecológica e holística do tema da UC procurar-se-á, essencialmente, garantir o desenvolvimento das capacidades de aplicar em contextos diferentes os conhecimentos adquiridos, sob influência de diferentes fatores e variáveis, nomeadamente os contextos de atuação do TF. A verificação da perceção do entendimento dos mesmos conceitos ocorrerá com recurso ao método interrogativo e participativo. O desenvolvimento dos conhecimentos e das competências desta unidade curricular será efetuado através da realização de pequenos trabalhos práticos (e.g. estudos de caso, role-play), exercícios em sala de aula (e.g. relatórios de avaliação com base na observação de vídeos ) e em trabalho autónomo de pesquisa e aplicação das competências adquiridas em contexto real. Complementarmente, serão propostos trabalhos com utilização de casos concretos (em vídeo e na clínica pedagógica de TF da UFP) ligados à área do Curso. Por fim, a avaliação dos alunos servirá para a aferição da eficácia das metodologias de ensino desenvolvidas na UC e, se necessário, no futuro poder-se-á realizar algumas correções nas metodologias de ensino.

Bibliografia:

Portal ASHA. Evidence-Based Practice (EBP). Disponível em https://www.asha.org/Research/EBP/Evidence-Based-Practice/. Consultado em (10.09.2021)
Pesquisa na base de dados b-On, de acordo com as temáticas.
Susanibar, F et al. (2014). Tratado de evaluación de motricidad orofacial y áreas afines, Madrid Editorial EOS.
Susanibar, F. et al. (2016). Motricidad Orofacial - fundamentos basados en evidencia - volumen 2. Madrid Editorial EOS.

Objetivos de aprendizagem:

O1. Demonstrar, por escrito e oralmente, evidência de raciocínio clínico na análise e integração de dados sobre perturbações da comunicação, linguagem, fala e outras perturbações oro-motoras;
O2. Identificar informação relevante em cada consulta realizada, estruturando-a nas etapas do raciocínio clínico (recolha de dados de anamnese, a implementação de protocolos e testes de avaliação, identificação e concretização de objetivos de intervenção com bases nos diferentes diagnósticos de funcionais);
O3. Construir folhas de planeamento e registo de consulta para os casos acompanhados, interpretando os itens incluídos;
O4. Dominar conhecimentos relativos à avaliação, diagnóstico e intervenção na área clínicado terapeuta da Fala, para elaborar um estudo de caso reflexivo;
O5. Identificar assuntos chave e propor soluções terapêuticas;

Conteúdos programáticos:

CP1. Intervenção direta e observação do par terapêutico (100H)
CP2. Discussão dos casos clínicos (monitorização clínica+projeto de comunidade) (60H)
CP3. Construção do dossier de ensino clínico com a compilação de todos os estudos de caso acompanhados ao longo do semestre (40H).

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O O1 está associado aos conteúdos 1, 2
O O2 está associado aos conteúdos 1, 2
O O3 está associado aos conteúdos 3
O O4 está associado aos conteúdos 1, 2
O O5 está associado aos conteúdos 1

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

O estágio decorre em contexto de prática clínica real na clínica pedagógica de TF-FP. A prática clínica direta é complementada com as reuniões de discussão clínica onde o orientador guia o aluno na elaboração do seu raciocínio clínico e pesquisa de PBE para implementar com os seus casos. Paralelamente, na componente de projeto na comunidade, depois de observado o contexto de implementação do projeto, os alunos fazem a identificação dos problemas existentes e, com a orientação do docente, é selecionado o foco de atuação assim como desenhado e implementado o projeto. São usadas estratégias como: Ensino colaborativo; Discussão em pequeno e grande grupo; Estudo de caso; sessões de brainstorming e role-play; Aprendizagem autodirigida.
Avaliação:
Orientação de 2 casos clínicos, com recurso COMPEC TF + participação nas reuniões de monitorização clínica (10%) + dossier de estágio (60%) - 70%.
Participação ativa e assertiva na condução do projeto na comunidade - 30%.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo de promover a consolidação e o desenvolvimento das competências adquiridas ao longo do curso, pela integração do estudante numa situação profissional estruturada com base num plano de intervenção, é coerente com uma metodologia que se concretiza no acompanhamento individualizado do estudante, por parte do docente supervisor. Em educação clínica I e II o contexto de atuação é a clínica pedagógica de terapia da fala, e as duas unidades distinguem-se, essencialmente, pelo grau de autonomia exigido ao aluno e número de casos orientados, maior na educação clínica II.
Através da condução orientada da intervenção de casos reais, realiza-se uma aprendizagem centrada no aluno, com oportunidade de identificar situações problema, fazer pesquisa dirigida, visualizar diferentes modelos de atuação (através de vídeos e/ou role play) durante as reuniões de discussão de casos clínicos, como base para a implementação dos seus próprios planos de ação. Na componente de Projeto na Comunidade, através da metodologia baseada em projeto, o aluno é chamado a observar a realidade, identificar e analisar o problema, fundamentando através da pesquisa a sua análise, identificar recursos e finalmente propor e testar soluções. Desenvolvemos assim, para além do saber clínico, outras competências fundamentais no profissional de criatividade, proatividade, colaboração em equipa, empatia e comunicação assertiva com domínio de competências linguísticas (orais e escritas) na exposição de raciocínio clínico e tomada de decisão.
É então previligiada uma metodologia caracterizada por problem based learning, especialmente através da construção do saber observar, analisar, procurar conhecimento e tomar decisões, baseados em estudos de caso e projetos na comunidade, permitindo ao aluno ser ativo na procura e construção do conhecimento, aliando o desenvolvimento técnico profissional ao desenvolvimento de competências transversais fundamentais para qualquer professional de saúde do século XXI.

