UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

- Impulsionar o desenho livre e a representação do real como instrumento de apreensão espacial
- Criar as bases para a sua utilização como um meio de concretização de ideias, conceito e espaços.
- Desenvolver a capacidade de observação e trabalhar a percepção no sentido de criar uma consciência crítica e corrigir erros de percepção.
- Desenvolver a sensibilidade estética, reforçando a expressão e a componente simbólica e poética próprias.
- Explorar técnicas de representação e expressão gráfica, utilizando correctamente cada material
- Enquadrar a componente prática como elemento complementar da disciplina de projecto

Conteúdos programáticos:

- Representar através de um conjunto de instrumentos de expressão plástica a realidade envolvente.
- Produzir desenhos como síntese dos processos de apreensão do espaço.
- Garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido e estabelecer sessões de debate/crítica colectiva.
- Incentivar os discentes para que os conhecimentos e competências adquiridas pelo aluno sejam sintetizados através de exposição das suas
experiências/desenhos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A disciplina de "Design I" está estruturada de forma a conceder ao aluno as noções e técnicas elementares de representação de forma a permitir que o desenho possa ser usado como uma "ferramenta" prática da disciplina de projecto.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Contínuo

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O desenho associado à prática projectual contribuirá sempre para uma melhoria das capacidades de representação e expressão, bem como da própria qualidade do projecto.

Bibliografia:

[1] Arnheim, R (1980), “ Arte e Percepção Visual”, S. Paulo , Ed. Pioneira.
[2] Betti, C. E Sale T.( 1986),“Drawing – a contemporary approach”, ed. Fort worth.
[3] Edwards, B. (1984), “ Aprender a dibujar” Madrid, ed. Hermann Blume.
[4] Godfrey, T. (1990), “ Drawing today”, USA, Phaidon Inc Ltd.
[5] Leymarie, J. et al. (1979), “ Le dessin”, Skyra,
[6] Massironi, Manfredo (1993), “ Ver pelo desenho”, Lisboa, Edições 70.

Objetivos de aprendizagem:

Pretende-se com esta unidade curricular que o aluno encare e utilize a Geometria não só como via de compreensão e representação de formas e espaços, mas também como instrumento indispensável no ato de fazer e pensar a Arquitetura.
Assim, com esta unidade curricular o aluno deverá ser capaz de:
- Realizar construções geométricas com rigor, utilizando as técnicas de execução e representação adequados;
- Selecionar o tipo de representação mais adequado a um determinado objeto, sendo este real ou imaginário;
- Utilizar, de modo apropriado, diferentes sistemas de projeção;
- Produzir perspetivas rigorosas de objetos e espaços construídos;
- Interpretar e utilizar diferentes escalas de representação.
- Identificar, analisar e entender composições geométricas em projetos de arquitetura e/ou obras construídas.

Conteúdos programáticos:

1. Introdução à geometria
O que é a Geometria; os elementos visuais de comunicação: ponto, linha, plano; noção de horizontalidade, verticalidade e obliquidade; noção de perpendicularidade e ortogonalidade, relações entre retas ou segmentos de reta.
2. Construções geométricas
Divisão de retas e ângulos (mediatriz, bissetriz, etc.); desenho de polígonos; tangentes; espirais; elipse; arcos.
3. Escalas de representação
Escala gráfica; escala numérica; escala real ou “natural”; escalas de redução e ampliação.
4. Projeções geométricas planas
Noção de projeção e sistema de projeção; sistema de múltipla projeção ortogonal; esboço de volumes através de perspetivas rápidas.
5. Normalização
Normas portuguesas (NP); normas europeias (EN); normas ISO; tipos e formatos de papel; tipos de linhas; legendas, margens e esquadrias; cotagem de desenhos; dobragem de desenhos; escalas de desenho.
6. Sombras técnicas
Conceitos básicos; sombra de uma linha; sombra de um cubo; sombra de múltiplos cubos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Após a introdução ao tema e aos conceitos principais, o aluno aprende processos de representação rigorosos para realizar construções geométricas. O conhecimento de diversos processos permite-lhe conhecer as regras e lógicas das construções geométricas, bem como adquirir destreza para as colocar em prática, sabendo escolher o método mais adequado de construção e representação geométricas na resolução de problemas arquitetónicos. Complementando os conhecimentos descritos anteriormente com domínio de escalas e a noção de normas existentes, o aluno adquire competências para executar adequadamente representações de objetos, bem como a destreza para as utilizar no desenvolvimento dos seus pensamentos arquitetónicos.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas teóricas baseiam-se sobretudo no método expositivo com amplo incentivo ao debate e discussão. As aulas teórico-práticas e práticas baseiam-se no método expositivo, com demonstração de exercícios, sendo os mesmos repetidos pelo aluno.
A avaliação consiste na realização de dois momentos de avaliação: testes teórico-práticos, sendo constituídos por perguntas de desenvolvimento escrito e exercícios de representação/construção geométricas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A realização de exercícios de construções geométricas permite ao aluno assimilar os processos e normas de representação, bem como experimentar diversos métodos e técnicas de execução. Assim, o aluno adquire os conhecimentos da Unidade Curricular e simultaneamente desenvolve o espírito crítico e de análise para os colocar em prática do modo que entender mais apropriado ao longo do seu percurso de aprendizagem, de forma transversal ao longo do curso.

Bibliografia:

[1] ABAJO, F. Javier Rodriguez (1993), “Geometria Descriptiva - Tomo 2: Sistema de planos acotados”, San Sebastian, Editorial Donostiarra SA, 11ªedição.
[2] CARVALHO, Benjamim de A. (1985) “Desenho Geométrico”, Rio de Janeiro, Livro Técnico.
[3] CUNHA, Luís Veiga da (1994) “Desenho Técnico”, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.
[4] FERREIRA, Patrícia, (2001) “Desenho de Arquitectura”, Rio de Janeiro, Livro Técnico
[5] IZQUIERDO A., Fernando, (1980) “Geometria Descriptiva”, Madrid, Editorial Dossat, SA.
[6] MAGUIRE, D.E., (1981) “Desenho Técnico”, São Paulo, Hemus.
[7] MORAIS, José M. Simões (1999), “Desenho Técnico Básico 3”, Porto, Porto Editora, 22ª edição.
[8] POTTMAN, H., ASPERL, A., HOFER, M., KILIAN, A. (2007), “Architectural Geometry”, Exton – Pennsylvania USA, Bentley Institute Press.
[9] RICA, Guilherme (2009), “Geometria Descritiva – Método do Monge”, Lisboa, Calouste Gulbenkian/Dinapress, 4ª edição.

Objetivos de aprendizagem:

1. Fundamentar a ideia de que a arte é histórica e o seu significado variável conforme as épocas e as culturas;
2. Incentivar a curiosidade e o contacto com a arte através de visitas e leituras sobre a arte;
3. Tomar contacto com a linguagem própria da arte em cada época;
4. Perceber a importância da teoria como base das boas práticas da arquitectura.

Conteúdos programáticos:

Um percurso através da história da arte ocidental, acompanhado pelo contacto pessoal e directo com determinadas obras e com o pensamento sobre a arte e a cultura em geral produzido através dos tempos. Guiados pelos períodos identificados pelos historiadores da arte ao longo do tempo, procurar-se-á entender esses períodos, estilos e características com o movimento social e cultural, de modo a entender que a história da arte não pode ser entendida fora do berço temporal e espacial que lhe dá origem.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Uma aprendizagem da história da arte puramente teórica é insuficiente, do mesmo modo que uma aprendizagem apenas pelo contacto com as obras de arte, sem um suporte crítico, seria igualmente deficiente. Pretende-se que os alunos tenham noção dos momentos importantes da história da arte, e respectivo enquadramento social e cultural, mas tenham contacto directo com as grandes obras, das diversas artes. A organização do plano desta disciplina procura contemplar este dois aspectos.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

O método de ensino compreende-se entre a exposição do professor, a investigação dos alunos (que apresentarão em aula, sujeito a avaliação, o resultado dessa investigação) e o contacto com algumas formas de manifestação artística (e apresentação escrito dum breve relatório desse contacto, também elegível para a avaliação). Um teste único pretende avaliar o modo como cada aluno é capaz de pensar a história da arte nas suas várias etapas e características.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Se os objectivos de ensino desta disciplina passam pela assimilação das ideias mais importantes de cada período da história da arte, e do despertar do interesse pela arte em geral, a metodologia escolhida, que visa a responsabilização e trabalho pessoal de compromisso dos alunos com a disciplina, realiza satisfatoriamente essa coerência.

Bibliografia:

JANSON, H. W.: História da Arte [1962] Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1992;
LIPOVETSKY, G. e SERROY, J.: O capitalismo estético na era da globalização [2013], Lisboa, Edições 70, 2014, pp. 43-148.
BATAILLE, G.: O nascimento da arte, Lisboa, Sistema Solar, 2015.
LE GOFF, J.: O nascimento do Purgatório [1981], Lisboa, Editorial Estampa, 1993, pp. 15-28;
SILVA, A.: Vida de Miguel Ângelo [1942] Lisboa, Ulmeiro, 1989.
D’ORS, E.: Lo barroco [1935] Madrid, Tecnos, 2002.
VARGAS LLOSA, M.: O paraíso na outra esquina, Lisboa, D. Quixote, 2003.
VAN GOGH V.: Lettres à son frère Théo, Paris, Gallimard, 1956.
DUCHAMP, M.: Engenheiro do tempo perdido [1966] Lisboa, Assírio e Alvim, 1990.
FRANCE, M.: As dez invenções de Picasso, Lisboa, Bizâncio, 2017.
JIMENEZ, M.: A querela da arte contemporânea [2005] Lisboa, Orfeu Negro, 2021.
SPAWFORTH, T.: Uma nova história do mundo clássico [2018] Lisboa, Alma dos Livros, 2021.

Objetivos de aprendizagem:

Conhecimento e capacidade de compreensão sobre as fases e características específicas da metodologia científica.
Aplicação dos conhecimentos e compreensão na elaboração de um trabalho científico.
Capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, de forma a produzir um trabalho científico.
Competência para comunicar de forma escrita / oral de modo estruturado, organizado e abrangente a vários a públicos.
Competências de autoaprendizagem, especificamente na recolha e tratamento da informação.
A componente prática de MTC treina os alunos para a utilização de ferramentas de produtividade pessoal, e fornece um conjunto alargado de conceitos e técnicas que permitirão ao aluno adquirir competências específicas para explorar as potencialidades das ferramentas colaborativas, utilização eficiente da interactividade e a integração no âmbito das diversas aplicações informáticas abordadas.

Conteúdos programáticos:

COMPENENTE TEÓRICA E TEÓRICO-PRÁTICA:
1. Metodologia do trabalho científico
1.1 Leitura, recolha e tratamento de informação.
1.2 A pesquisa bibliográfica e normas de referenciação.
1.3 Características gerais do discurso científico.
1.4 Estruturação de um trabalho científico: escrito e oral.
2. A produção textual:
2.1 Tipologias textuais necessárias à especificidade do curso.
2.2 Regras e questões de expressão escrita
2.3 Técnicas de resumo e expansão de ideias.
Prática
1.Utilização dos Recursos Bibliográficos Electrónicos
2. Introdução às bases de dados científicas para pesquisa bibliográfica
3. Ferramentas colaborativas: cloud
4. Noções legais e outros temas relevantes
5. Word
6. PowerPoint
7. Excel

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objectivos formulados, visto que visam as duas áreas principais: a metodologia do trabalho científico e o desenvolvimento das competências de leitura e escrita.
Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais, necessárias e coerentes para o atingir dos objectivos formulados, tendo em conta que os principais tópicos incluídos no programa incluem, para além de ferramentas colaborativas, as conhecidas aplicações essenciais: Microsoft Word, PowerPoint e Excel.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas da componente teórica e teórica-prática assentam na exposição dos principais conteúdos e na sua aplicação por via de pequenos exercícios; é dado relevo à leitura e análise de textos e à produção textual em sala de aula.
Os alunos são avaliados através de uma prova escrita e de um trabalho escrito, com apresentação em sala de aula (simulação de um 'conference paper'):
1 teste escrito: 50%
1 trabalho: 50%
Nas aulas da componente prática recorre-se a uma metodologia eminentemente prática, de modo a introduzir os conhecimentos que facilitam a percepção dos princípios fundamentais da disciplina, das aplicações e das tecnologias que as suportam e dos métodos e das ferramentas necessárias ao seu desenvolvimento.
A avaliação será efectuada ao longo do semestre através da realização de uma prova escrita e da participação nos exercícios das aulas.
PONDERAÇÃO GERAL DA UC - AVALIAÇÃO:
COMPONENTE TEÓRICA+TEÓRICO PRÁTICA: 50%
COMPONENTE PRÁTICA: 50%

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Sendo uma unidade curricular transversal e de natureza prática, as metodologias de ensino referidas são coerentes com os objectivos da disciplina. O objectivo é que os alunos adquiram as competências genéricas desta unidade curricular, as quais abarcam conhecimentos que integram a comunicação e a informática.
As metodologias propostas estão em coerência com os objectivos formulados para a unidade curricular dado que apostam na interpretação, no conhecimento, no aprofundamento e no aperfeiçoamento de diversas ferramentas relacionadas diretamente com a disciplina de Informática, abrangendo temas ou conteúdos pertinentes e necessários nesta área científica.

Bibliografia:

Cunha, C. e Cintra, L. F. L. (2015). Nova Gramática do Português Contemporâneo. Lisboa, Edições Figueirinhas.
Freixo, J. V,(2018) (5ªed.) Metodologia Científica: Fundamentos, métodos e técnicas.Instituto Piaget.
Gonçalves et al. (2021) Manual de Investigação Qualitativa. Pactor.
Quivy, R. & Van Campenhoudt, L. (2018) Manual de Investigação em Ciências Sociais. Gradiva.
Universidade Fernando Pessoa. Manual de elaboração de trabalhos científicos. [Em linha]. Disponível em http://www.ufp.pt/
Parte Prática
Grant, A.E. and Meadows, J.H. eds., 2020. Communication technology update and fundamentals. Routledge.

Objetivos de aprendizagem:

A disciplina de Projeto I, enquadra-se nas orientações programáticas das unidades curriculares da área científica de Projeto e cuja especificidade decorre do seu carácter introdutório/iniciático nas questões do projeto e do espaço arquitetónico, tendo por objetivos: - Dominar um conjunto alargado de instrumentos e ferramentas de projetação;
- Organizar o processo individual de projeto;
- Identificar as diferentes componentes do espaço;
- Utilizar os elementos primordiais de composição arquitetónica;
- Comunicar o projeto de forma verbal, escrita e gráfica;
- Enquadrar e fundamentar teoricamente o projeto.

Conteúdos programáticos:

O conteúdo programático visa introduzir o aluno nas matérias do projeto arquitetónico despertando para a necessidade duma racionalização que confira consistência entre ideia e proposta, fundada na lógica e rigor e na persecução dos objetivos enunciados.
Metodologias e técnicas de representação:
Materiais e suportes de desenho;
Sistemas gráficos de representação;
Linha, volume e forma;
Desenho de observação;
Registo gráfico manual
Técnicas de representação;
Comunicação visual.
Espaço arquitetónico:
O homem contemporâneo e a organização do seu espaço;
Estrutura e composição – cheios/vazios, dinâmico/estático, tensão/equilíbrio e unidade;
Espaço interno e espaço externo.
O homem como escala:
O corpo humano e a sua relação com o espaço;
A medida e relações métricas;
Módulor;
Ergonomia.
Do desenho ao processo criativo:
O desenho como instrumento de projeto;
Modelos tridimensionais como instrumento de projeto;
A forma – dimensão funcional e conceptual;
(cont.)