Bibliografia:

Paul, R. (2007) Introduction to clinical methods in communication disorders Baltimore : Paul H. Brooks Publishing, 2007
Shipley, K.; McAfee, K. (2004) Assessment in speech-language pathology : a resource manual.Clifton Park : Delmar Learning
Dwight, D. (2015). Here's how to do therapy: hands-on core skills in speech-language pathology. 2nd ed. San Diego: Plural Publishing.
Kenneth G. Shipley, J. McAfee (2004). Assessment in speech-language pathology: a resource manual. 3ª ed. - Clifton Park: Delmar Learning, 28 cm + 1 CD-ROM

Objetivos de aprendizagem:

Esta unidade curricular visa promover o desenvolvimento junto dos alunos da capacidade de análise, reflexão ética e aplicabilidade prática, sobre questões recorrentes ou emergentes que se colocam no exercício das diferentes profissões na área das Ciências da Saúde.
Especificamente, os Objetivos de Aprendizagem (OA) são os seguintes:
OA1 - Identificar instrumentos e realizar reflexão ética sobre questões recorrentes ou emergentes que se colocam no exercício das diferentes profissões na área das Ciências da Saúde;
OA2 - Aplicar instrumentos e métodos de reflexão ética a várias temáticas colocadas na prática profissional no âmbito da saúde;
OA3 - Identificar o perfil da conduta profissional recomendada para o Terapeuta da Fala, no contexto português e internacional;
OA4 - Reconhecer e justificar a pertinência da deontologia profissional na Terapia da Fala.

Conteúdos programáticos:

CPI. Ética
1. Definição de conceitos: ética, deontologia, direito
2. Análise: Principais posições teóricas e prática
3. Principais organismos de supervisão
4. Sistema de regulação legal
5. Quadro internacional
6. Estudos de casos
7. O RGPD
8. Portfólios
CPII. Deontologia
9. O perfil do Terapeuta da Fala
10. A Terapia da Fala em Portugal e no mundo
11. O Código Deontológico do Terapeuta da Fala da APTF, ESLA e ASHA.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos privilegiam a reflexão sobre as questões éticas e deontológicas na área dos cuidados de saúde, com enfoque na Terapia da Fala. Esta reflexão pretende que o futuro exercício profissional seja pautado por valores éticos, contribuindo para a humanização, integridade e responsabilidade.
Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1 –OA1 e OA2
CP2- OA3 e OA4

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Metodologias ativas, colaborativas e expositivas:
1. Resolução de problemas em pequenos grupos;
2. Sessões de brainstorming de tópicos e questões a serem investigados pelos alunos;
3. Orientação da pesquisa realizada pelos alunos;
4. Resumo e síntese da pesquisa realizada pelos alunos e discussão em grupo.
Avaliação:
Época Normal
CP1. Ética – Trabalho individual: Portfólios (50% da avaliação final)
CP2. Deontologia – Teste escrito (40% da avaliação final)
Participação nas atividades desenvolvidas nas aulas (10% da avaliação final)
Os estudantes devem realizar os vários momentos de avaliação.
Época de Recurso
- Exame (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino correspondem aos objetivos de aprendizagem definidos, uma vez que permitem um aprofundamento do conhecimento dos alunos e a sua participação ativa nas aulas através de estratégias ativas e colaborativas de aprendizagem, combinadas com métodos expositivos e tradicionais. O professor será um facilitador do processo de aprendizagem do aluno, fomentando o relacionamento dos conceitos-chave da unidade curricular, a capacidade de análise e a discussão e reflexão com a prática.
O1 e O2- metodologias ativas, colaborativas e expositivas e - avaliação: trabalho individual + participação
O3 e O4 - metodologias ativas, colaborativas e expositivas e - avaliação: teste escrito + participação

Bibliografia:

American Speech-Language-Hearing Association. (2016). Code of Ethics [Ethics]. Available from www.asha.org/policy
APTF (1999). Código Ético e Deontológico do Terapeuta da Fala. Available from www.aptf.org
Body, R., McAllister, L (2009). Ethics in Speech and Language Therapy, West Sussex: Wiley-Blackwell.
CPLOL (2009). A Framework for Ethical Practice in Speech and Language Therapy. Available from www.cplol.eu
ESLA (2019). Professional Profile. Available from www.eslaeurope.eu
Fidalgo, A. (2017). Ética mínima : pequeno guia para tempos difíceis, 2ª ed., Lisboa: Gradiva.
Hale, S.T. (2017). Ethics in the medical settings, Journal of Medical Speech-Language Pathology, pp. 353-359.
Irwin, D. (2007). Ethics for speech-language pathologists and audiologists, New York: Thomson.
Rosin Bonifácio, A.C. (2015). Ética na Saúde, Rio de Janeiro: Estácio.
Serrão, D. (2015). Saúde: ética ou éticas, Sobre saúde, pp. 41-56.

Objetivos de aprendizagem:

Os objetivos desta UC são os seguintes :
O1- Conhecer a evolução dos modelos de educação especial até à Inclusão
O2- Compreender os princípios da educação inclusiva
O3- Identificar os alunos elegíveis para os serviços especializados
O4- Compreender o papel do Terapeuta da Fala na atual organização do sistema educativo português
O5- Adquirir competências relativas a intervenção do terapeuta da fala em alunos com necessidades especiais e aos respetivos serviços de apoio educativo
O6- Aplicar os conhecimentos adquiridos em situações práticas

Conteúdos programáticos:

CP1. Educação Regular, Educação Especial e Inclusão
1.1. Evolução da educação especial
1.2. A mudança de paradigma no atendimento aos alunos com Necessidades Educativas Especiais
1.3. Pressupostos da educação inclusiva - o papel do terapeuta da fala
CP2. Terapia da fala nos contextos educativos
2.1 identificação e categorização: modelos clínicos e educacionais.
2.2. Intervenção nas Necessidades de Saúde Especiais/Perturbações do Neurodesenvolvimento.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (O) da UC, no sentido de promover o desenvolvimento de competências que permitam aos alunos aprofundar conhecimentos, analisar e refletir de modo crítico sobre a intervenção do Terapeuta da Fala em contexto educativo. Pretendem ainda contribuir para a construção de um raciocínio mais adequado no âmbito desta temática, como facilitador na análise de aprendizagens típicas e atípicas, inerente ao exercício profissional em Terapia da Fala. Assim: CP1 corresponde ao O1, O2 e O4; CP2 corresponde ao O3, O5 e O6.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Participação pró-ativa nas actividades de ensino colectivo e nas sessões de orientação tutorial, cumprimento da assiduidade de acordo com o Regulamento pedagógico da UFP.
Realização de: 1 teste escrito (60%) e 1 trabalho escrito (paper) + apresentação oral (40%),
com um mínimo de 10 valores na avaliação final da UC.
(Nota: a não realização de um destes tipos de avaliação implica avaliação negativa na disciplina)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A metodologia utilizada nas aulas teórico-práticas (de caráter mais expositivo e participativo com estudos de casos, apresentação, análise e discussão de temáticas nas aulas, bem como orientação em reflexões críticas e na pesquisa e leitura de bibliografia específica), permite obter junto dos alunos um aprofundamento de conhecimentos, bem como uma maior compreensão e capacidade de discussão sobre os conteúdos abordados, facilitando o relacionamento da pertinência dos mesmos para a atuação do terapeuta da fala, promovendo a integração de conceitos, capacidade de pesquisa, análise e reflexão crítica
Deste modo, considera-se que as metodologias de ensino adotadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos para a mesma, uma vez que permitem um aprofundamento de conhecimentos, fomentam o relacionamento de conceitos, a capacidade de análise, discussão e reflexão, com estabelecimento de ligação dos conteúdos abordados e da sua pertinência à prática profissional do Terapeuta da Fala em contexto de escola inclusiva

Bibliografia:

American Speech-Language-Hearing Association (2000). Guidelines for the roles and responsabilities of school-based speech-language pathologist. Rockville. MD: Author.
APA (2014). DSM 5: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. Lisboa: CLIMEPSI
Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (2007). Práticas em contexto educativo: Terapeutas da Fala/Docentes de Educação Especial. Ministério da Educação [disponível em http://www.dgidc.min-edu.pt/especial/]
Correia, L. & Martins, P.(2002). Inclusão: Guia para Professores e Educadores. Braga: Quadrado Azul
Legislação (Diário da República)
Giroto. C. (2014). Atuação fonoaudiológica na Educação Inclusiva. In Tratado das especialidades em fonoaudiologia. São Paulo.
Kauffman, L. & Lopes, J. (2007). Pode a Educação Especial deixar de ser especial?. Braga: Psiquilibrios.
DGIDC (2018). Educação Especial: Manual de Apoio à Prática. MEC: DGIDC. Disponível em http://www.dgidc.min-edu.pt

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

a. Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão sobre o papel do Terapeuta da Fala (TF) nos domínios relacionados com as perturbações da comunicação humana e da deglutição;
b. Ser capaz de descrever a natureza das perturbações da fluência (etiologia, teorias e desenvolvimento) e de aplicar as suas formas de avaliação e intervenção nas diversas faixas etárias.
c. Ser capaz de analisar e refletir acerca de atividades terapêuticas que fazem parte do perfil de atuação do TF;
d. Recolher, selecionar e interpretar informação relevante, incluindo os aspectos sociais, científicos e éticos, de acordo com os estudos de caso apresentados;
e. Apresentar competências profissionais genéricas de raciocínio clínico, comunicação profissional, aprendizagem contínua e comportamento profissional.

Conteúdos programáticos:

I - Análise e discussão de casos clínicos relacionados com diversas áreas de atuação do terapeuta da fala, tendo por base a prática baseada na evidência;
II - Análise e discussão de diferentes abordagens, programas e técnicas de intervenção do âmbito da Terapia da Fala;
III – Pesquisa e Análise de artigos de referência de práticas baseadas na evidência em Terapia da Fala
IV – Fluência e as suas perturbações
- Natureza da gaguez (introdução, etiologia, teorias, desenvolvimento)
- Avaliação e tratamento da gaguez e perturbações relacionadas
- Investigação em gaguez

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos a considerar pelo docente são definidos de acordo com as especificidades e necessidade de cada aluno, de acordo com os casos que lhe surgem na UC a decorrer no mesmo semestre de Ensino Clínico II. Consistem em orientações técnico-científicas indispensáveis à atuação clínica, conceção do plano de estágio e elaboração de relatórios intercalares e final de estágio. As discussões e análises referidas nos CP I, II e III orientam o aluno na compreensão e adoção das melhores práticas quanto à condução dos casos que estão à sua responsabilidade.
Os objetivos de aprendizagem relacionam-se com os conteúdos programáticos da seguinte forma: a, c, d, e - I, II, III; b- IV.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas teórico-práticas e práticas, centradas na exposição e discussão de casos clínicos, com ênfase na condução de um raciocínio clínico adequado à singularidade de cada um. É dada relevância à formulação de problemas clínicos e análise de diferentes respostas, com base em artigos científicos, partindo de casos reais (vídeo, estudos de caso em artigos científicos ou casos da clínica pedagógica). É incentivado o processo de diálogo.
Preenchimento de instrumentos de avaliação, com recurso a análise de casos em vídeo; Situações de role-play (de avaliação e intervenção).
Avaliação:
PL (50%)
Método ativo
Avaliação contínua referente à participação nas discussões das questão-problema-15%
Seleção, análise e apresentação de um artigo científico de prática baseada na evidência-15%
Apresentação estudo de caso-20%
TP(50%)
Método expositivo, método interrogativo, método demonstrativo
2 Testes de avaliação escrita -25%+25%