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A coerência está fundada na matriz organizativa do conjunto dos exercícios/trabalhos práticos (EP) e teóricos (ET) que transferem para o aluno as matérias do programa por via da sua manipulação em sede dos acima referidos.
TP 1_O ABRIGO
TP 2_REPORTAGEM
TP 3_O HABITÁCULO
TT 1_ANÁLISE CRÍTICA DE OBRA LITERÁRIA
TT 2 _PORTFÓLIO

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Com o conjunto dos exercícios e o acompanhamento individual da sua execução, em sala de aula, exercita/estimula-se:
A partilha e crítica dentro do coletivo turma
Desbloquear do instrumental de representação gráfica e comunicação;
O recurso ao desenho no processo de construção do projeto;
A utilização do processo como um mecanismo de aferição permanente;
A leitura e integração do contexto no projeto;
O rigor discursivo da representação e conceção do espaço;
A procura/investigação de referências.
Nas aulas teórico-práticas são realizadas técnicas expositivas, descritivas e demonstrativas.
Nas aulas práticas laboratoriais de projeto, é realizado um acompanhamento individual e coletivo dos alunos, onde são discutidos os trabalhos.
O ritmo com que os alunos atingem os objetivos cumulativos propostos é verificado através de um processo de avaliação contínua.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As capacidades cognitivas e motivacionais são fatores determinantes na realização e alcance dos objetivos curriculares assim como os processos metacognitivos que coordenam as capacidades cognitivas, pelo que um dos princípios basilares da disciplina de Projeto I é o de que o processo fundado na autocrítica e na prática é o meio através do qual se chega ao projeto. Isto significa que os exercícios de Projeto I são dispositivos que possibilitam ao aluno a construção do seu processo individual e autonomização crítica.
A disciplina de Projeto I está fundada em grande medida na aplicação dos diversos modos de representação gráfica e promove a sua continuidade experimental, em paralelo com o aprofundamento de sistemas de conhecimento formais e pessoais que permitam a sustentação analítica, critica e teórica dentro do discurso do entendimento do projeto arquitetónico.
A utilização do desenho como instrumento de desenvolvimento do processo criativo e de pesquisa ao serviço dos mecanismos intelectuais de construção de uma ideia e de um projeto é fundamental na formação do aluno, deste modo privilegiar-se-á o desenho como um dos instrumentos indispensáveis para a construção do projeto.
O cumprimento de quadro de referência para os objetivos de aprendizagem é possível por via da prática pedagógica assente no acompanhamento permanente e continuado do processo individual de cada aluno e na sua orientação fundada no rigor e exigência relativamente à metodologia enunciada no ponto anterior. Desta forma é possível o aluno identificar/reconhecer as suas debilidades e potencialidades e consequentemente construir, sobe a orientação do docente, mecanismos que lhe permitam evoluir.

Bibliografia:

[01] RASMUSSEN, Steen Eiler, “Viver a Arquitectura”, Caleidescópio, 2007
[05] MUNARI, Bruno, "Das coisas nascem coisas", Edições 70, Lisboa, 1981 [BFP 7.05/MUN/934]
[06] WERMER ; Vogel, Gunther Mueller, "Atlas de Arquitectura 1 e 2" , Alianza editorial, Madrid, 1996 [BFP 72.03(084.4) MUL]
[07] CARNEIRO, Alberto; TÁVORA, Fernando; MORENO, Joaquim ; [org.] ""Desenho Projecto de Desenho" Instituto de Arte Contemporânea, D.L. 2002 [BFP 72.02 CAR]
[08] " SIZA, Álvaro ; pref. Vittorio Gregotti. " Imaginar a evidência" - Lisboa : Edições 70, 2000 [BFP BFP 72.036/SIZ/578 ]
[09] CULLEN, Gorden, “Paisagem Urbana”, Edições 70, Lisboa, 1971 [BM 711/CUL/1170]
[10] CHING, Francis D.K., “Representação gráfica para desenho e projecto”, Editorial Gustavo Gili, Barcelona, 2001 [BFP 72.02/CHI/15668]

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Com esta unidade curricular, pretende-se integrar os conhecimentos teóricos do desenho técnico com a ferramenta informática para suporte ao trabalho de projecto, conferindo competências aos jovens arquitectos que contribuam para a sua integração na atividade profissional.
Os estudos a realizar basear-se-ão na exploração de um programa de desenho assistido por computador (CAD), com o objectivo de dominar a ferramenta, permitindo ao aluno desenhar de forma rigorosa as peças que compõem o projecto de arquitectura. Simultaneamente serão abordadas noções de gestão de informação e de organização dessas mesmas peças.
Será abordada a normalização do desenho técnico, permitindo a expressão gráfica adequada através do meio informático aliado à linguagem gráfica de projecto de arquitectura.
No final do semestre, o aluno deverá dominar a ferramenta e ser capaz de representar corretamente, de acordo com as normas estabelecidas, desenhos técnicos de projecto de arquitectura.

Conteúdos programáticos:

A - DESENHO TÉCNICO (Opcional para alunos de Arquitectura)
1.O Desenho Técnico
2.Normalização
3.Construções Geométricas
4.Classificação das projecções geométricas planas
5.Introdução aos sistemas de projecção
6.Leitura de projectos de arquitectura e engenharia
7.Desenho de projectos de arquitectura e engenharia
8.Cotagem de desenhos em arquitectura e engenharia
B - DESENHO ASSISTIDO POR COMPUTADOR – “AUTOCAD”
1.Introdução ao Desenho Assistido por Computador
2.Arquitectura do Programa
3.Definição de parâmetros
4.Entrada de dados geométricos
5.Facilidades de desenho
6.Comandos de Visualização
7.Comandos de Edição
8.Preenchimento de áreas (Tramas)
9.Dimensionamento e cotagem de desenhos
10.Agrupamento de entidades em Blocos de desenho
10. Impressão de desenhos em Autocad. Configuração dos parâmetros de impressão.pressão.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

No final do semestre o aluno deverá ser capaz de:
- Possuir capacidades de análise de desenhos técnicos;
- Possuir conhecimento das normativas do desenho técnico;
- Apresentar capacidade de produção de desenhos técnicos rigorosos;
- Possuir capacidade de produção de peças de apresentação de desenhos técnicos;
- Desenvolver uma postura criativa e de composição de apresentação dos trabalhos com a qualidade e domínio do desenho digital.
- Demonstrar capacidade de organização no uso da ferramenta (autocad) e na preparação dos desenhos de projeto

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As “aulas práticas”, deverão ser baseadas no encaminhamento do aluno, para que este atinja os objectivos desta unidade curricular. O aluno deverá ir expondo o seguimento dos seus trabalhos para que surjam momentos de crítica, diálogo e reflexão colectiva.
As aulas teóricas deverão apoiar e fundamentar as aulas práticas através da exposição breve dos assuntos a serem desenvolvidos durante as aulas para que a participação do aluno, nas mesmas, seja garantida. Os conhecimentos e competências adquiridas pelo aluno serão sintetizadas na exposição gráfica, escrita e oral, bem como na apresentação/debate relativa a quatro momentos de avaliação em datas a agendar.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A componente prática desta unidade curricular é centrada fundamentalmente no processo de elaboração de vários exercícios práticos, que terão como base fundamentada para o seu desenvolvimento, os conteúdos teóricos expostos no decorrer das aulas. Serão também elaboradas provas práticas de desenho, com a finalidade de expor os conhecimentos adquiridos dos vários conteúdos programáticos.
O processo de definição dos conteúdos teóricos desta unidade curricular, bem como as metodologias de ensino adoptadas, tiveram em elevada consideração a sua aplicabilidade no exercício prático de fazer e pensar arquitectura, sendo que o conhecimento adquirido nesta disciplina será fundamental na sua relação/coerência com os restantes conteúdos programáticos de outras unidades curriculares, salientando-se as disciplinas de Projecto.
Assim, esta metodologia de ensino adoptada, num contexto de turmas compactas e de grande proximidade docente/discente, permite aos alunos uma aquisição continuada de conhecimentos e competências enquadráveis no âmbito dos objectivos de aprendizagem desta unidade curricular.

Bibliografia:

[1] GARCIA, José (2015) “AutoCAD 2015 e AutoCAD LT 2015: curso completo”, Lisboa, Editora de Informática
[2] SANTOS, José (2015) “AutoCAD 2016 & 2015: guia de consulta rápida”, Lisboa, Editora de Informática
[3] SILVA, Arlindo [et al.] (2004) “Desenho Técnico Moderno”, Lisboa, Lidel, Edições Técnicas
[4] CUNHA, Luís Veiga da (1994) “Desenho Técnico”, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian
[5] MORAIS, José M. Simões (1999), “Desenho Técnico Básico 3”, Porto, Porto Editora, 22ª edição
[6] MAGUIRE, D.E., (1981) “Desenho Técnico”, São Paulo, Hemus
[7] FERREIRA, Patricia, (2001) “Desenho de Arquitectura”, Rio de Janeiro, Livro Técnico
[8] BIELEFELD, Bert, (2007) “Basics Technical Drawing”, Suiça, Birkhäuser
[9] NEUFERT, Ernst, (1998) “Arte de Projectar em Arquitectura”, São Paulo, Gustavo Gili
[10] RODRIGUES, Maria João Madeira (1996) “Vocabulário Técnico e Crítico de Arquitectura”, Lisboa, Quimera

Objetivos de aprendizagem:

No seguimento de Desenho I (1º Semestre), pretende-se que o aluno encare e utilize o Desenho não só como via de compreensão e representação de formas e de espaços, mas também como instrumento indispensável no acto de fazer e pensar arquitectura.
No final do semestre o aluno deverá ser capaz de:
- Representar através de um conjunto de instrumentos de expressão plástica a realidade envolvente;
- Produzir desenhos como síntese dos processos de apreensão do espaço;
- Garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido;
- Desenvolver as competências de expressão plástica através do desenho enquanto instrumento de comunicação e registo do real (apreensão espacial) bem como do registo de ideias (conceitos e espaços);
- Associar os conteúdos programáticos com outros, nomeadamente nas Unidades Curriculares de Projecto de Arquitectura.

Conteúdos programáticos:

1. A representação do espaço
1.1. Desenho do lugar
1.2. Desenhos com visão múltipla
1.3. Sistemas gráficos de representação
2. Desenho Arquitectónico
2.1. Desenho da concepção da forma e apreensão do contexto construído
2.2. Dimensões, formas e movimentos
2.3. Adaptação do desenho ao processo criativo
3. Noções de sistemas e conceitos de uso da cor
3.1. A utilização da cor na história
3.2. A utilização da cor no objecto arquitectónico
3.3. Estrutura da Cor
3.4. Espectro das cores visíveis
3.5. Círculo cromático ou círculo das cores

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A disciplina de desenho visa:
- Capacitar o aluno para o acto criativo e desenvolvimento dos actos projectuais através do desenho;
- Desenvolver modos de ver, de observar e de comunicar usando o desenho como instrumento experimental na representação de um lugar, sublinhando a vertente expressiva e compositiva das imagens;
- Promover a representação do espaço, considerando processos conceptuais, subjectivos e artísticos de desenho através de metodologias que procurem a descoberta, através da pesquisa e experimentação;
- Dotar, a partir da linguagem universal do desenho, a expressividade e domínio técnico na construção abstracta ou real de imagens, permitindo potenciar princípios conceptuais sobre o projecto de arquitectura e potenciador de intencionalidades criativas;
- Usar a componente prática como complemento de outras disciplinas, nomeadamente de Projecto;
- Desenvolver sensibilidade estética, capacidade expressiva, bem como dimensões poéticas e simbólicas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A disciplina de Desenho II visa o aperfeiçoamento do desenho livre e a representação do real como instrumento de apreensão espacial, bem como a criação das bases para a sua utilização como um meio de concretização de ideias, conceito e espaços.
Ao longo do semestre serão explanados conteúdos teóricos no decorrer de todas as aulas, dos quais resultarão no desenvolvimento de exercícios, única e exclusivamente práticos.
Será feita uma análise dos resultados obtidos com crítica conjunta entre docente e alunos.
Serão ainda desenvolvidos trabalhos fora do espaço/tempo de aula, nomeadamente desenhos de observação, bem como outros exercícios sem espaço pré-definido.
Farão parte do ensino eventuais visitas de estudo a exposições e locais de interesse para a disciplina.
O método de avaliação da unidade curricular baseia-se no modelo da avaliação contínua e envolve a componente prática resultante de trabalhos realizados dentro e fora do espaço/tempo de aula.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A componente prática desta unidade curricular é centrada fundamentalmente no processo de elaboração de vários exercícios práticos, que terão como base fundamentada para o seu desenvolvimento, os conteúdos teóricos expostos no decorrer das aulas.
O processo de definição dos conteúdos teóricos desta unidade curricular, bem como as metodologias de ensino adoptadas, tiveram em elevada consideração a sua aplicabilidade no exercício prático de fazer e pensar arquitectura, sendo que o conhecimento adquirido nesta unidade curricular será fundamental na sua relação/coerência com os restantes conteúdos programáticos de outras unidades curriculares, salientando-se as disciplinas de Projecto.
Assim, esta metodologia de ensino adoptada, num contexto de turmas compactas e de grande proximidade docente/discente, permite aos alunos uma aquisição continuada de conhecimentos e competências enquadráveis no âmbito dos objectivos de aprendizagem desta unidade curricular.

Bibliografia:

[1] Arnheim, R (1980), “Arte e Percepção Visual”, S. Paulo , Ed. Pioneira
[2] Arnheim, R (1984), "Visual Thinking", Univ. Californica Press
[3] Betti, C. E Sale T.( 1986),“Drawing – a contemporary approach”, ed. Fort worth
[4] Edwards, B. (1984), “ Aprender a dibujar” Madrid, ed. Hermann Blume
[5] Godfrey, T. (1990), “ Drawing today”, USA, Phaidon Inc Ltd
[6] Massironi, Manfredo (1996), “ Ver pelo desenho”, Lisboa, Edições 70
[7] Leymarie, J. et al. (1979), “ Le dessin”, Skyra
[8] Rawson, Ph. (1990), “Diseño”, ed. Nerea
[9] Ruskin, J. (1999), “ Técnicas de dibujo”, ed. Laertes
[10] Speed, H. (1944), “ La pratica y la ciencia del dibujo”, Ed. Albatros
[11] Ching, Francis D. K. (1999), "Dibujo y proyeto", México, Gustavo Gili

Objetivos de aprendizagem:

Os alunos deverão ser capazes de:
-perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada;
-sintetizar algumas variantes e invariantes do processo histórico da arquitetura;
-identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo;
-distinguir e compreender noções como, espírito, estilo, práticas construtivas e de desenho e agentes, integrando-os nesses mesmos períodos;
-enquadrar historicamente, justificando-o, exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas legíveis.