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A execução pedagógica das aulas decorre de modo coerente com os objetivos fundamentais da UC. Assim, nesta UC os alunos aprenderão observar, avaliar e decidir, sabendo fundamentar as suas decisões.
Sendo a unidade curricular constituída por aulas teóricas e práticas, as metodologias de ensino utilizadas enquadram-se nos melhores procedimentos usados nesta área. Assim, é feita a exposição das melhores práticas da TF encontradas na investigação publicada, promovendo a participação e análise crítica por parte dos estudantes, acompanhadas de exercícios de consolidação. Nestas aulas pretende-se desenvolver o conhecimento dos alunos e sensibilizá-los para a importância dos temas abordados no contexto real clínico, sendo que a visualização das situações reais contribui para um melhor enquadramento e maior facilidade na perceção dos objetivos que se pretendem alcançar. Deste modo, os alunos aprenderão observando, analisando, refletindo e tomando decisões sobre os problemas e alternativas propostas, melhorando as suas competências nos temas em questão. Dada a dimensão ecológica e holística do tema da UC procurar-se-á, essencialmente, garantir o desenvolvimento das capacidades de aplicar em contextos diferentes os conhecimentos adquiridos, sob influência de diferentes fatores e variáveis, nomeadamente os contextos de atuação do TF.
A verificação da perceção do entendimento dos mesmos conceitos ocorrerá com recurso ao método interrogativo e participativo. O desenvolvimento dos conhecimentos e das competências desta unidade curricular será efetuado através da realização de pequenos trabalhos práticos (e.g. estudos de caso, role-play), exercícios em sala de aula (e.g. relatórios de avaliação com base na observação de vídeos ) e em trabalho autónomo de pesquisa e aplicação das competências adquiridas em contexto real. Complementarmente, serão propostos trabalhos com utilização de casos concretos (em vídeo e na clínica pedagógica de TF da ESS-FP) ligados à área do Curso.
Por fim, a avaliação dos alunos servirá para a aferição da eficácia das metodologias de ensino desenvolvidas na UC e, se necessário, no futuro poder-se-á realizar algumas correções nas metodologias de ensino.

Bibliografia:

Pesquisa na base de dados b-On, de acordo com as temáticas tratadas.
Livros / Books
• Guitar, B. (2019). Stuttering - An Integrated Approach to its Nature and Treatment. Philadelphia: Wolters Kluwer. ISBN 9781496346124.
• Froma, R., Worthington, C. (2021). Intervention for fluency. In: Treatment resource manual for speech-language pathology. San Diego, CA: Plural. ISBN 9781635501186.
Teses / Thesis
• Velente, R. (2009). Avaliac¸a~o de Crianc¸as com Disflue^ncia. Tese de Mestrado. Aveiro: Universidade de Aveiro.
• Germano, H. (2002). Gaguez: contributo da psicossomática para a sua compreensão e tratamento. Tese de Mestrado. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Objetivos de aprendizagem:

O1. Demonstrar, por escrito e oralmente, evidência de raciocínio clínico na análise e integração de dados sobre perturbações da comunicação, linguagem, fala e outras perturbações oro-motoras;
O2. Identificar informação relevante em cada consulta realizada, estruturando-a nas etapas do raciocínio clínico (recolha de dados de anamnese, a implementação de protocolos e testes de avaliação, identificação e concretização de objetivos de intervenção com bases nos diferentes diagnósticos de funcionais);
O3. Construir folhas de planeamento e registo de consulta para os casos acompanhados, interpretando os itens incluídos;
O4. Dominar conhecimentos relativos à avaliação, diagnóstico e intervenção na área clínica do terapeuta da Fala, para elaborar um estudo de caso reflexivo;
O5. Identificar assuntos chave e propor soluções terapêuticas

Conteúdos programáticos:

1 Intervenção direta e observação do par terapêutico
2 Discussão dos casos clínicos (monitorização clínica+projeto da comunidade)
3 Construção do dossier de ensino clínico com a compilação de todos os estudos de caso acompanhados ao longo do semestre

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O O1 está associado aos conteúdos 1, 2
O O2 está associado aos conteúdos 1, 2
O O3 está associado aos conteúdos 3
O O4 está associado aos conteúdos 1, 2
O O5 está associado aos conteúdos 1

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

O estágio decorre em contexto de prática clínica real na clínica pedagógica de TF-FP. A prática clínica direta é complementada com as reuniões de discussão clínica onde o orientador guia o aluno na elaboração do seu raciocínio clínico e pesquisa de PBE para implementar com os seus casos. Paralelamente, na componente de projeto na comunidade, depois de observado o contexto de implementação do projeto, os alunos fazem a identificação dos problemas existentes e, com a orientação do docente, é selecionado o foco de atuação assim como desenhado e implementado o projeto. São usadas estratégias como: Ensino colaborativo; Discussão em pequeno e grande grupo; Estudo de caso; sessões de brainstorming e role-play; Aprendizagem autodirigida.
Avaliação:
Orientação de 3 a 4 casos clínicos, com recurso COMPEC TF + participação nas reuniões de monitorização clínica + dossier de estágio - 70%.
Participação ativa e assertiva na condução do projeto na comunidade - 30%.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O objetivo de promover a consolidação e o desenvolvimento das competências adquiridas ao longo do curso, pela integração do estudante numa situação profissional estruturada com base num plano de intervenção, é coerente com uma metodologia que se concretiza no acompanhamento individualizado do estudante, por parte do docente supervisor.
O objetivo 1 – Avaliação: Intervenção direta e observação do par terapêutico
O objetivo 2 – Avaliação: Discussão dos casos clínicos (monitorização clínica e outras situações)
O objetivo 3 – Avaliação: Construção do dossier de ensino clínico

Bibliografia:

Paul, R. (2007) Introduction to clinical methods in communication disorders Baltimore : Paul H. Brooks Publishing, 2007
Shipley, K.; McAfee, K. (2004) Assessment in speech-language pathology : a resource manual.Clifton Park : Delmar Learning
Dwight, D. (2015). Here's how to do therapy: hands-on core skills in speech-language pathology. 2nd ed. San Diego: Plural Publishing.
Kenneth G. Shipley, J. McAfee (2004). Assessment in speech-language pathology: a resource manual. 3ª ed. - Clifton Park: Delmar Learning, 28 cm + 1 CD-ROM

Objetivos de aprendizagem:

O1. Identificar o (desvio do) normal e do patológico em função da idade real
O2. Refletir acerca da importância da compreensão do desenvolvimento humano e identificar as principais etapas/fatores facilitadores/fragilidades inerentes ao mesmo
O3. Dominar conhecimentos básicos acerca das alterações que podem ocorrer e afetar o desenvolvimento humano
O4. Fundamentar o percurso histórico da IP, de acordo com as teorias explicativas do desenvolvimento humano e os avanços da investigação
O5. Conhecer, de um modo global, a realidade portuguesa a este nível
O6. Enquadrar a abordagem centrada na família
O7. Identificar competências para o desenvolvimento de um trabalho em equipa (com a família) no âmbito da IP, com conhecimento do papel dos vários intervenientes
O8. Justificar o papel do Terapeuta da Fala numa equipa de IP
O9. Dominar o uso eficaz de instrumentos facilitadores na implementação desta abordagem
O10. Conhecer a atuação do TF no contexto particular da Neonatologia

Conteúdos programáticos:

CP1 Pediatria
1.1 Desenvolvimento Psico-Motor Normal
1.2 Desvio do Normal
1.3 Maus tratos como manifestação de atraso de linguagem
1.4 Patologias
1.5 Malformações Orofaciais
1.6 Prematuridade
1.7 Sindrome de Down
1.8 Alterações de comportamento (SHDA)
CP2 Intervenção Precoce
2.1 Contributos teóricos de referência
2.2 Percurso histórico e realidade portuguesa
2.3 Princípios orientadores das práticas
CP3 Abordagem Centrada na Família
3.1 Percurso histórico e fundamentos
3.2 Clarificação e definição do conceito
3.3 Princípios e práticas
3.4 Contraste com outro tipo de abordagens
CP4 Trabalho em Equipa
CP5 Análise e experimentação de instrumentos
5.1 Ecomapa
5.2 Entrevista Baseada nas Rotinas
5.3 Plano Individualizado de Apoio às Famílias (PIAF)/Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP)
CP6 O papel dos profissionais de IP
CP7 Intervenção em Neonatologia

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O Conteúdo Programático 1 está associado ao objetivo 1, 2, 3
O Conteúdo Programático 2 está associado ao objetivo 4, 5
O Conteúdo Programático 3 está associado ao objetivo 6
Os Conteúdos Programáticos 4 e 6 estão associados aos objetivos 7, 8
O Conteúdo Programático 5 está associado ao objetivo 9
O Conteúdo Programático 7 está associado ao objetivo 10

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

a) Expositivo;
b) Colaborativo;
c) Elaboração de trabalhos;
d) Discussão em pequeno e grande grupo;
e) Aprendizagem auto-dirigida
Avaliação distribuída:
- TP1: 1 teste escrito, com ponderação de 50%.
- TP2: com ponderação de 50%
- participação e envolvimento ao longo das aulas (20%);
- teste escrito sumativo (80%)
Avaliação em época de exame:
- Prova escrita.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As aulas teórico-práticas, caracterizadas por metodologias expositivas mas também pelo desenvolvimento de dinâmicas de caráter mais participativo, facilitam o relacionamento de conceitos e reforçam a aplicabilidade dos conhecimentos no âmbito de atuação do terapeuta da fala, nomeadamente ao nível da identificação, avaliação e intervenção, promovendo o desenvolvimento de competências relacionadas com a construção de um raciocínio adequado e estruturado, com ligação à prática profissional. Deste modo, considera-se que as metodologias de ensino adotadas para esta unidade curricular são coerentes com os objetivos definidos para a mesma.

Bibliografia:

McWilliam, R. A. (2012). Trabalhar com as Famílias de Crianças com Necessidades Especiais. Porto: Porto Editora.
Souza, A. B. G. (2017). Anamnese e exame físico em Neonatologia. In Manual Prático e Enfermagem Neonatal.pp(47-84).
Brenneman, Susan K. (2001).Testes de desenvolvimento do bebê e da criança. 3ª ed. - Porto Alegre, p. 35-68.
Friedman, M., Woods, J., & Salisbury, C. (2012). Caregiver coaching strategies for early intervention providers: Moving toward operational definitions. Infants & Young Children, 25(1), 62-82.
Owens JR, R.E. (2018). Early language intervention for infants, toddlers and preschoolers. New York: Pearson. - ISBN 978-0-13-461890-6.
Woods, J. J., Wilcox, M. J., Friedman, M., & Murch, T. (2011). Collaborative consultation in natural environments: Strategies to enhance family-centered supports and services. Language, Speech, and Hearing Services in Schools, 42(3), 379-392.

Objetivos de aprendizagem:

OA1- Compreender o papel da epidemiologia na prática clínica e na saúde pública e das medidas profiláticas, a nível individual e coletivo;
OA2- Descrever as medidas de saúde e doença, saber calculá-las e aplicá-las de forma correta;
OA3- Descrever os principais desenhos epidemiológicos, indicar a sua correta aplicabilidade e interpretar seus resultados. Saber diferenciar na prática os principais desenhos epidemiológicos;
OA4- Conhecer os passos de uma investigação epidemiológica. Diferenciar os tipos de erros mais comuns; compreender o conceito de validade dos dados; explicar o conceito de variável de confusão. Reconhecer os erros mais comuns em estudos epidemiológicos;
OA5- Definir os conceitos e as aplicações mais comuns de associação estatística e de causalidade. Compreender o significado dos diferentes postulados no estudo da causalidade;
OA6- Descrever as características de um programa de deteção precoce. Estimar os principais índices de provas diagnósticas e de deteção precoce.