Conteúdos programáticos:

1–Introdução
-apresentação - opções programáticas e expositivas;
-Arquitetura – o conceito e a sua historicidade;
2–Antiguidade
-Egito;
-Grécia clássica;
-Império Romano;
3–Idade Média
-Paleo-Cristão;
-Românico;
-Gótico;
4–Idade Moderna
-Renascimento;
-Maneirismo;
-Barroco;
-Rococó;
5–Era Contemporânea
-Neoclassicismo;
-Historicismo;
-Ecletismo.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objetivos formulados, dado que os tópicos incluídos no programa, como o conceito de Arquitetura e a sua historicidade em diferentes períodos cobrem os principais aspetos do estudo, o que habilita o aluno ser capaz de emitir juízos e perspetivar a análise histórica da arquitetura e de identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade será alvo de metodologias expositiva, descritiva e demonstrativa em aulas teóricas e teórico-práticas, de modo a apresentar e discutir alguns conhecimentos que facilitem uma perceção global do quadro interpretativo da História da Arquitetura, e desenvolver uma aproximação crítica à mesma.
Para obter aprovação a esta cadeira o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos. Para o garantir, terá de assegurar a assiduidade, particularmente nas aulas definidas como teórico-práticas, que correspondem a momentos de avaliação e acompanhamento do trabalho.
O ritmo e qualidade com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela presença e intervenção letiva, e verificada na prossecução de um paper e numa prova escrita.
A nota apurada resulta da classificação do trabalho (informada por quatro avaliações: dois pontos de situação, o paper e sua apresentação final) e prova escrita.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas procuram adequar a prática de transmissão de conhecimentos (contextual, crítica e marcada pela análise de exemplos específicos) e as formas de avaliação (quer o manuseamento de conteúdos formais, pelo teste escrito - mesmo assim privilegiando a conceptualização sobre a informação factual - quer pela aplicação individual a casos práticos, e sua exposição escrita e oral, no trabalho teórico-prático), aos objetivos de desenvolvimento de consciência analítica e crítica, assim como de competências de aprendizagem autónoma no campo da história da arquitetura.

Bibliografia:

[1] CHUECA GOITIA, F. (1982). Breve História do Urbanismo. Lisboa: Presença.
[2] GÖSSEL, P.; LEUTHÄUSER, G. (1996). Arquitectura no Séc. XX. Colónia: Taschen.
[3] HILLENBRAND, R. (2000). Islamic architecture: form, function and meaning, Edimburgo: Edinburgh University Press.
[4] MUMFORD, L. (1961). The City in History: its origins, its transformations, and its prospects. Nova York: Harcourt.
[5] NORBERG-SCHULZ, C. (1988). La signification dans l'Architecture Occidentale. Bruxelas: Pierre Mardaga.
[6] PATETTA, L. (1975). Storia dell'architettura - antologia critica. Milão: Fabri.

Objetivos de aprendizagem:

Nota prévia: a disciplina é lecionada ao nível Intermediate (B2), de acordo com o ‘Common European Framework of Reference’- CEFR
Competências genéricas: Comunicar, compreender e produzir mensagens em língua inglesa, tanto em contextos sociais, como profissionais. Utilizar a língua inglesa num conjunto de situações reais. Adotar uma atitude introspectiva e reflexiva, tendo em conta a realidade social e económica da comunicação e as suas gramáticas específicas.

Conteúdos programáticos:

1. Viagens
1.1. Viagens e cultura
1.2. Socializar
2. Conceitos espaciais e numéricos
2.1. Medidas, números e dimensões
3. Arquitetura
3.1. Arquitetura e edifícios
3.1.1 Casas e partes da casa
3.2. Arquitetura e meio ambiente
4. Projecto

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os items temáticos dos conteúdos programáticos visam como competências genéricas que os alunos comuniquem, compreendam e produzam mensagens em língua inglesa, tanto em contextos sociais, como profissionais, devendo ser capazes de utilizar a língua inglesa num conjunto de situações reais. Para este efeito, nesta unidade curricular, os estudantes são incentivados a adotar uma atitude introspetiva e reflexiva, tendo em conta a realidade social e económica da arquitetura. É objetivo da unidade curricular levar os estudantes a melhorar as suas competências comunicacionais em inglês, de modo a que consigam utilizar esta língua na realização de diversos contactos interpessoais, em diferentes contextos socioprofissionais, de forma a permitir o desempenho profissional em contexto internacional. Com a componente de projeto, pretende-se melhorar o trabalho de equipa, com utilização de uma segunda língua, especificamente em inglês.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Avaliação contínua OU exame.
Aulas teórico-práticas, com ênfase nas competências instrumentais: dialogar, ouvir, ler e compreender mensagens em língua inglesa. A avaliação é contínua, constituída por dois testes escritos e por duas apresentações orais. A nota final resulta da ponderação das várias prestações escritas e orais do estudante.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA:
• 2 TESTES:
- 1.º teste: reading comprehension + use of English (grammar and
vocabulary).
- 2.º teste: Writing, use of English, Listening.
• Participação e trabalhos em aula
• ORAL PRESENTATION: maio 2023

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

De forma a potenciar as competências específicas dos estudantes, a metodologia adotada (com ênfase na avaliação contínua de conhecimento) incentiva as aquisições de tipo instrumental, designadamente comunicar oralmente e por escrito, identificar e compreender mensagens, utilizando a língua inglesa num conjunto de situações socioprofissionais, bem como no acesso ao conhecimento. As metodologias eminentemente práticas desta disciplina têm como objetivo levar os alunos a interpretar circunstâncias e fenómenos comunicacionais relativos aos diferentes contextos culturais e linguísticos, adquirindo experiência na recolha, identificação e interpretação de informação proveniente de diferentes contextos culturais, desenvolvendo deste modo a autonomia de trabalho em diferentes contextos culturais, levando a uma maior compreensão e adaptação a diferentes ambientes culturais em que a comunicação seja efetuada em língua inglesa.

Bibliografia:

Hollet, V. and Sydes, J. “Tech Talk intermediate” Oxford
Eastwood, J. (2020). Oxford Practice Grammar – Intermediate. Oxford, Oxford University Press.
Glendinning, E.H. Technology (Oxford English for Careers), Oxford University Press
Glendinning, E.H. Technology 2 (Oxford English for Careers), Oxford University Press
Redman, S.. English Vocabulary in Use: pre-intermediate and intermediate. Cambridge: CUP.
McCarthy, M.; O'Dell, F.. English Vocabulary in Use: upper-intermediate. Cambridge: CUP.

Objetivos de aprendizagem:

A disciplina tem como objetivo o desenvolvimento e aprofundamento dos diferentes modos de representação gráfica já adquiridos na disciplina de Projeto I, por via de vários exercícios em que o projeto é apresentado como uma simulação do real, os alunos deveram desenvolver e exercitar os instrumentos de estudo, pesquisa e desenho para a construção do projeto. O desenho como instrumento de levantamento, análise e representação do lugar é uma ferramenta com a qual os discentes trabalharão durante todo o processo de construção do projeto.

Conteúdos programáticos:

Conceção e projeto de objeto arquitetónico.
Metodologia gráfica do projeto de arquitetura.
Relações de escala e de medidas.
O Desenho arquitetónico.
Regulamentos e condicionantes.
Elementos e objetos arquitetónicos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A coerência está fundada na matriz organizativa do conjunto dos exercícios práticos (EP) e teóricos (ET) que transferem para o aluno os conteudos do programa por via da sua manipulação em sede dos exercícios referidos.
Assim, associamos ao programa pedagógico três exercícios teóricos e um exercício prático:
EP_HABITAÇÃO UNIFAMILIAR - 75% (Dois pontos de situação e uma entrega final);
ET1_ESTUDO DE HABITAÇÃO UNIFAMILIAR - 10%;
ET2_PORTFÓLIO - 10%;
DESEMPENHO GERAL DO ALUNO - 5%.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Nas aulas teórico-práticas são realizadas técnicas expositivas, descritivas e demonstrativas. Nas aulas práticas laboratoriais, é realizado um acompanhamento individual e coletivo dos alunos, onde são discutidos os trabalhos.
Com o conjunto dos exercícios e o acompanhamento individual da sua execução, em sala de aula,
exercita/estimula-se:
A partilha e crítica dentro do coletivo turma
O aprofundamento dos instrumentos de representação e comunicação
A consolidação do desenho no processo de construção do projecto e leitura do lugar
A identificação do processo individual como um mecanismo de aferição permanente
A descodificação do lugar
O rigor discursivo da representação e conceção do espaço
A procura/investigação de referências
O ritmo com que os alunos atingem os objetivos cumulativos propostos é verificado através do processo de avaliação contínua.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As capacidades cognitivas e motivacionais são fatores determinantes na realização e alcance dos objetivos curriculares assim como os processos metacognitivos que coordenam as capacidades cognitivas, pelo que a disciplina de Projeto II insiste num dos princípios basilares que é o de que o processo fundado na autocrítica e na prática é o meio através do qual se chega ao projeto. Isto significa que os exercícios de Projeto II são dispositivos que possibilitam ao aluno a consolidação do seu processo individual e a crescente autonomização crítica.
Numa primeira etapa, a disciplina de Projeto II está fundada na continuidade da aplicação dos diversos modos de representação gráfica em paralelo com o aprofundamento de sistemas de conhecimento formais e pessoais que permitam a sustentação analítica, critica e teórica dentro do discurso do entendimento do projeto arquitetónico.
Numa segunda etapa, é fomentada a utilização do desenho como instrumento de desenvolvimento do processo criativo e de pesquisa ao serviço dos mecanismos intelectuais de construção de uma ideia e de um projeto é fundamental na formação do aluno, deste modo privilegiar-se-á o desenho como um dos instrumentos indispensáveis para a construção do projeto.
Finalmente, numa terceira etapa, o cumprimento de quadro de referência para os objetivos de aprendizagem é possível por via da prática pedagógica assente no acompanhamento permanente e continuado do processo individual de cada aluno e na sua orientação fundada no rigor e exigência relativamente à metodologia enunciada no ponto anterior. Desta forma é possível o aluno identificar/reconhecer as suas debilidades e potencialidades e consequentemente identificar, sobe a orientação do docente, os seus mecanismos que lhe permitam evoluir.

Bibliografia:

[1] QUARONI, Ludovico, “Proyectar un Edificio: Ocho lecciones de Arquitectura”, Madrid, Ed. Xarat.
[2] LYNCH, Kevin, “A imagem da cidade”, Ed. 70, Lisboa, 1960.
[3] CULLEN, Gorden, “Paisagem Urbana”, Ed. 70, Lisboa, 1971; ref UFP: BM 711/CUL/1170
[4] TAVORA, Fernando, “Da Organização do Espaço”, 2ª Ed. ESBAP, 1982; ref UFP: BM 72.01/TAV/131
[5] ZEVI, Bruno, “Saber ver a Arquitectura”, Lisboa, Ed. Arcádia, 1977; ref UFP: BM 72.01/ZEV/463
[6] MUNARI, Bruno, “Das coisas nascem coisas”, Ed. 70, Lisboa, 1981; ref UFP: BM 7.05/MUN/934
[7] ROSSI, Aldo, “ La Arquitectura de la Ciudad”, Ed. GG, Barcelona, 1982; ref UFP: BFP 72/ROS/45
[8] BERGER, Jonh, “Modos de Ver”, Ed. 70, Lisboa, 1980; ref UFP: BM 7.01/MOD/7127
[9] NEUFERT, Ernst, “Arte de proyectar en arquitectura”, Ed. GG, Barcelona, 1983; ref UFP: BFP 72.012/NEU/55

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Promover conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que, sustentando-se nos conhecimentos de nível secundário, os desenvolva e aprofunde. Assim, a UC visa promover a capacidade de definição da área de conhecimento da Antropologia, quer ao nível de objecto quer ao nível de metodologia geral. Produzir entendimento de como os diferentes paradigmas teóricos dentro das Ciências Sociais, em geral, e na Antropologia em particular, focalizam e conceptualizam o espaço de modo diferente e diverso.Desenvolver a capacidade de entendimento e problematização das correntes teóricas abordadas numa perspectiva de aplicação das construções teóricas ao estudo do real social numa perspectiva de prática do ofício de arquitectura e planeamento urbano.

Conteúdos programáticos:

1.Antropologia: definição;
2. Espaço: problematização do conceito
3. Espaço: genealogia do conceito nas Ciências Sociais
4. a cidade como sistema e como entidade simbólica - património; inclusão e exlcusão

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Promover a capacidade de definição da área de conhecimento da Antropologia, quer ao nível de objecto quer ao nível de metodologia geral (pontos do programa: 1.) Produzir entendimento de como os diferentes paradigmas teóricos dentro das Ciências Sociais, em geral, e na Antropologia em particular, focalizam e conceptualizam o espaço de modo diferente e diverso (pontos do programa: 1.2 até 1.3.1.1.). Desenvolver a capacidade de entendimento e problematização das correntes teóricas abordadas numa perspectiva de aplicação das construções teóricas ao estudo do real social numa perspectiva de prática do ofício de arquitectura e planeamento urbano (pontos do programa: 2 e 3) .Tal estratégia de leccionação/aprendizagem visa desenvolver nos discentes a capacidade de resolução de problemas no âmbito da sua área de estudo, e de constituírem e fundamentarem a sua própria argumentação.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Ensino com base aulas teóricas de caráter expositivo Trabalhos práticos de análise de um lugar (pontos do programa 1 e 2) Teste escrito (pontos do programa 3); A avaliação relevará da capacidade do discente em aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão adquiridas, que deve evidenciar uma abordagem profissional ao trabalho desenvolvido na sua área vocacional.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A natureza dos pontos 1 e 2 é eminentemente teórica o que se coaduna com o tipo de aulas; a avaliação por via de trabalhos práticos (pontos do programa 1 e 2) visa a produção das capacidades de aplicação prática referidas nos Objetivos. Os discentes devem assim desenvolver: capacidade de recolher, seleccionar e interpretar informação relevante, particularmente na sua área de estudo, que os habilite a fundamentarem as soluções que preconizem e os juízos que emitem, incluindo na análise os aspectos sociais científicos e éticos relevantes; desenvolver competências que lhes permitam comunicar informação, ideias, problemas e soluções, tanto a públicos constituídos por especialistas como não especialistas.

Bibliografia:

Lynch, K, (1999), A imagem da cidade. Lisboa: Edições 70
Pereiro, X, et al (org), (1998) Cultura e Arquitectura, Santiago de Compostela: Edicións Lea.
Seixas, P Castro, (2017) Urbanismo, cultura e globalização em Portugal, Revista Brasileira de Gestão Urbana (3).pp 55-71.
Silva, M C da (org.), (2016) "Orientalismos periféricos", Revista de Estudios Internacionales Mediterráneos, 21: 1-117.
Santos, P M. e Seixas, P. C. (ed) (2014) Globalization and Metropolization, Berkeley, CA: Inst Governmental Studies/Univ of California, Berkeley.
Roberts, L, (2018), Spatial Anthropology: Excursions in Liminal Space. London: Rowman&Littlefield.
Santos, P M, (2017),Tourism and the critical cosmopolitanism imagination: ‘The Worst Tours’ in a European World Heritage city, International Journal of Heritage Studies.
Santos, P M, (2017),The concept of ‘first-place’ as an Aristotelean exercise on the Metaphysics of Heritage. International Journal of Heritage Studies, 24:2, 121-127.