Conteúdos programáticos:

CP1. Importância da epidemiologia na saúde. História e conceito. Objetivos e usos da epidemiologia. História natural da doença. Profilaxia e medidas profiláticas. Epidemiologia na prática clínica e na saúde pública.
CP2. Medir saúde e doença: medidas de frequência (prevalências; probabilidade de incidência e taxa de incidência); medidas de associação (OR, RR e r).
CP3. Tipologia de investigação epidemiológica: Estudos experimentais, quase-experimentais e observacionais (descritivos e analíticos). Atuação profissional baseada na prova científica (evidência).
CP4. Planeamento dos estudos - alguns desafios: erros sistemáticos; erros aleatórios; confundimento. Validade da informação.
CP5. Inferência causal. Modelos e critérios de causalidade.
CP6. Introdução à epidemiologia clínica. Diagnóstico e provas de diagnóstico: características operacionais do teste e valores preditivos positivo e negativo. Rastreio: definição e critérios.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

CP1. Importância da epidemiologia e da profilaxia na saúde.
Visa atingir OA1
CP2. Medir saúde e doença.
Visa atingir OA2
CP3. Tipologia de investigação epidemiológica.
Visa atingir OA3
CP4. Planeamento dos estudos.
Visa atingir OA4
CP5. Inferência causal.
Visa atingir OA5
CP6. Introdução à epidemiologia clínica.
Visa atingir OA6

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

M1 - Utilização da plataforma de e-learning para armazenar material didático (textos de apoio desenvolvidos pelo docente, artigos científicos ou outros de utilização livre e fichas de trabalho) que será disponibilizado aos alunos.
M2 - O material disponibilizado servirá de apoio para os estudos baseados em problemas que se introduzirá como ferramenta de ensino-aprendizagem.
M3 - Atividades de pesquisa autónoma que serão baseadas em questões de desenvolvimento e pesquisa.
M4 - Desenvolvimento de atividades de síntese dos conteúdos básicos, após exposição oral, onde os alunos terão um envolvimento pró-ativo.
Avaliação
Será constituída por 2 provas de avaliação sumativas, com ambas as componentes (T+TP, de igual ponderação). A primeira avaliação terá uma ponderação de 60% e a segunda avaliação uma ponderação de 40% da nota final. O aluno deverá obter média final igual ou superior a 9,5 valores. A percentagem mínima de frequência nas aulas é a estabelecida no Regulamento Pedagógico.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

M1 - Utilização da plataforma de e-learning para armazenar material didático (textos de apoio desenvolvidos pelo docente, artigos científicos ou outros de utilização livre e fichas de trabalho) que será disponibilizado aos alunos. Para a prossecução de todos os objetivos.
M2 - O material disponibilizado servirá de apoio para os estudos baseados em problemas que se introduzirá como ferramenta de ensino-aprendizagem. Para a prossecução dos OA2, OA3 e OA6
M3 - Atividades de pesquisa autónoma que serão baseadas em questões de desenvolvimento e pesquisa. Para a prossecução dos OA1, OA4, OA5
M4 - Desenvolvimento de atividades de síntese dos conteúdos básicos, após exposição oral, onde os alunos terão um envolvimento pró-ativo. Para a prossecução de todos os objetivos.
A. Aulas Teóricas
A.1. Descrição: Exposição de forma atualizada, descritiva e organizativa (tipo “lectures”) apoiada em bibliografia (“material de estímulo”) sobre conceitos, teorias e postulados que estão na base dos conteúdos programáticos. Os alunos são convidados a responder a questões, a expressarem e fundamentarem a sua opinião e a contribuir, sendo a sua criatividade estimulada.
A.2. Objetivo: Fornecimento de conhecimentos para o desenvolvimento das competências da unidade curricular.
A aplicação das metodologias de ensino adotada para a componente teórica visa a aquisição e consolidação de conhecimento no domínio técnico-científico da unidade curricular, a melhoria da capacidade de aplicação dos conceitos à resolução de problemas práticos e a orientação do aluno para a aprendizagem autónoma.
B. Aulas Teórico-Práticas
B.1. Descrição: Combinam a dimensão teórica com a dimensão empírica no sentido de conjugar, sempre que possível, as conceções teóricas com a aplicabilidade prática.
B.2. Objetivo: Desenvolver aprendizagens contextualizadas em torno de questões fulcrais.
A aplicação das metodologias de ensino adotadas para a componente teórico-prática visa melhorar especificamente a capacidade de resolução de problemas, o treino dos cálculos implícitos e a identificação dos conceitos em cenário real. Adicionalmente, pretende-se também melhorar a interpretação e a análise crítica de resultados e da literatura científica, estimular os hábitos de pesquisa e a autoaprendizagem.
Deste modo, a interligação e complementaridade entre as componentes desta unidade curricular proporcionam um balanço ajustado entre os princípios teóricos e a sua aplicação mais prática permitindo o desenvolvimento integrado de aptidões e competências na área da epidemiologia. A abordagem dos temas articulando momentos de intervenção estruturada por parte dos docentes com períodos de apreciação coletiva em torno das questões em estudo e, de trabalho individual, pretende acentuar o facto de o desenvolvimento de aptidões e competências ser um processo holístico e contínuo de aprendizagem com um forte contributo de empenho e reflexão pessoal.

Bibliografia:

1. Gordis L. Epidemiology. 6 th ed., Elsevier Saunders, 2018. ISBN: 9780323552295.
2. Greenberg RS et al. Medical Epidemiology: Population Health and effective health care, 5th ed., McGraw Hill, 2015.
3. International Epidemiological Association. A Dictionary of Epidemiology. Porta M (Editor). 6th ed., Oxford University Press. 2014. ISBN-13: 978-0199976737.
4. Friedman, GD. Primer of Epidemiology, 5th ed. McGraw-Hill, 2004.
5. Beaglehole, R; Bonita, R; Kjellström, T. Basic Epidemiology, 2nd ed., WHO, 2006.
6. Hernández-Aguado, I; Gil, MA; Delgado-Rodriguez, M; Bolumar-Montrull, F. Manual de Epidemiologia y Salud Publica para Licenciaturas y Diplomaturas en Ciencia de la Salud, 2ª ed., Editorial Médica Panamericana, 2011.

Objetivos de aprendizagem:

O aluno deve:
- Demonstrar conhecimento do processo de desenvolvimento ao longo do ciclo vital.
- Descrever o desenvolvimento motor de forma estruturada referindo as diferentes fases ou períodos.
- Identificar e analisar factores que afectam o desenvolvimento, de forma a compreender a variabilidade do processo.
- Conhecer as diferentes formas de avaliação do desenvolvimento psicomotor.

Conteúdos programáticos:

História da Psicomotricidade. Abordagem da Ontogénese da Motricidade: Período Pré-embrionário; Período Fetal; Período Embrionário; Período Fetal; Período Neo-Natal. Desenvolvimento motor. Origem e desenvolvimento da linguagem. Distúrbios psicomotores e deficiências.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Aquisição e integração de conhecimentos que permitam o enquadramento das aprendizagens sobre o desenvolvimento motor e suas perturbações na área da terapia da fala (avaliação e intervenção).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Teste escrito (80%) + Trabalho com apresentação oral (20%)
nota mínima em cada componente de avaliação tp = 8 valores

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Aquisição e integração de conhecimentos que permitam o enquadramento do desenvolvimento motor e psicomotor na prática profissional do fisioterapeuta;

Aquisição e desenvolvimento de capacidades de análise, de síntese e de integração de métodos, técnicas, conceitos, modelos, teorias e metodologias aplicadas à avaliação e intervenção ao longo da ciclo da vida.

Bibliografia:

Cordovil, R., João Barreiros (2014). Desenvolvimento Motor na Infância. Lisboa:FMH ed.
Fonseca, V. (2005). Desenvolvimento Psicomotor e Aprendizagem. Lisboa: Âncora ed
Fonseca, V. (1998). Psicomotricidade: filogénese, ontogénese e retrogénese. Ed. Artes Médicas (2ª edição) - Porto Alegre
Fonseca, V. (1995). Manual de observação psicomotora; significação psiconeurologica dos factores psicomotores. Ed. Artes Médicas - Porto Alegre.
Fonseca, V. (1998). Psicomotricidade: filogénese, ontogénese e retrogénese. Ed. Artes Médicas
Gallahue, D. Ozmun, J. (2005). Compreendendo o desenvolvimento motor bebês, crianças adolescentes e adultos. Phorte Editora
Vários (2001). O Mundo da Criança. Mc GrawHill Portugal 8º ed.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

O1. Demonstrar, por escrito e oralmente, evidência de raciocínio clínico na análise e integração de dados sobre perturbações da comunicação, linguagem, fala e outras perturbações oro-motoras;
O2. Identificar informação relevante em cada consulta realizada, estruturando-a nas etapas do raciocínio clínico, nomeadamente a recolha de dados de anamnese, a implementação de protocolos e testes de avaliação, identificação e concretização de objetivos de intervenção com bases nos diferentes diagnósticos;
O3. Dominar conhecimentos relativos à avaliação, diagnóstico e intervenção na área clínica de perturbações da comunicação, linguagem e fala, congénitas ou adquiridas, para elaborar um estudo de caso reflexivo;
O4. Agir em conformidade, com as especificidades da atuação do terapeuta da fala em contexto hospitalar;
O5. Reconhecer a importância do trabalho de equipa;
O6. Levar a cabo um projeto de prevenção na comunidade.

Conteúdos programáticos:

CP1. Intervenção direta em contexto hospitalar (375H)
CP2. Discussão dos casos clínicos (monitorização clínica) (60H)
CP3. Idealização de um Projeto de prevenção e/ou sensibilização sobre Terapia da Fala, na comunidade (90H)
CP4. Construção do dossier de ensino clínico com a compilação de todos os estudos de caso acompanhados ao longo do semestre

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos (CP) foram delineados em função dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular:
CP1 corresponde ao O1, O2, O3, e O5
CP2 corresponde ao O4
CP3 corresponde ao O6
CP4 corresponde ao O1
No CP1 o aluno deverá fazer o acompanhamento individual de pacientes seguidos em contexto hospitalar.
No CP2 o aluno deverá participar de forma ativa nas reuniões de discussão de estudo de caso.
No CP3 o aluno em contexto de grupo, deverá idealizar, planear e implementar um projeto de prevenção.
No CP4 o aluno deverá construir um dossier de ensino clínico com a compilação de todos os estudos de caso acompanhados ao longo do semestre.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Estágio clínico e orientação tutorial:
- Avaliação contínua, compreendendo o desempenho do aluno no estágio e participação em orientações tutoriais
Avaliação:
Época normal
Orientação de 6 casos clínicos (com recurso ao COMPEC-TF) + participação nas reuniões de monitorização clínica (15%) + dossier de estágio (50%) - 65%.
Participação ativa e assertiva no projeto na comunidade - 20%.
Apresentação e defesa do dossier final de estágio - 15%.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Estágio clínico
Metodologia participativa, na qual se pretende que os alunos apliquem os conhecimentos adquiridos, através de reflexões críticas e análise de situações específicas e reais, na resolução de problemas concretos e de desenvolvimento, com vista à prática clínica futura.
Orientação tutorial
Metodologia interrogativa e participativa, onde se pretende dar orientações e fazer o acompanhamento de trabalho dirigido a cada um dos alunos, com vista a fomentar um raciocínio refletido, com base nos conhecimentos anteriormente adquiridos e na pesquisa bibliográfica específica.