Objetivos de aprendizagem:

É objectivo da disciplina dotar o aluno das ferramentas teóricas e práticas que permitam, em ambiente digital, percorrer todo o processo metodológico desde a obtenção da forma, até às peças bidimensionais de apresentação final do projecto de arquitectura. Desde o desenho e construção de modelos tridimensionais, passando pela criação de imagens virtuais, a sua pós-produção, enquadramento em ambientes e realidades imaginárias, até à comunicação final do projecto, o aluno será capaz de articular entre as várias ferramentas disponibilizadas, recorrendo às mais adequadas à fase do processo e aos objectivos em causa. Potenciar a utilização das aplicações digitais como ferramentas de acompanhamento do acto de projectar arquitectura desde a ideia até à comunicação final.

Conteúdos programáticos:

1 – Modelação tri-dimensional em ambiente BIM;
Construção de elementos arquitectónicos
Parametrização e edição de elementos do modelo virtual
Operações com elementos sólidos
Organização de elementos
Exportações e saídas
2 – Criação de imagens virtuais
Vistas
Texturas
Iluminação
Objectos
3 – Pós-produção de imagem
Ferramentas de selecção, corte e movimentação
Ferramentas de pintura, desenho e retoque
Modos de mistura entre imagens e camadas
Efeitos de imagem
4 – Comunicação de projecto
Grelha de composição
Tipografia aplicada
Princípios de comunicação gráfica de projecto

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados em 5. articulam-se de forma intima com as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objectivos formulados em 4., dado que os tópicos incluídos no programa correspondem à ferramentas necessárias que dotam o aluno das capacidades teóricas e práticas para atingir os objectivos. A modelação tridimensional em ambiente digital (1), a criação de imagens virtuais de comunicação de projecto (2), a pós produção e contextualização das imagens virtuais (3) e a comunicação final do projecto de arquitectura (4).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas práticas decorrem em regime tutorial de exposição de metodologias, técnicas e ferramentas dos programas informáticos adequados a cada módulo, a partir de situações concretas baseadas em peças arquitectónicas reais e paradigmáticas. O objectivo é um processo transversal de aprendizagem, que permita ao aluno identificar-se com o modelo desde a fase de construção até à apresentação final, sendo o objecto uma escolha sua sob orientação do professor. A componente teórica da disciplina é disponibilizada ao longo do processo, para permitir a sua máxima compreensão sempre em articulação com a componente prática.
O ritmo e qualidade com que os alunos atingirão os objectivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela presença e intervenção nos tempos lectivos, desempenho, e verificada na prossecução de dois trabalhos práticos e uma prova escrita.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas nesta disciplina baseiam-se na exploração de vários programas com propósitos e objectivos diferenciados, a partir de uma abordagem prática, o que vai resultar numa familiaridade e capacidade de dominar e sentir os software como uma ferramenta de expressão, construção e comunicação de ideias e objectos arquitectónicos. A sistematização do saber através de um percurso lógico e metodologicamente articulado com os vários passos do acto de projectar e comunicar projecto, permitem que os objectivos sejam sistematizados através dos processos práticos exigidos pelos exercícios sempre em articulação intima com a componente teórica. Um leque multifacetado de interfaces permitirão a expressão gráfica através do meio digital aliado à linguagem gráfica de projecto de arquitectura. Neste contexto os exercícios elaborados permitem o domínio dos programas, a par do trabalho de investigação no sentido de se apreenderem e gerarem formas pessoais de comunicação e apresentação dos trabalhos desenvolvidos, criando identidade própria.

Bibliografia:

[1] Lupton, Ellen (2004) Thinking with type : a critical guide for deseigners, writers, editors & students: New York : Princeton Architectural Press, ISBN 1-56898-448-0
[2] Manual de referencia Archicad 21 de Graphisoft Editora: Infor (disponivel em formato pdf no programa)
[3] Gimp (2016). Tutorials (em linha). Disponível em http://www.gimp.org/tutorials/ (consultado em 04/09/2016)
[4] Scribus (2016). Tutorials (em linha). Disponível em http://wiki.scribus.net/canvas/Scribus (consultado em 04/09/2012)
[5] Brockmann, Josef Müller ( 2007) Grid systems in graphic design : a visual communication manual for graphic designers, typographers and three dimensional designers : Rastersysteme für die visuelle Gestaltung ; Ein Handbuch für Grafiker, Typografen und Ausstellungsgestalter - 5ª ed. - Suiça : Niggli, ISBN 978-3-7212-0145-1
[6] Bielefeld, Bert; Skiba, Isabella ( 2007) Basics technical drawing. Suiça : Birkhäuser, ISBN 978-3-7643-7644-4

Objetivos de aprendizagem:

Os alunos deverão ser capazes de:
-perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada;
-identificar as ligações entre circunstâncias, agentes, princípios teóricos e realizações;
-distinguir as relações dialéticas entre movimentos nacionais e internacionais;
-enquadrar historicamente, justificando-o, exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas legíveis.

Conteúdos programáticos:

1.Introdução
1.1.opções programáticas
2.Movimento Moderno
2.1.Arquitetura Moderna: conceito e sua historicidade
2.2.nó concetual na raiz do movimento
2.3.Movimento Moderno I
2.3.1.Bauhaus/Corbusier
2.3.2.Estilo Internacional
2.4.Crítica conservadora
2.5.Movimento Moderno II
2.5.1.Brutalismo
2.5.2.Expressionismo Estrutural
2.5.3."1.º minimalismo americano"
3.Alternativas ao Movimento Moderno
3.1.percurso exterior: Frank Lloyd Wright
3.2.caminhos exógenos
3.2.1.Alvar Aalto
3.2.2.Louis Khan
3.2.3.Team X e movimentos radicais
3.3.percurso exterior: Carlo Scarpa
4.Post-Modernismo
4.1.Post-Modernismo Pop
4.2.Post-Modernismo Racionalista
4.3.Post-Modernismo Revivalista
5.Trabalho sobre o Moderno e contemporaneidade
5.1.Neo-Modernismo/Desconstrutivismo
5.2.Minimalismo/High-Tech
5.3.Contemporaneidade
6.A situação portuguesa
6.1.do "1.º modernismo" ao “Português Suave”
6.2.modernidade panfletária e sua revisão crítica
6.3.SAAL,Post-Modernismo
6.4.Contemporaneidade

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objetivos formulados, dado que os tópicos incluídos no programa - como a discussão sobre o conceito de modernidade em arquitetura e a sua intrínseca historicidade, verificada no desenvolvimento de movimentos e a sua sucessão, de acordo com os contextos históricos - habilitam o aluno ser capaz de emitir juízos e perspetivar a análise histórica da arquitetura moderna da mesma forma que em qualquer outro período, e formar uma ideia das origens da situação atual, quer internacional quer nacionalmente.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade será alvo de metodologias expositiva, descritiva e demonstrativa em aulas teóricas e teórico-práticas, de modo a apresentar e discutir alguns conhecimentos que facilitem uma perceção global do quadro interpretativo da história da arquitetura moderna, e desenvolver uma aproximação crítica à mesma.
Para obter aprovação a esta cadeira o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos. Para o garantir, o aluno terá de assegurar a assiduidade, particularmente nas aulas definidas como teórico-práticas, que correspondem a momentos de avaliação e de acompanhamento do trabalho.
O ritmo e qualidade com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela presença e intervenção letiva, e verificada na prossecução de um paper e numa prova escrita.
A nota apurada resulta da classificação do trabalho (informada por quatro avaliações: dois pontos de situação, o paper e sua apresentação final) e prova escrita.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas procuram adequar a prática de transmissão de conhecimentos (contextual, crítica e marcada pela análise de exemplos específicos) e as formas de avaliação (quer o manuseamento de conteúdos formais, pelo teste escrito - mesmo assim privilegiando a conceptualização sobre a informação factual - quer pela aplicação individual a casos práticos, e sua exposição escrita e oral, no trabalho teórico-prático), aos objetivos de desenvolvimento de consciência analítica e crítica, assim como de competências de aprendizagem autónoma no campo da História da Arquitetura.

Bibliografia:

[1] ALMEIDA, P. V. (2002). Arquitectura no Estado Novo – uma leitura crítica. Lisboa: Livros Horizonte.
[2] CURTIS, W. J. R. (1982). Modern Architecture since 1900. Oxford: Phaidon Press.
[3] FERNANDES, J. M. (2003). Português Suave: arquitecturas do Estado Novo. Lisboa: Ministério da Cultura e IPPA.
[4] FERNANDEZ, S. (1988). Percurso - arquitectura portuguesa, 1930-74. Porto: FAUP.
[5] FRAMPTON, K. (1993). História crítica de la arquitectura moderna. Barcelona: Gustavo Gili.
[6] GÖSSEL, P.; LEUTHÄUSER, G. (1996). Arquitectura no Séc. XX. Colónia: Taschen.
[7] JENCKS, C. (1989). Arquitectura Internacional: últimas tendências. Barcelona: Gustavo Gili.
[8] KLOTZ, H. (1988). The history of postmodern architecture. Cambridge: MIT Press.
[9] PORTAS, N.; MENDES, M. (1991). Portogallo: Architettura, gli ultimi vent’anni. Milão: Electa.

Objetivos de aprendizagem:

- Analisar as diferentes componentes do habitat na vertente da habitação multifamiliar como em propostas de edificação unifamiliar.
- Produzir um diagnóstico das principais funções vitais dos edifícios de habitação;
- Dominar as tipologias de habitação e maneja-las com destreza para desenvolver espaços equilibrados e bem articulados.
- Saber fundamentar teoricamente as conclusões alcançadas; conseguir comunicar, com clareza, os resultados por via oral, escrita e gráfica.
- Apresentar projetos que reflitam a investigação realizada, mas também os conhecimentos e competências acumuladas ao longo do semestre; distinguir a função programática, a inserção urbanística, e os elementos tipo-morfologicos presentes na arquitetura.
- Domínio das diferentes fases do projeto; controlo dos aspetos formais/linguísticos das propostas arquitetónicas; interação do domínio plástico e material do projeto com as premissas teóricas investigadas.

Conteúdos programáticos:

1. Programa, metodologia e recolha de informação.
- Elementos conformadores: topografia, vias e percursos.
- Programa e distribuição funcional.
- Dimensão da área de intervenção e do espaço programático.
- Relações tipo-morfológicas preexistentes e opções de continuidade/rutura.
- Fundamentação teórica do projeto.
2. Configurações e significados: pesquisa espacial e modos de habitar
- Modelos e referências: articulação de conceitos e discurso;
- Relações de equilíbrio entre as formas propostas e preexistentes;
- Tipologia Arquitetónica;
3. O Habitat
- Espaço exterior e envolvente próxima;
- Ideia conceptual: proposta formal;
4. Sistemas construtivos
- Opções construtivas: sistemas estruturais
5. Atividades complementares
Esboceto;
Trabalho de Campo;
Investigação de modelos paradigmáticos ou exemplares de arquitetura

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A disciplina pretende fornecer as competências para a realização de exercícios sobre situações projetuais específicas. Estes exercícios basear-se-ão numa investigação sobre um tema único: a habitação; as simulações de intervenção arquitetónica serão situadas em contextos abstratos ou urbanos, de modo a evidenciar os vários estímulos e condicionantes que caracterizam o processo arquitetónico. Neste contexto elaborar-se-ão propostas que vão desde a transformação de objetos arquitetónicos pré-existentes até à proposta de novas formas e novas edificações de habitação, onde será analisada e formalizada a interdependência entre o homem, o espaço, a função programática, a inserção urbanística, e os elementos tipo-morfológicos presentes na arquitetura contemporânea. O percurso processual é contínuo, iniciando-se em questões de programa e metodologia (1), evoluindo para as configurações arquitetónicas (2), refletindo sobre o modo de habitar (3), culminando na(s) forma(s) de construir (4).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

No âmbito das aulas teórico-práticas serão realizadas técnicas expositivas, descritivas e demonstrativas; No âmbito das aulas práticas laboratoriais de projeto, será realizado um acompanhamento individual e coletivo dos alunos, onde se discutirão os trabalhos; no âmbito das sessões de debate/crítica coletiva, serão utilizadas metodologias expositivas, integradas com elementos de exposição gráfica, escrita e oral do projeto.
Para obter aprovação, o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos para a disciplina. O aluno deverá de assegurar a assiduidade, sendo importante as horas definidas como teórico-práticas. O ritmo com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela intervenção nos tempos letivos, e verificada na prossecução de um trabalho de síntese global. A nota resultará da classificação dos trabalhos teóricos e práticos (informada pelas avaliações a ele referentes).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas estão em coerência com os objetivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento do estudo orientado, de modo a aplicarem conhecimentos na distinção e compreensão de noções como:
- Os elementos constituintes dos edifícios de habitação; as funções vitais dos edifícios; as tipologias e os modelos de referência.
Assim, numa primeira etapa, sustentados num espírito de trabalho de grupo e individual, os alunos desenvolvem através do desenho e do processo arquitetónico, práticas construtivas, configurando-se como agentes capazes de comunicar informação, ideias e problemas ao enquadrar exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas.
Numa segunda etapa, procura-se estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada a problemas reais, contribuindo deste modo para desenvolver a capacidade do aluno para a emissão de juízos e perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada e identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo.
Numa terceira etapa este processo é acompanhado da simulação do desempenho de papéis diferenciados, entre docente e discente, relativamente às posições de autor, promotor, construtor e cliente, estabelecendo metas e etapas que obrigam à experiência das diferentes fases do projeto, bem como ao controlo dos aspetos formais das propostas arquitetónicas de acordo com os princípios programáticos propostos.
Numa quarta etapa os discentes devem preparar e apresentar os trabalhos de conceção, fundamentando a investigação realizada, mas também os conhecimentos e competências acumuladas ao longo do semestre. Nesta última fase é essencial a capacidade de apresentar diferenciadamente os elementos fundamentais que constituem a matriz do projeto, nomeadamente: a função programática, a inserção urbanística, e os elementos de morfologia urbana presentes no objeto arquitetónico proposto.

Bibliografia:

Livros e Monografias:
[1] CULLEN, Gordon, Paisagem Urbana, Lisboa : Edições 70, 1993. - 201 p.; ISBN 972-44-0530-3; ref. UFP:BM 711/CUL/1170.
[2] QUARONI, Ludovico, Proyectar un Edifício: Ocho lecciones de Arquitectura, Xarait, Madrid, 1980.
[3]CHING, Francis D. K., Arquitetura : forma, espaço e ordem, São Paulo : Martins Fontes, 1998. - 399 p.; ISBN 85-336-0874-8; ref.UFP: BFP 72.01/CHI/54.
[4]NEUFERT, Ernst, Arte de projetar em Arquitetura, São Paulo : Gustavo Gili, 1998. - 432 p.; ISBN 84-252-1691-5; ref.UFP: BFP 72.012/NEU/55.
[5] BENEVOLO, Leonardo, Historia de la arquitectura moderna, Barcelona : Gustavo Gili, 1987. - 1145 p.; ISBN 84-252-0797-5; ref. UFP: BFP 71:72/BEN/88
[6] NORBERG-SCHULZ, Christian, Existencia, Espacio y Arquitectura, Ed. Blume, Barcelona, 1975.
Legislação:
[7]RGEU, Regulamento Geral das Edificações Urbanas.
[8]DECRETO-LEI nº 163/06 - Acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada

Objetivos de aprendizagem:

Pretende-se com esta unidade curricular que o aluno compreenda a indissociabilidade dos atos projetar e construir, entendendo que para um projeto se materializar não poderá manter-se abstrato, sendo necessária a correta conjugação de materiais.
Assim, com esta unidade curricular o aluno deverá ser capaz de:
- Entender que não é possível desassociar o processo de projeto da sua definição construtiva;
- Conhecer materiais e técnicas construtivas;
- Definir soluções construtivas para projetos de arquitetura da sua autoria;
- Analisar obras do ponto de vista conceptual e construtivo.

Conteúdos programáticos:

1. Materialização de uma ideia
A unidade do ato de Projetar-Construir
2. Breve análise histórica
A evolução da arquitetura e a sua reciprocidade com a evolução dos materiais e técnicas construtivas
3. Noções elementares
Elementos estruturais e elementos não estruturais
Construção maciça, construção leve, soluções mistas
Artes comuns em construção (cantaria, carpintaria, serralharia, etc.)
Materiais comuns (pedra, madeira, metal, betão, cerâmica, etc.)
Comportamento de uma construção (solidez, impermeabilização, térmica, iluminação, eficiência, etc.)
4. Os elementos de uma construção
Fundação/contacto com o terreno; pavimentos/pisos e circulações verticais; paredes e vãos; coberturas
5. Materiais e sistemas construtivos
Matéria em bruto e matéria transformada: módulos ou peças construtivas
Conjugação dos módulos ou peças construtivas
6. A definição da solução construtiva
Projeto de Execução; detalhe construtivo
Peças desenhadas e peças escritas.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Sendo o momento de introdução da problemática da construção, é primeiramente realizada uma abordagem à relação projetar-construir, seguindo-se a identificação dos diversos elementos de uma construção. Com o entendimento do que é uma construção, abordam-se sistemas construtivos e materiais de utilização corrente. Por fim, são apresentados os elementos que constituem um projeto de execução de arquitetura. Entende-se assim que o aluno adquirirá os conhecimentos necessários para definir soluções construtivas adequadas, bem como saberá utilizar as peças indicadas para as comunicar.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As aulas teóricas baseiam-se sobretudo no método expositivo, recorrendo à análise de diversos exemplos de obras, com amplo incentivo ao debate e discussão. As aulas teórico-práticas e práticas baseiam-se no método expositivo, recorrendo igualmente à análise de obras e suas soluções construtivas, bem como a realização de um trabalho individual de definição construtiva de um projeto da autoria do aluno. Será ainda realizado um trabalho de grupo de análise mais detalhada de uma obra construída. A avaliação consiste na realização de um teste de avaliação teórico-prático, no desenvolvimento do trabalho individual, e na apresentação do trabalho de grupo.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A análise de obras construídas permite ao aluno desenvolver a capacidade de pesquisa e critica, ao mesmo tempo que compreende e consolida os conhecimentos que vão sendo apresentados. Ao desenvolver um exercício de definição construtiva de um projeto da sua autoria, o aluno desenvolve a capacidade de resolução de problemas construtivos, bem como a correta utilização de meios para a sua comunicação, nomeadamente peças escritas e desenhadas.

Bibliografia:

Allen, E. (1997). Como Funciona un Edificio. Gustavo Gili. Barcelona.
Chudley, R. & Greeno, R. (2006). Manual de Construccion de Edificios. Gustavo Gili. Barcelona.
Deplazes, A. (2010). Construir la Arquitectura. Del material em bruto al edifício. Um manual. Gustavo Gili. Barcelona.
Gonçalves, M. & Margarido, F. (editoras) (2012). Ciência e Engenharia de Materiais de Construção. Instituto Superior Técnico.
Ito, R. (2013). Álvaro Siza Design Process. Instituto Superior Técnico.
Mcmorrough, J. (2006). Materials, Structures, and Standards. Rockport. Massachusetts.
Mascarenhas, J. (vários anos). Sistemas de Construção (vários números e temas). Livros Horizonte.
Reichel, A. & Schultz, K. (editores) (2014). Scale: Support I Materialise: Columns, Walls, Floors. Birkhauser. Basel.
Van Lengen, J. (2010). Manual do Arquiteto Descalço. Dinalivro.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Esta unidade curricular tem por objetivos:
- Permitir aos estudantes desenvolver uma eficaz sinergia entre a arquitetura e as especialidades de engenharia;
- Coordenar o projeto de modo a que no final este seja um todo e não a soma de vários projetos realizados individualmente;
- Interpretar e analisar o projeto de arquitetura e cada projeto de especialidade de engenharia;
- Implementar através de prática simulada o ambiente de um gabinete de projetos em que se executam os projetos de especialidades de engenharia e o projeto de arquitetura;
Ao completar com sucesso esta unidade curricular os alunos devem ser capazes de:
1. Interpretar projetos de arquitetura e de especialidades de engenharia de edifícios;
2. Analisar projetos de arquitetura e de especialidades de engenharia de edifícios;
3. Projetar arquitetura e especialidades de engenharia de edifícios;
4. Coordenar os projetos de arquitetura e de especialidades de engenharia entre si.

Conteúdos programáticos:

1 O Papel das Especialidades no Projeto Global
1.1 Tipos de projetos
1.2 Conteúdo de projetos
1.3 Requisitos legais
1.4 A sinergia das várias especialidades com o projeto de arquitetura.
2 A Coordenação da equipa projetista e aspetos de articulação
2.1 Principais aspetos de articulação entre os vários projetos
2.2 Pormenorização da Arquitetura como auxílio ao desenvolvimento das Especialidades de Engenharia
3 Elementos necessários para execução de projetos
3.1 Levantamento topográfico e regras urbanísticas
3.2 Estudos geotécnicos
3.3 Caracterização técnica das Infraestruturas Públicas
3.4 Caracterização Climática
3.5 Mapas de Ruído
4 Interpretação, análise e execução de projetos das especialidades de:
4.1 Estabilidade
4.2.Segurança contra Incêndio
4.3 Ventilação Natural
4.4 Rede predial de Abastecimento de águas
4.5 Rede de águas Residuais
4.6 Rede de águas Pluviais
4.7 Comportamento Acústico
4.8 Comportamento Térmico
4.9 Gás.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

- Os pontos 1 e 2 dos conteúdos programáticos permitem aos estudantes desenvolver uma eficaz sinergia entre a arquitetura e as especialidades de engenharia;
- O ponto 2 dos conteúdos programáticos permite coordenar o projeto de modo a que no final este seja um todo e não a soma de vários projetos realizados individualmente;
- O ponto 4 dos conteúdos programáticos permite interpretar e analisar o projeto de arquitetura e cada projeto de especialidade de engenharia;
- O ponto 3 e 4 dos conteúdos programáticos permitem implementar através de prática simulada o ambiente de um gabinete de projetos em que se executam os projetos de especialidades de engenharia e o projeto de arquitetura.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Metodologias de ensino: Simulação do funcionamento de um gabinete de projetos; apresentação e explicação de projetos já realizados, desenvolvimento de projetos de edifícios; produção de toda a documentação necessária incluir no projeto de um edifício, visitas de estudo.
Sistema de avaliação: A nota final (NF) é obtida pela seguinte fórmula:
NF = 0,10 x A + 0,2 x B + 0,10 x C + 0,2 x D + 0,25 x E + 0,15 x F
Em que: A - Desempenho do aluno; B - Qualidade da/s memória/s descritiva/s e justificativa/s de que cada um é responsável; C - Qualidade e coordenação dos projetos no respeitante às entregas intercalares; D - Qualidade e coordenação dos projetos no respeitante à entrega final; E - Defesa dos projetos através de prova oral; F - Prova escrita.
- Os resultados de aprendizagem 1 e 2 são avaliados pelas componentes A, E e F;
- O resultado de aprendizagem 3 é avaliado pelas componentes B, C, D e E;
- O resultado de aprendizagem 4 é avaliado pelas componentes C, D, E e F.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

- Os resultados de aprendizagem 1 e 2 são atingidos através da apresentação e explicação de projetos já realizados;
- O resultado de aprendizagem 3 é atingido pela simulação do funcionamento de um gabinete de projetos, pelo desenvolvimento de projetos de edifícios e pela produção de toda a documentação necessária incluir no projeto de um edifício.
- O resultado de aprendizagem 4 é atingido pela simulação do funcionamento de um gabinete de projetos e pela visita de estudo.

Bibliografia:

Eastman,Chuck; Teicholz,Paul; Sacks,Rafael e Liston,Kathleen (2014); Manual de BIM; Editora Bookman.
Santo, Fernando (2002). Edifícios - Visão integrada de Projectos e Obras. Lisboa, Ingenium Edições, Lda.
Melhado, Sílvio (2005). Coordenação de projetos de edificações. Brasil. Nome da Rosa Edições.
Appleton, Júlio (2013); Estruturas de Betão; Editora ORION.
Patrício, Jorge (2018); Acústica nos edifícios; 7ª edição, Engebook; Portugal.

Objetivos de aprendizagem:

Objetivos e competências a atingir pelo aluno na disciplina:
- Analisar as diferentes componentes do espaço urbano, dos tecidos existentes na cidade e das formas urbanas.
- Produzir uma sustentação teórica aprimorada, assente em conceitos e linguagens de fácil compreensão, no âmbito do discurso contemporâneo de arquitetura.
- Fundamentar teoricamente as conclusões alcançadas e conseguir comunicar, com clareza, os resultados por via oral, escrita, gráfica e multimédia
- Apresentar projetos de um objeto arquitetónico complexo em forma de conjunto urbano edificado, com sistemas construtivos evoluídos

Conteúdos programáticos:

A disciplina tem como objetivo o desenvolvimento articulado de programas habitacionais com escala urbana em contextos significativos. As metodologias propostas estão em coerência com os objetivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento do estudo orientado, de modo a aplicarem conhecimentos na distinção e compreensão de noções como: a contextualização de intervenções urbanas, a composição modular e sobreposição funcional e espacial.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A disciplina tem como objetivo o desenvolvimento articulado de programas habitacionais com escala urbana em contextos significativos. Tendo em vista este fim, os exercícios basear-se-ão numa investigação sobre um tema único: a habitação coletiva; as simulações de intervenção arquitetónica serão situadas em espaços concretos, de modo a evidenciar os vários estímulos e condicionantes que caracterizam o processo arquitetónico. Neste sentido, elaborar-se-ão propostas que vão desde a transformação de edifícios pré-existentes até à proposta de novas formas e edificações de habitação, onde será analisada a interdependência entre o homem, o espaço, a função, a inserção urbanística, e os elementos tipo-morfológicos da arquitetura contemporânea. O percurso processual é contínuo, iniciando-se na relação entre a construção de habitação e a constituição de tecidos urbanos (1), evoluindo para a diversidade de tipologias habitacionais (2), culminando na dimensão técnica da conceção arquitetural (3).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

No âmbito das aulas teórico-práticas serão realizadas técnicas expositivas, descritivas e demonstrativas; No âmbito das aulas práticas laboratoriais de projeto, será realizado um acompanhamento individual e coletivo dos alunos, onde se discutirão os trabalhos; No âmbito das sessões de debate/crítica coletiva, serão utilizadas metodologias expositivas, integradas com elementos de exposição gráfica, escrita e oral do projeto.
Para obter aprovação, o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos para a disciplina. O aluno deverá de assegurar a assiduidade, sendo importante as horas definidas como teórico-práticas. O ritmo com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela intervenção nos tempos letivos, e verificada na prossecução de um trabalho de síntese global. A nota resultará da classificação dos trabalhos teóricos e práticos (informada pelas avaliações a ele referentes).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas estão em coerência com os objetivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento do estudo orientado, de modo a aplicarem conhecimentos na distinção e compreensão de noções como: a contextualização de intervenções urbanas, a composição modular e sobreposição funcional e espacial.
Assim, numa primeira etapa, sustentados num espírito de trabalho de grupo e individual, os alunos desenvolvem através do desenho e do processo arquitetónico, práticas construtivas, configurando-se como agentes capazes de comunicar informação, ideias e problemas ao enquadrar exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas.
Numa segunda etapa, procura-se estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada a problemas reais, contribuindo deste modo para desenvolver a capacidade do aluno para a emissão de juízos e perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada e identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo.
Numa terceira etapa este processo é acompanhado da simulação do desempenho de papéis diferenciados, entre docente e discente, relativamente às posições de autor, promotor, construtor e cliente, estabelecendo metas e etapas que obrigam à experiência das diferentes fases do projeto, bem como ao controlo dos aspetos formais das propostas arquitetónicas de acordo com os princípios programáticos propostos.
Na quarta etapa os discentes devem preparar e apresentar os trabalhos de conceção, fundamentando a investigação realizada, mas também os conhecimentos e competências acumuladas ao longo do semestre. Nesta última fase é essencial a capacidade de distinguir a função programática, a inserção urbanística, e os elementos de morfologia urbana presentes no objeto arquitetónico.

Bibliografia:

[Livros e monografias:
[1] CHING, Francis D. K. , Diccionario visual de arquitectura, México : Ed. GG; ref. UFP: BFP 72(038)/CHI/24186
[2]QUARONI, Ludovico, Proyectar un Edifício: Ocho lecciones de Arquitectura, ed. Xarait, Madrid, 1980.
[3] ROSSI, Aldo, La arquitectura de la ciudad - Barcelona : ed. GG, 1995. - 310 p.; ref UFP: BFP 72/ROS
[4]ARÍS, Carlos Martí (editor), Las Formas de Residencia en la Ciudad Moderna, Barcelona, ed. UPC, 2000
[5] FRAMPTON, kenneth , História crítica da arquitectura moderna - São Paulo: Martins Fontes, 1997 - 470 p; ref.UFP:BM 72.036/FRA/246
[6] BENEVOLO, Leonardo , La descripción del ambiente, Barcelona : Ed. GG, 1982 - 247 p. (Diseño de la ciudad ; 1;2;3;4); ref UFP: BM 711/BEN/568
[7] LENGEN, Johan van, (2010), Manual do Arquiteto Descalço, Lisboa, Dinalivro
[8] OLIVEIRA, A. (2015) A Casa Compreensiva, Caleidoscópio, ref. UFP CDU 728

Objetivos de aprendizagem:

Estudo e análise de sistemas construtivos que visam dotar o aluno dos conhecimentos necessários à compreensão da dimensão material, funcional e orgânica de um edifício;
Ensaiar, em forma de projecto, várias situações construtivas, testando soluções, sistemas e modelos de referência. Assim, partindo da informação fornecida, da bibliografia e da investigação efectuada o aluno deve detalhar e pormenorizar um edifício até à escala real;
Estudar e ensaiar soluções construtivas integradas, incluindo sistemas estruturais,
infraestruturais e opções arquitectónicas para a completa construção de um edifício;
Idealizar e projectar soluções construtivas para o interior e para a envolvente de um edifício, nomeadamente utilizando, com um conhecimento actualizado, sistemas apropriados em coberturas, paredes e pavimentos.