Bibliografia:

É de consulta obrigatória a bibliografia referenciada para as unidades curriculares nucleares do curso, nomeadamente:
- Psicolinguística e Desenvolvimento da Linguagem;
- Fonética e Fonologia;
- Voz, Motricidade Orofacial e Deglutição;
- Comunicação e Linguagem na Criança;
- Neurologia e Patologias Neuromotoras
- Audiologia
- Linguagem e Comunicação no Adulto.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

O1. Levar a cabo um projeto de prevenção e/ou sensibilização sobre terapia da fala, na comunidade
O2. Possuir conhecimentos e capacidade de compreensão sobre o papel do Terapeuta da Fala nos domínios relacionados com as perturbações da comunicação humana e da deglutição; ser completamente autónomo nas atividades terapêuticas que fazem parte do perfil de atuação do Terapeuta da Fala; ser capaz de pesquisar e refletir do ponto de vista clínico, de forma a fundamentar as suas medidas de atuação.
O3. Ser capaz de defender oralmente o dossier clínico;
O4. Seminários de preparação ao projeto de graduação

Conteúdos programáticos:

CP1 - Idealização de um projecto de prevenção e/ou sensibilização sobre a Fonoaudiologia, na comunidade
CP2. Estágio clínico
CP3 - Defesa oral do dossier clínico
CP4 - Seminários

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

CP1 corresponde ao O1
CP2 corresponde aos O2
CP3 corresponde ao O3
CP4 corresponde ao O4
No CP1 o aluno em contexto de grupo, deverá idealizar, planear e implementar um projeto de prevenção.
No CP2 o aluno deverá fazer o acompanhamento individual de pacientes e participar de forma ativa nas reuniões de discussão de estudo de caso.
No CP3 o aluno deverá ser capaz de defender o dossier clínico.
No CP4 o aluno deverá acompanhar os seminários durantes as duas primeiras semanas de aulas sobre metodologias de investigação.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Estágio clínico e orientação tutorial:
- Avaliação contínua, compreendendo o desempenho do aluno no estágio e participação em orientações tutoriais
Avaliação:
Época normal
- Idealização de um Projeto de prevenção e/ou sensibilização sobre Terapia da Fala, na comunidade + monitorização clínica - (25%+15%) - 40%
- Estágio Clínico - construção de um dossier de estágio, segundo avaliação através do COMPEC-TF) – 45%
- Defender oralmente, perante duas docentes das ESS-FP, o dossier clínico realizado em Instituição externa e/ou na clínica pedagógica de terapia da fala da ESS-FP - 15%

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Estágio clínico
Metodologia participativa, na qual se pretende que os alunos apliquem os conhecimentos adquiridos, através de reflexões críticas e análise de situações específicas e reais, na resolução de problemas concretos e de desenvolvimento, com vista à prática clínica futura.
Orientação tutorial
Metodologia interrogativa e participativa, onde se pretende dar orientações e fazer o acompanhamento de trabalho dirigido a cada um dos alunos, com vista a fomentar um raciocínio refletido, com base nos conhecimentos anteriormente adquiridos e na pesquisa bibliográfica específica.

Bibliografia:

É de consulta obrigatória a bibliografia referenciada para as unidades curriculares nucleares do curso, nomeadamente:
- Psicolinguística e Desenvolvimento da Linguagem;
- Fonética e Fonologia;
- Voz, Motricidade Orofacial e Deglutição;
- Comunicação e Linguagem na Criança;
- Neurologia e Patologias Neuromotoras
- Audiologia
- Linguagem e Comunicação no Adulto.

Objetivos de aprendizagem:

Capacidade de elaborar um encaminhamento de um projeto de estudo : identificação correta das contingências de investigação, gestão das mesmas e definição clara do central vs secundário; planeamento das acções a levar a cabo bem como do local e forma de recolha de informações. A UC visa promover a capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente na sua área de estudo, que os habilite a fundamentarem as soluções que preconizem e os juízos que emitem, incluindo na análise os aspectos sociais científicos e éticos relevantes

Conteúdos programáticos:

1. Metodologia científica: porquê a necessidade de um método?
2. A delineação de um projecto de pesquisa
2.1. A escolha do tema: selecção e delimitação
3.1.recolha de informação; formulação de questões
3.2.recolha de informação; elaboração de um plano de assunto
3.4.recolha de informação; elaboração de um plano de actividades

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Capacidade de elaborar um encaminhamento de um projeto de estudo : identificação correta das contingências de investigação (pontos 1 e 2), gestão das mesmas e definição clara do central vs secundário; planeamento das acções a levar a cabo bem como do local e forma de recolha de informações (pontos 2.1, 2.2, 2.3 e 2.4). Os discentes devem assim desenvolver: capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, e desenvolver competências que lhes permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como não especialistas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Aulas Orientações tutoriais com promoção de elevado graus de interacção com os discentes de modo a promover discussão dos temas abordados, nomeadamente por referência ás situações específicas de investigação do discente; a avaliação constitui-se pela elaboração e defesa oral do projeto de graduação (100%)A avaliação relevará da capacidade do discente em aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão adquiridas, que deve evidenciar uma abordagem profissional ao trabalho desenvolvido na sua área vocacional.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A natureza do programa é eminentemente prática o que se coaduna com o tipo de aulas; a avaliação por via da apresentação faseada doa proposta de PG visa o desenvolvimentos das capacidades enunciadas nos Objetivos. Tal estratégia de leccionação/aprendizagem visa desenvolver nos discentes a capacidade de resolução de problemas no âmbito da sua área de estudo, e de constituírem e fundamentarem a sua própria argumentação.

Bibliografia:

Eco, U (1984) - Como se faz uma tese em ciências humanas. Lisboa: Editorial Presença.
Cervo, A L, Bervian, P, (1983), Metodologia científica : para uso dos estudantes universitários : McGraw-Hill
Fortin, Marie-Fabienne (2000) - O processo de investigação: da concepção à realização. Loures: Lusociência.
Hoddy, E T. (2019), Critical Realism in Empirical Research: Employing Techniques from Grounded Theory Methodology, In International Journal of Social Research Methodology, v22 n1 p111-124
Marchioro, P. (2017) Metodologia das ciências sociais ontem e hoje: revisões e apontamentos para novas práticas. In: Revista Latinoamericana de Metodología de la Investigación Social: ReLMIS, Nº. 13.
Mohajan, H K. (2018), Qualitative research methodology in social sciences and related subjects.Journal of Economic Development, Environment & People., Vol. 7 Issue 1, p23-48.