Conteúdos programáticos:

1. A CONSTRUÇÃO ATÉ AO INÍCIO DO SÉC. XX
1.1 - Introdução à arquitectura vernacular
1.2 - Materiais e técnicas tradicionais de construção
2. SISTEMAS DE DETALHE E CONCEPÇÃO DE ELEMENTOS CONSTRUTIVOS
2.1 – Fundações
2.2 - Paredes exteriores
2.3 - Divisões interiores
2.4 - Vãos exteriores (janelas e portas)
2.5 - Vãos interiores (portas)
2.6 - Lajes
2.7 - Escadas
2.8 – Coberturas
3. ANÁLISE DE SISTEMAS ESTRUTURAIS INTEGRADOS
3.1 - Construção em betão
3.2 - Construção em madeira
3.3 - Construção em tijolo
3.4 - Construção em ferro
3.5 - Construção em vidro
4. DETALHE E PORMENORIZAÇÃO
4.1 - Elaboração de um conjunto sistematizado de detalhes arquitectónicos

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O conteúdo programático visa introduzir as matérias do projeto de execução despertando o aluno para a necessidade duma racionalização que confira consistência entre ideia e proposta, fundada na lógica, rigor e na persecução dos objetivos enunciados.
A coerência almejada está alicerçada na matriz organizativa do conjunto dos exercícios práticos de projeto que transferem para o aluno os conteúdos do programa por via da sua manipulação.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As “aulas práticas” priorizam o encaminhamento do aluno, mormente na execução dos exercícios propostos, para que este atinja os objectivos desta unidade curricular. O aluno deverá ir expondo o desenvolvimento dos seus trabalhos para que surjam momentos de crítica, diálogo e reflexão colectiva.
As aulas teóricas deverão apoiar e fundamentar as aulas práticas através da breve exposição dos assuntos e temáticas a elas associados.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As capacidades cognitivas e motivacionais são fatores determinantes na realização e alcance dos objetivos curriculares assim como os processos metacognitivos que coordenam as capacidades cognitivas, pelo que um dos princípios basilares da disciplina de Sistemas de Construção em Arquitectura II é o de que o processo fundado na autocrítica e na prática é o meio através do qual se chega ao projeto de construção/execução.

Bibliografia:

[1] MITTAG, M. (1978), PRATIQUE DE LA CONSTRUCTION DES BÂTIMENTS, PARIS, ED. EYROLLES
[2] SCHMIT, H. (1997), TRATADO DE CONSTRUCCIÓN, BARCELONA, EDITORIAL GUSTAVO GILI
[3] ALLEN, E. (1997), COMO FUNCIONA UN EDIFICIO, BARCELONA, EDITORIAL GUSTAVO GILI
[4] MASCARENHAS, J. (2011), SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO I; II; III; IV; V; VI; VII; VIII; XIX; X, COLEÇÃO TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO, LIVRO HORIZONTE

Objetivos de aprendizagem:

Constitui objetivo central da disciplina, dotar o futuro técnico(a) com os conhecimentos essenciais para gerir de forma sustentada o conjunto de conceitos de uma área técnica atual e multidisciplinar de modo a possibilitar o planeamento, o acompanhamento e a aplicação dos levantamentos topográficos.

Conteúdos programáticos:

1. Conceitos fundamentais
1.1. Âmbito da Topografia
1.2. Geodesia e Cartografia
2. Estudo sobre a carta
2.1. Plantas e Cartas topográficas
2.2. Planimetria
2.3. Altimetria
2.4. Traçado de perfis
2.5. Medição de distâncias
2.6. Determinação de áreas
2.7. Determinação de volumes
3. Rede de apoio topográfico
3.1. Coordenadas retangulares
3.2. Triangulação e Interseções
3.3. Poligonais
4. Métodos não clássicos de observação
4.1. Fotogrametria
4.1.1. Conceitos e aplicações
4.2. Posicionamento por satélite – GPS
4.2.1. Princípio do posicionamento por satélite
4.2.2. Erros que afetam a precisão do sistema
1. Nivelamento
1.1. Nivelamento geométrico
1.1.1. Nivelamento simples e composto
1.1.2. Métodos práticos para a eliminação de erros
1.2. Nivelamento trigonométrico e erros de observação
1.3. Instrumento a utilizar – nível
2. Levantamento topográfico
2.1. Grandezas e equipamentos de observação
2.2. Instrumento a utilizar – estação total

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Com o objetivo de preparar os alunos na área da topografia são fornecidos os conceitos teóricos e práticos fundamentais: para análise de uma planta topográfica, para a interpretação de uma rede de apoio topográfico e ainda para a compreensão de sistemas como o GPS e o levantamento fotoaerogramétrico.
Em termos da componente prática é realizado um nivelamento e um levantamento topográfico que permite aos alunos terem contacto com os equipamentos usados em topografia.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

- TEÓRICA
Duas provas escritas de avaliação (T1, T2), em data a definir, sem consulta bibliográfica, incidindo sobre a totalidade do programa lecionado;
T = T1 (0,50) + T2 (0,50)
- PRÁTICA
- Um trabalho prático (TrP), realizado em grupos de 2 ou 3 elementos, entregue no final do semestre, em data a definir;
- Uma prova escrita de avaliação (TeP)
TP = TrP (0,70) + TeP (0,30)
A avaliação final desta unidade curricular será expressa através de uma classificação na escala numérica inteira de 0 a 20 para a componente teórica e uma classificação na escala numérica inteira de 0 a 20 para a componente prática.
Na componente prática da disciplina não há possibilidade de realizar recurso ou outras avaliações.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Pretende-se fornecer aos alunos informações gerais de caris teórico-prático onde se efetuam exercícios académicos mas sempre realizados com base em cenários reais.
A componente prática fornece a possibilidade de os alunos terem contacto com os equipamentos topográficos o que permite aos futuros profissionais terem uma perspetiva mais prática da topografia.

Bibliografia:

[1] Casaca, João M.; Matos, João L.; Baio, J. Miguel. (2005). Topografia Geral. Lidel Edições Técnicas Lda. 5a Edição.
[2] Gonçalves, José Alberto; Madeira, Sérgio; Sousa, J. João. (2008). Topografia Conceitos e Aplicações. Lidel Edições Técnicas Lda.
[3] Sousa Cruz, J.J. e Redweik, P. M. – Manual do Engenheiro Topógrafo - Vol. I e II, Editor Pedro Ferreira, Rio de Mouro.
[4] Apontamentos da disciplina de Topografia - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Identificar os princípios e objectivos essenciais a um desenvolvimento sustentável do território.
Diferenciar os diversos planos do sistema de gestão territorial, os seus objectivos e a forma como se aplicam no território.
Saber calcular e aplicar indicadores e índices urbanísticos.
Explicar os processos de formação e crescimento urbano, com base na teoria do ciclo de vida das cidades.
Descrever as principais estratégias de planeamento e a transformação/requalificação espacial, particularmente a regeneração urbana de centros urbanos, zonas históricas e frentes de água.

Conteúdos programáticos:

1. O Planeamento do Território
1.1. Metodologia Geral do Planeamento do Território
1.2. Demografia e Projecções Demográficas
1.3. Povoamento e Sistemas Urbanos
1.4. Planeamento de Equipamentos e Infraestruturas
2. Política de Gestão de Solos Nacional
2.1. Instrumentos de Gestão do Território
2.2. Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território
2.3. Os planos municipais de ordenamento do território
2.4. Índices e Parâmetros Urbanísticos: Conceitos e exercícios práticos
3. O Sector Habitacional e o Território
3.1. Conceitos e definições
3.2. O impacto do sector habitacional no território
3.3. Planos e estratégias do sector habitacional
3.4. Lei de Bases da Habitação, ELH, ARU e ORU.
4. Crescimento e Desenvolvimento Urbano
4.1. Teoria do ciclo de vida das cidades
4.2. Os ciclos económicos e as repercussões territoriais
4.3. Globalização e competitividade
4.4. Regeneração urbana
4.5. Novos desafios territoriais

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objectivos formulados, dado que os tópicos incluídos no programa como o ordenamento do território, a política de gestão de solos nacional e o processo de crescimento e desenvolvimento urbano, abarcam os principais aspectos do estudo, o que habilita o aluno a produzir um diagnóstico territorial abrangendo as suas principais componentes, assim como encontrar um conjunto de medidas, estratégias e políticas que permitam melhorar a qualidade de um determinado território.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A UC é leccionada com aulas teóricas de exposição das matérias enunciadas, com o recurso a elementos de observação e/ou de apoio experimental – aulas teórico-práticas dedicadas à resolução de situações concretas.
O processo de avaliação compreenderá uma avaliação periódica baseada nos seguintes elementos:
A. Prova de avaliação, composta por uma parte teórica e por uma parte teórico-prática.
B. Classificação obtida através da média aritmética dos vários trabalhos.
C. Participação em sala de aula teórica-prática. A participação em sala de aula do aluno compreende não só o seu interesse e participação nas aulas, mas também a sua participação e desempenho em aulas-debate de temas propostos pelo docente, integrantes da matéria da disciplina, e preparados pelos alunos de forma autónoma.
A classificação final do aluno será calculada através da equação:
Classificação final = 0,35*(A) + 0,35*(A) + 0,2*(B) + 0,1*(C)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas estão em coerência com os objectivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento do estudo orientado, procurando estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada a problemas reais que habilite o aluno a aplicar as ferramentas necessárias para a realização de trabalhos de consultadoria na área do ordenamento e planeamento do território e da gestão de solos e dos seus usos.

Bibliografia:

Branco-Teixeira, M. - “Contextos de Referência nas Reconversões de Espaços Urbanos”, A Obra Nasce, UFP, pp. 78-93, 2004.
Decreto-Lei nº 80/2015, de 14 de Maio, Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial.
European Union (2019). The Future of Cities - Opportunities, Challenges and the Way Forward. Joint Research Centre. ISBN 978-92-76-03847-4. doi:10.2760/375209.
Lei nº 31/2014, de 30 de Maio, Lei de Bases Gerais da Política Pública de Solos, de Ordenamento do Território e de Urbanismo.
Lei nº 83/2019 de 3 de Setembro, Lei de Bases da Habitação.
Lei nº 99/2019 de 5 de Setembro, Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território.
Marques, T. Sá (2004). Portugal na Transição do Século: Retratos e Dinâmicas Territoriais, Edições Afrontamento.
Santos, A., Branco-Teixeira, M. (2016). Reabilitação Urbana: Novo Paradigma das Políticas Urbanas na Cidade do Porto”, A Obra Nasce, revista de Arquitetura e Urbanismo da UFP, nº 11, pp. 87-106, ISSN: 2183-427X.

Objetivos de aprendizagem:

Sob o tema "Do território ao objeto arquitetónico", os estudos a realizar nesta unidade curricular basear-se-ão numa investigação a efetuar a diferentes escalas sobre um tema único - EQUIPAMENTO – Será elaborada uma proposta de transformação de realidade urbana pré-existente onde será analisada e formalizada a interdependência entre inserção urbanística, morfologia urbana e tipologia arquitetónica. No final do semestre o aluno deverá ser capaz de produzir um diagnóstico das principais condicionantes relativas a uma determinada área urbana; conceber uma “ideia” fundamentada para a intervenção sobre o território, bem como controlar a relação entre os aspetos conceptuais/formais/linguísticos do projeto e as exigências legais e regulamentares em vigor. Será ainda capaz de selecionar os métodos, as ferramentas e as escalas de projeto mais adequadas a cada fase de desenvolvimento do projeto bem como será capaz comunicar a sua proposta com clareza, por via oral, escrita e gráfica.

Conteúdos programáticos:

1.Introdução ao “Lugar”
1.1. O Sítio; A Cidade; A Envolvente; O Lote
1.2. O Contexto Social e Cultural
1.3. Os agentes, as instituições e os seus papéis
2. A Arquitectura da Cidade
2.1. Reestruturação Urbana
2.2. Inserção Urbanística
2.3. Morfologia Urbana
3. Do Conceito à Organização da forma
3.1. Projecto e Lugar
3.2. Projecto e História
3.3. Tipologia Arquitectónica
4. Projecto de um equipamento urbano
4.1. Implantação
4.2. Projecto, Linguagem e Construção
4.3. Programa, sítio e intenções
4.4. Espaço Público e Privado
4.5. Espaço Livre/Espaço Construído
4.6. Detalhes construtivos
5. Orientação e Clima
5.1. Estudo das Condicionantes Ambientais
5.2. Técnicas de construção bioclimática

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O semestre é iniciado com uma investigação aprofundada do local de intervenção do projecto, quer do seu ponto de vista físico quer do seu contexto social e cultural permitindo ao aluno informar a sua proposta bem como fundamentar teoricamente as opções adoptadas. Partindo de uma análise à escala do território até à escala do detalhe construtivo, o aluno percorre durante o processo do desenvolvimento do projecto todas as diferentes fases/escalas associadas a este tipo de intervenção, cruzando no caminho com uma selecção de aspectos teóricos, técnicos, compositivos e documentais considerados preponderantes à futura prática dos actos próprios da profissão. A integração no processo de aprendizagem e de aquisição de competências dos principais desafios que hoje são colocados à prática da arquitectura incluem a integração no processo criativo de novas respostas técnicas e metodológicas que visem a optimização energética dos edifícios e uma maior consciência ecológica do meio urbano.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As "aulas práticas laboratoriais", onde se efectuarão e criticarão individualmente os trabalhos, serão complementadas, em momentos oportunos, por sessões de debate/crítica colectiva para sua comparação e eventual redireccionamento. Paralelamente realizar-se-ão "aulas teóricas" onde a informação fornecida procurará garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido. Os conhecimentos e competências adquiridas pelo aluno serão sintetizados na exposição gráfica, escrita e oral do projecto bem como na apresentação/debate. O método de avaliação da unidade curricular baseia-se no modelo de avaliação contínua e compreende duas componentes: a componente prática e a componente teórica. A participação dos alunos nas horas de contacto de ensino é, por norma, obrigatória. No que concerne às horas de ensino presencial em sala de aula, a percentagem mínima de frequência está estipulado no Regulamento Pedagógico. Não existe nenhuma avaliação de recurso para a UC.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A componente prática desta unidade curricular é centrada fundamentalmente no processo de elaboração de um «projecto», devidamente informado/legitimado segundo uma perspectiva transdisciplinar do conhecimento. A avaliação do «projecto» é assim, a avaliação do «processo», pelo que a investigação/trabalho do aluno, dentro e fora da sala de aula é, como um todo, indissociável das competências adquiridas pelo aluno e, consequentemente, determinante da qualidade da sua prática profissional futura. Sublinham-se algumas premissas subjacentes às metodologias de ensino adoptadas: reforço do papel de orientação do docente no período de estudo e investigação individual efectuado fora das horas de contacto; os trabalhos práticos devem simular a complexidade de um processo arquitectónico corrente, operando sobre premissas programáticas e funcionais reais bem com sobre um “Lugar” concreto. O contacto directo com o local de intervenção bem como com a população local e os diferentes interlocutores sociais e políticos é uma prioridade a salvaguardar. Os resultados da investigação devem ser apresentados e discutidos com esses intervenientes no processo do desenvolvimento do projecto. A colaboração e troca de experiências sobre as temáticas abordadas nesta unidade curricular com alunos de outros cursos leccionados na Universidade (maioritariamente no mesmo edifício) são incentivadas e valorizadas.
O processo de definição dos conteúdos teóricos desta unidade curricular, bem como as metodologias de ensino adoptadas, tiveram em consideração a sua aplicabilidade no exercício prático da profissão de arquitecto – conhecimento útil – bem como a sua relação/coerência com os restantes conteúdos programáticos previstos na “estória” do plano curricular do curso. Assim, esta metodologia de ensino adoptada, num contexto de turmas compactas e de grande proximidade docente/discente permite aos alunos uma aquisição continuada de conhecimentos e competências enquadráveis no âmbito dos objectivos de aprendizagem desta unidade curricular.

Bibliografia:

[1] Adam, R. (2001). Princípios do Ecoedifício. Rio de Janeiro: Editora Aquariana; ref UFP: BM 72:504/ADA/21719
[2] Borasi, Giovana, Ed. (2015). The Other Architect : another way of building architecture. Québec : Canadian Centre for Architecture ; Leipzig : Spector Books. Ref. UFP:BFP 72/OTH/96560
[3] CRI-NU (2017) “Alguns Factos e Números sobre as Pessoas com Deficiência”. Centro Regional de Informação das Nações Unidas Avaliable: https://www.unric.org/pt/pessoas-com-deficiencia/5459
[4] Faria, L. (2020). “Espaço e Saúde: Responsabilidade e Consequência”. Plataforma Barómetro Social, ISSN:2182-1879.
[5] Montaner, J. M. (2009). Sistemas arquitetônicos contemporâneos. Barcelona : Gustavo Gili; Ref UFP: BM72.038/MON/75773
[6] Norberg-Schulz, C. (2001). Intenciones enarquitectura. Barcelona. Gustavo Gili SA.
[7] Oliveira, Avelino (2015). A Casa Compreensiva. Ref UFP BFP 728/OLI/94746

Objetivos de aprendizagem:

Transmitir aos futuros arquitetos os aspetos essenciais da conceção e da análise de estruturas. Para tal, são facultados princípios orientadores e métodos simplificados que possibilitem a prévia localização e o pré-dimensionamento de elementos estruturais principais (lajes, vigas e pilares). Para além da resolução de diversos exercícios propostos em sala de aula, resultantes de casos práticos de análise de estrutura, os alunos terão, ainda, de desenvolver o projeto de estruturas de uma moradia. Incentiva-se a que o projeto de arquitetura tenha sido desenvolvido pelo próprio aluno em UCs de projeto do curso, de modo a que o aluno sinta as principais dificuldades na definição da estrutura num projeto que não foi concebido a pensar neste importante fator. No final do semestre o aluno deverá ser capaz de ao conceber a sua arquitetura a pensar na estrutura que a vai sustentar, distinguindo os diversos elementos estruturais e pré-dimensionando-os

Conteúdos programáticos:

1. Introdução
1.1 Considerações gerais
1.2 Problema estrutural face ao projecto de arquitectura
2. Tipos e elementos estruturais correntes
2.1 Estruturas laminares
2.2 Estruturas reticuladas
2.3 Estruturas especiais
3. Materiais estruturais
3.1 Aço
3.2 Betão
3.3 Madeira
3.4 Outros materiais
4. Noções elementares de mecânica estrutural
4.1 Conceitos essenciais no comportamento de estruturas
4.2 Diversidade de forças em estruturas
4.3 Esforços internos: Esforço axial e momento flector
4.4. Encurvadura de peças linerares comprimidas
5. Conceitos básicos de verificação da segurança em estruturas
5.1. Acções regulamentares: Classificação, Quantificação e Combinação de acções
5.2. Estados limites últimos
5.3. Estados limites de utilização
5.4. Verificação da segurança
6. e 7. Estruturas reticuladas e laminares de betão armado: Definição, Pré-dimensionamento e Disposições regulamentares
6.1 Vigas
6.2 Pilares
7.1 Lajes

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados no ponto 5 cobrem as áreas de conhecimento essenciais e são coerentes para o atingir dos objectivos formulados no ponto 4, dado que os tópicos incluídos no programa, como os tipos e elementos estruturais correntes, os principais materiais estruturais, os conceitos básicos de verificação da segurança em estruturas e os métodos de pré-dimensionamento de estruturas reticuladas e laminares de betão armado, cobrem os principais aspectos associados à concepção e dimensionamento de estruturas, permitindo aos alunos utilizar os conhecimentos apreendidos e aplicá-los no caso especifico de um projecto de estruturas de uma moradia. Em concreto iniciam-se os alunos no conhecimento dos aspectos essenciais relativos ao dimensionamento dos diferentes elementos estruturais correntemente utilizados em edifícios.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade curricular é leccionada com aulas teóricas de exposição das matérias enunciadas e aulas teórico-práticas onde se promove a discussão de conceitos, a resolução de situações concretas. Simultaneamente, é dado apoio ao trabalho prático, que consiste no desenvolvimento do projecto de estruturas de uma moradia.
O processo de avaliação compreende uma avaliação baseada em dois testes escritos, na elaboração de um trabalho prático (projecto de estruturas de uma moradia) e no desempenho do aluno dentro e fora de aula..
A avaliação final desta unidade curricular será expressa através de uma classificação na escala numérica inteira de 0 a 20, calculada de acordo com a seguinte fórmula: Nota final = 30% Teste escrito (T1)+ 30% Teste escrito (T2) + 35% Trabalho Prático + 5% Desempenho

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino estão em coerência com os objectivos da unidade curricular dado que a metodologia expositiva, associada à análise e à resolução de situações concretas, e o desenvolvimento de um trabalho prático, permitem a compreensão dos desafios que em regra se colocam no dimensionamento de estruturas. Procura-se assim, estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada a problemas reais.

Bibliografia:

Principal
[1] Heino Engel, "Sistemas estruturais", Editorial Gustavo Gili, SA, 2002.
[2] Beer and Johnson, "Mecânica Vectorial para Engenheiros - Estática", McGraw-Hill, 1991.
[3] Slides das aulas.
[4] Regulamento de Segurança e Ações em Edifícios e Pontes, Porto Editora, 1983.
[5] Eurocódigo 2 - Projecto de Estruturas de Betão, EN 1992-1-1, CEN, 2010.
[5] Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado, Porto Editora, 1983.
[6] Eurocódigo

Objetivos de aprendizagem:

Os alunos deverão ser capazes de:
-perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada;
-distinguir e caracterizar diferentes paradigmas de teorização do fenómeno arquitetónico;
-sintetizar algumas variantes e invariantes do processo histórico da arquitetura em Portugal;
-analisar de forma estruturada, justificando-o, exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas legíveis.

Conteúdos programáticos:

1. Metodologias analíticas da teoria/história da arte/arquitetura
1.1. metodologias pré-científicas
1.2. Positivismo
1.3. Formalismo: pura visualidade e Escola de Viena
1.4. Iconologia: Culturalismo e Instituto Warburg
1.5. abordagens sociológicas
1.6. Estruturalismo
2. Paradigmas teóricos na leitura da arquitetura portuguesa entre as épocas moderna e contemporânea
2.1. sécs. XIX/XX – ecletismo e arquitetura técnica
2.2. a Arte Nova - uma via nacional e racional
2.3. a Art Deco como primeiro modernismo português
2.4. a situação da arquitetura no Estado Novo
2.5. o Movimento Moderno
2.6. revisão da modernidade – Regionalismo Crítico, Tardomodernismo
2.7. SAAL e Post-Modernismo
2.8. a contemporaneidade

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objetivos formulados, equilibrando uma abordagem de diferentes filosofias e metodologias de análise em História da Arte e Arquitetura com a sua aplicação à arquitetura moderna portuguesa -quer em aula quer nos trabalhos individuais dos alunos - o que habilita os alunos a serem capaz de emitir juízos e perspetivar a análise histórica da arquitetura e de perceber das vantagens da aplicação de perspetivas analíticas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade será alvo de uma metodologia expositiva, descritiva e demonstrativa em aulas teóricas e teórico-práticas, de modo a apresentar e discutir conhecimentos que facilitem uma perceção global do quadro interpretativo da história da arquitetura ocidental, e desenvolver uma aproximação crítica à arquitetura não contemporânea.
O aluno terá de garantir o cumprimento dos ECTS de contacto previstos, mantendo a assiduidade, sendo de particular importância as aulas definidas como teórico-práticas, correspondendo aos momentos de avaliação e acompanhamento do trabalho.
O ritmo e qualidade com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos serão verificados num processo de avaliação contínua, pela intervenção nos tempos letivos e na prossecução de um paper e por uma série de provas escritas dedicadas às metodologias analisadas.
A nota final resulta da classificação do trabalho teórico-prático (dois pontos de situação, o paper e sua apresentação oral final) e das provas escritas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas procuram adequar a prática de transmissão de conhecimentos (contextual, crítica e marcada pela análise de exemplos específicos) e as formas de avaliação (quer o manuseamento de conteúdos formais, pelos testes escritos - mesmo assim privilegiando a conceptualização sobre a informação factual - quer pela aplicação individual a casos práticos, e sua exposição escrita e oral, no trabalho teórico-prático), aos objetivos de desenvolvimento de consciência analítica e crítica, assim como de competências de aprendizagem autónoma no campo da História da Arquitetura.

Bibliografia:

AAVV. (1991). Cassiano Branco. Lisboa: ASA.
ALMEIDA,P.V.(2002). Arquitectura no Estado Novo. Lisboa: Livros Horizonte.
ARGAN, G. C.; FAGIOLO, M. (1992). Guia de História da Arte. Lisboa: Estampa.
FERNANDES, J. M. (1982). Arquitectura Modernista em Portugal – 1890/1940. Lisboa: Gradiva.
FERNANDES, J. M. (2003). Português Suave: arquitecturas do Estado Novo. Lisboa: Ministério da Cultura/IPPA.
FERNANDEZ, S. (1988). Percurso. Porto: FAUP.
FRANÇA, J. A. (2004). História da Arte em Portugal – o Pombalismo e o Romantismo. Lisboa: Presença.
PATETTA, L. (1975). Storia dell'architettura-antologia critica. Milão: Fabri.
TOUSSAINT, M. (1996/97). “Viana de Lima: um percurso moderno”, in JA, ano XIV/XV, n.º 166/167, Dez/Jan, pp. 30-37. Lisboa: OA.
TRIGUEIROS, L.; SAT, C. (2003). Raul Lino 1879-1974. Lisboa: Blau.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Os alunos deverão ser capazes de:
-perspetivar a análise histórica e arquitetónica como opinião objetivamente fundamentada;
-sintetizar algumas variantes e invariantes do processo histórico da arquitetura em Portugal;
-identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo;
-distinguir e compreender noções como, espírito, estilo, práticas construtivas e de desenho, e agentes, integrando-os nesses mesmos períodos;
-enquadrar historicamente, justificando-o, exemplos edificados pelas suas características arquitetónicas legíveis.

Conteúdos programáticos:

1. Introdução
1.1. problematização e sistematização no estudo da história da arquitetura;
1.2. opções programáticas e expositivas da cadeira;
2. da Fundação ao fim do medievo
2.1. do romano ao Românico
2.1.1. pré-românico
2.1.2. Românico
2.2. O ciclo do Gótico
2.2.1. de Cister e ordens militares ao mendicante
2.2.2. a Batalha e o tardo-gótico
2.2.3. a arquitetura do período manuelino
3. a matriz linguística clássica
3.1. 1º paradigma classicista português
3.1.1. Renascimento
3.1.2. Maneirismo
3.1.3. “Arquitetura Chã”
3.1.4. a arquitetura da Restauração
3.2. 2º paradigma classicista português
3.2.1. Barroco: de João Antunes a D. João V
3.2.2. Barroco do Norte e vibração Rócócó
3.2.3. Pombalismo e Neoclassicismo

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objetivos formulados, dado que os tópicos incluídos no programa - da diversidade de perspetivas metodológicas de análise à sua aplicação aos diferentes períodos - habilitam o aluno ser capaz de emitir juízos e contextualizar a análise histórica da arquitetura e de identificar grandes períodos uniformes da prática arquitetónica no tempo.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade será alvo de metodologias expositiva, descritiva e demonstrativa em aulas teóricas e teórico-práticas, de modo a apresentar e discutir conhecimentos que facilitem uma perceção global do quadro interpretativo da história da arquitetura portuguesa pré-moderna, e desenvolver uma aproximação crítica à mesma.
Para obter aprovação a esta cadeira o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos. Para o garantir, terá de assegurar a assiduidade, particularmente nas aulas definidas como teórico-práticas, que correspondem a momentos de avaliação e acompanhamento do trabalho.
O ritmo e qualidade com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela presença e intervenção letiva, e verificada na prossecução de um paper.
A nota apurada resulta da classificação do trabalho, informada por quatro avaliações: dois pontos de situação, o paper e sua apresentação final.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas procuram adequar a prática de transmissão de conhecimentos (contextual, crítica e marcada pela análise de exemplos específicos) e as formas de avaliação (quer o manuseamento de conteúdos formais, quer pela aplicação individual a casos práticos, e sua exposição escrita e oral, no trabalho teórico-prático), aos objetivos de desenvolvimento de consciência analítica e crítica, assim como de competências de aprendizagem autónoma no campo da história da arquitetura.

Bibliografia:

[1] AAVV. (1986). História da Arte em Portugal. Lisboa: Alfa.
[2] ALMEIDA, C. A. F. (2001). História da Arte em Portugal - O Românico. Lisboa: Presença.
[3] ALMEIDA, C. A. F., BARROCA, M. J. (2002). História da Arte em Portugal - O Gótico. Lisboa: Presença.
[4] CORREIA, J. E. H. (1991). Arquitectura Portuguesa - Renascimento. Maneirismo, Estilo Chão. Lisboa: Presença.
[5] FRANÇA, J. A. (2004). História da Arte em Portugal – o Pombalismo e o Romantismo. Lisboa: Presença.
[6] MATTOSO, J. (1993). História de Portugal. Lisboa: Círculo de Leitores.
[7] NORBERG-SCHULZ, C. (1988). La signification dans l'Architecture Occidentale. Bruxelas: Pierre Mardaga.
[8] SERRÃO, V. (2003). História da Arte em Portugal - O Barroco. Lisboa: Presença.
[9] PEREIRA, P. (2011). Arte Portuguesa - história essencial. Lisboa: Círculo de Leitores.
[10] PEREIRA, P. (1995). História da Arte Portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores.

Objetivos de aprendizagem:

Capacidade de compreensão e integração dos conhecimentos adquiridos;
- Aplicação dos conhecimentos adquiridos para melhor compreensão da realidade política europeia e nacional;
- Capacidade de análise crítica no âmbito dos assuntos europeus e nacionais;
- Capacidade de comunicação interpessoal e intergrupal.
- Capacidade de investigação autónoma

Conteúdos programáticos:

I – Génese e evolução da União Europeia
1. O projeto europeu: passado-presente
2. Organizações internacionais e soberania: cooperação versus integração
3. O ‘motor’ da integração: etapas da integração económica 
4. Dinâmica da integração: os alargamentos e o caso português
5. Dinâmica da integração: as revisões dos tratados
II – As instituições políticas: União Europeia e Portugal
1. Organização do poder político: em Portugal
2. Organização do poder político: na União Europeia
III – Os Estados membros e o processo de decisão da União Europeia
1. O processo de decisão
2. O direito da União Europeia
3. Integração do direito da União Europeia nas ordens jurídicas nacionais
IV – As políticas comunitárias: questões gerais

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Unidade I – Com a apresentação do processo de integração europeia pretende-se motivar os alunos para o conhecimento dos fenómenos políticos contemporâneos, bem como promover a leitura crítica fundamentada sobre o processo de integração.
Unidade II - A apresentação dos modelos das instituições políticas nacionais e europeias visa a compreensão por parte dos alunos dos modelos institucionais nacional e comunitário e da articulação entre os dois, bem como promover uma leitura crítica da integração económica europeia, na dimensão institucional.
Unidade III– Com a apresentação do modelo de tomada de decisão na União Europeia e de breves considerações sobre direito comunitário pretende-se fomentar a compreensão dos mecanismos decisórios da UE e o fornecimento da informação básica sobre direito comunitário.
Unidade IV – A apresentação de uma súmula sobre políticas comunitárias visa sensibilizar os alunos para a importância prática das políticas através de exemplos em áreas fundamentais.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia de ensino incluirá exposição teórica, pesquisa, leitura e discussão de bibliografia específica bem como debates temáticos e reflexões críticas. A avaliação será contínua, baseando-se na realização de duas provas escritas de avaliação (50% + 50%).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Unidade I- Exposição teórica de conteúdos caracterizadores da área de actuação; Apresentação e manuseamento do manual de apoio; Debates em grupo; Integrar conceitos, teorias e conhecimentos da área científica; Desenvolver competências de interação em sala de aula
Unidades II, III e IV - Exposição teórica de conteúdos para caracterização de cada temática; Revelar capacidade de comunicação oral e escrita dos conteúdos; Selecionar métodos de gestão de informação; Integrar conceitos, teorias e conhecimentos da área.

Bibliografia:

CARDOSO, Carla Pinto, RAMOS, Cláudia, LEITE, Isabel Costa, CARDOSO, João Casqueira, VILA MAIOR, Paulo (2017), A União Europeia: Historia, Instituições e Políticas, Porto, Edições Universidade Fernando Pessoa.
Constituição da República Portuguesa, 2005.
RAMOS, C.; Vila Maior, P.; Leite, I.C. (2020). O Parlamento Europeu e as eleições europeias: Ensaios sobre legitimidade democrática, Aletheia.
Tratado de Lisboa, 2007.
WALLACE, W., WALLACE, H. e POLLACK, M. (2005) – Policy-Making in the European Union. 5ª ed. Oxford: Oxford U.P.

Objetivos de aprendizagem:

Esta disciplina insere-se no curso de Arquitectura e procura familiarizar os futuros profissionais com as ferramentas necessárias para a realização de trabalhos na área. Importa sublinhar que os objectivos da disciplina se articulam directamente com os da disciplina de Planeamento do Território. Procura-se proporcionar um conjunto de conhecimentos estruturados àcerca das condições de funcionamento e organização espacial dos territórios, particularmente os urbanos. Desde modo, os alunos devem compreender os mecanismos que regulam as lógicas de localização e de articulação das várias actividades

Conteúdos programáticos:

Política de gestão de solos municipal. Planos municipais de ordenamento do território. A rigidez dos planos. Solos urbanos. O Sector Habitacional: A estrutura do parque habitacional, Agentes e instrumentos da política habitacional, Formas de provisão de habitação. Planeamento de Equipamentos e Infraestruturas. Intervenções espaciais e ambiente urbano: Operações de regeneração urbana de centros históricos. Estruturação urbana e equipamentos; Dinâmicas de estruturação urbana; A base económica urbana e as interacções; A competição espacial entre usos do solo urbano; Caracterização de uma estrutura industrial e sua dinâmica - O caso da Área Metropolitana do Porto; Desenvolvimento sustentável. Planeamento de Equipamentos e Infra-estruturas; Tipos de equipamentos e infra-estruturas; Tipos de planeamento; A procura de equipamentos e de infra-estruturas; A disponibilidade de equipamentos e infra-estruturas.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados cobrem as áreas de conhecimento essenciais e coerentes para o atingir dos objectivos formulados, dado que os tópicos incluídos no programa como o ordenamento do território, a política de gestão de solos nacional e o processo de crescimento e desenvolvimento urbano, abarcam os principais aspectos do estudo, o que habilita o aluno a produzir um diagnóstico territorial abrangendo as suas principais componentes, assim como encontrar um conjunto de medidas, estratégias e políticas que permitam melhorar a qualidade de um determinado território.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A UC é leccionada com aulas teóricas de exposição das matérias enunciadas, com o recurso a elementos de observação e/ou de apoio experimental – aulas teórico-práticas dedicadas à resolução de situações concretas.
O processo de avaliação compreenderá uma avaliação periódica baseada nos seguintes elementos:
A. Classificação obtida através do trabalho Prático.
B. Classificação obtida através do trabalho Teórico-Prático.
A classificação final do aluno será calculada através da equação:
Classificação final = 0,6*(A) + 0,4*(B)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas estão em coerência com os objectivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no desenvolvimento do estudo orientado, procurando estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada a problemas reais que habilite o aluno a aplicar as ferramentas necessárias para a realização de trabalhos de consultadoria na área do ordenamento e planeamento do território e da gestão de solos e dos seus usos.

Bibliografia:

Branco-Teixeira, M. (2007). A Integração das Infraestruturas no Planeamento do Território: o Papel das TIC na Cultura do Planeador. Tese de Doutoramento, FEUP.
Direção-Geral do Território (2018). Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT)/Alteração – Uma Agenda para o Território. Programa de Ação.
DGOTDU (2002). Normas para a Programação e Caracterização de Equipamentos Colectivos. ISBN 972-8569-26-2.
DGOTDU (2011). Acessibilidade, Mobilidade e Logística Urbana. ISBN 978-972-8569-50-1.
European Union (2019). The Future of Cities - Opportunities, Challenges and the Way Forward. Joint Research Centre. ISBN 978-92-76-03847-4. doi:10.2760/375209.
IHRU (2015). Estratégia Nacional para a Habitação - Desafios e Mudanças.

Objetivos de aprendizagem:

Sob o tema "Do Projecto à Obra", os estudos a realizar nesta UC basear-se-ão numa investigação a efectuar a diferentes escalas sobre um tema único - EQUIPAMENTO - situando o programa da intervenção arquitectónica a realizar num contexto urbano real que permita evidenciar e relacionar os vários estímulos e condicionantes que caracterizam qualquer processo projectual. No final do semestre o aluno deverá ser capaz de produzir um diagnóstico das principais condicionantes e potencialidades relativas a uma determinada área urbana.

Conteúdos programáticos:

Do Conceito à Organização da forma:
O Sítio; A Cidade; A Envolvente; O Lote
O Contexto Social e Cultural
Os agentes, as instituições e os seus papéis
Intenções e Consequências
Programa, sítio e intenções
O pré-dimensionamento do programa
Pesquisa funcional do programa
Estudo de Tipologias
Sustentabilidade, Inclusão e Resiliência
Legislação e Regulamentos
Projeto
Articulação entre as componentes conceptuais/formais/linguísticos do projeto.
Opções programáticas, funcionais e construtivas da proposta.
Projeto, Linguagem e Construção
Comunicação do Projeto:
Caderno de Encargos e Medições
Organização e composição de desenhos técnicos

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O trabalho desenvolvido em Projecto VI encadeia-se na investigação iniciada no semestre anterior (Projecto V). O semestre é iniciado com uma investigação do local de intervenção do projecto, quer do seu ponto de vista físico quer do seu contexto social e cultural permitindo ao aluno informar a sua proposta bem como fundamentar teoricamente as opções adoptadas. Partindo de uma análise à escala do território até à escala do detalhe construtivo, o aluno percorre durante o processo do desenvolvimento do projecto todas as diferentes fases/escalas associadas a este tipo de intervenção, cruzando no caminho com uma selecção de aspectos teóricos, técnicos, compositivos e documentais considerados preponderantes à futura prática dos actos próprios da profissão.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As "aulas práticas laboratoriais", onde se efectuarão e criticarão individualmente os trabalhos, serão complementadas, em momentos oportunos, por sessões de debate/crítica colectiva para sua comparação e eventual redireccionamento. Paralelamente realizar-se-ão "aulas teóricas" onde a informação fornecida procurará garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido. Os conhecimentos e competências adquiridas pelo aluno serão sintetizados na exposição gráfica, escrita e oral do projecto bem como na apresentação/debate. O método de avaliação da unidade curricular baseia-se no modelo de avaliação contínua e compreende duas componentes: a componente prática e a componente teórica. A participação dos alunos nas horas de contacto de ensino é, por norma, obrigatória. No que concerne às horas de ensino presencial em sala de aula, a percentagem mínima de frequência está estipulado no Regulamento Pedagógico. Não existe nenhuma avaliação de recurso para a UC.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A componente prática desta unidade curricular é centrada fundamentalmente no processo de elaboração de um «projecto», devidamente informado/legitimado segundo uma perspectiva transdisciplinar do conhecimento. A avaliação do «projecto» é assim, a avaliação do «processo», pelo que a investigação/trabalho do aluno, dentro e fora da sala de aula é, como um todo, indissociável das competências adquiridas pelo aluno e, consequentemente, determinante da qualidade da sua prática profissional futura. Sublinham-se algumas premissas subjacentes às metodologias de ensino adoptadas: reforço do papel de orientação do docente no período de estudo e investigação individual efectuado fora das horas de contacto; os trabalhos práticos devem simular a complexidade de um processo arquitectónico corrente, operando sobre premissas programáticas e funcionais reais bem com sobre um “Lugar” concreto. O contacto directo com o local de intervenção bem como com a população local e os diferentes interlocutores sociais e políticos é uma prioridade a salvaguardar. Os resultados da investigação devem ser apresentados e discutidos com esses intervenientes no processo do desenvolvimento do projecto. A colaboração e troca de experiências sobre as temáticas abordadas nesta unidade curricular com alunos de outros cursos leccionados na Universidade (maioritariamente no mesmo edifício) são incentivadas e valorizadas.
O processo de definição dos conteúdos teóricos desta unidade curricular, bem como as metodologias de ensino adoptadas, tiveram em consideração a sua aplicabilidade no exercício prático da profissão de arquitecto – conhecimento útil – bem como a sua relação/coerência com os restantes conteúdos programáticos previstos na “estória” do plano curricular do curso. Assim, esta metodologia de ensino adoptada, num contexto de turmas compactas e de grande proximidade docente/discente permite aos alunos uma aquisição continuada de conhecimentos e competências enquadráveis no âmbito dos objectivos de aprendizagem desta unidade curricular.

Bibliografia:

[1] ARÍS, Carlos Martí (1993), “Las variaciones de la identidad. Ensayo sobre el tipo en arquitectura”, Barcelona, ed. Del Serbal Colégio de Arquitetos de Cataluña.
[2] EATON, Ruth, (2002), “Ideal Cities”, London, ed. Thames and Hudson.
[3] MONTANER, Josep Maria (1999). Arquitetura y crítica. Barcelona: Gustavo Gili. (BFP 72.035/.36/MON/96667)
[4] MOURA, Vasco Croft de.(2001). Arquitectura e Humanismo : o papel do arquitecto, hoje, em Portugal. Lisboa : Terramar. Ref. UFP: BFP 72.01/MOU/14837
[5] MUNFORD, Lewis (1941) “The Story of utopias”, New York, ed. P.Smith, , (1ª ed. 1922)

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Os alunos deverão adquirir conhecimentos teóricos e práticos sobre temas e conceitos fundamentais de enquadramento e de suporte à análise de dados de natureza demográfica e social e da sua relação com o ordenamento do território e a elaboração de documentos estruturantes para a definição de políticas públicas.

Conteúdos programáticos:

I - Objeto de estudo e componentes fundamentais:
1. Demografia vs Sociodemografia.
2. As principais fontes de informação.
3. A representação dos efetivos populacionais e dos acontecimentos demográficos no Diagrama de Lexis.
4. As estruturas demográficas.
5. A intensidade e calendário dos fenómenos demográficos.
6. O impacto das estruturas e do nível, intensidade e calendário, dos fenómenos demográficos sobre o número de acontecimentos demográficos.
7. A análise transversal e longitudinal dos fenómenos demográficos.
8. Os efeitos de idade, geração e período na análise dos fenómenos demográficos.
9. A transição demográfica e a transição epidemiológica.
10. Os desafios demográficos atuais.
11. As políticas de população e seus resultados.
II – Demografia e Planeamento Territorial
1. As principais dinâmicas da População Portuguesa: perspetiva histórica.
2. Divisão Administrativa e Planeamento Territorial:
3. O Ordenamento do Território

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos, consequentes dos objetivos de aprendizagem da unidade curricular, dotam os alunos de conhecimentos fundamentais a aplicar, numa dimensão urbanística que tem em conta as questões ecológicas e de sustentabilidade, à gestão do território: ao nível teórico e conceptual, metodológico e analítico (I), ao nível descritivo presente e prospetivo com aplicação técnica a modelos de planeamento e a políticas públicas (II).

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Expositiva e demonstrativa, analítica e contínua.
Sistema de avaliação:
(i) Trabalho correspondente a 40 por cento da classificação.
Avaliação fundamentada na realização de um trabalho de recolha, tratamento e interpretação de dados sociodemográficos – nas escalas nacional, regional e municipal – enquanto suporte de aprendizagem da construção de documentos de planeamento territorial. O trabalho realiza-se, objetivamente, para cada sessão sendo, por isso, concretizado pela resposta escrita, verificável, às questões-aula a depositar, individualmente, na plataforma da unidade curricular.
(ii) Teste correspondente a 60 por cento da classificação.
Avaliação de conhecimentos composta por teste teórico-prático a incidir sobre todos os conteúdos lecionados.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A unidade curricular incorpora um conjunto de saberes teóricos e práticos, importantes para a análise de dados, que permitem a sua aplicação em matérias relacionadas com o planeamento e o urbanismo no pressuposto de que a distribuição equilibrada e racional das pessoas e dos edifícios pelo território constitui uma referência de aprendizagem e de aplicação.
Para além dos dispositivos teóricos e conceptuais, a unidade curricular, vocacionada para a análise, utiliza metodologias de tratamento estatístico padronizadas e programas adequados, com destaque para o Excel e para o SPSS.

Bibliografia:

BANDEIRA, M. L. 2003 Demografia. Objeto, teorias e métodos. Lx: Escolar Editora.
BARREIRA, M.E., VIDAL, D.G., PONTES, M., OLIVEIRA, G., MAIA; R.L. 2018 O Impacto dos Poluentes Atmosféricos no Cancro do Pulmão: um estudo transversal, Onco. News, 37: 14-19
CASTRO, E. A; Martins, J. M; SILVA, Carlos, J. 2015 A Demografia e o País. Previsões cristalinas sem bola de cristal. Lx: Gradiva.
LIVI-BACCI, M. 1993 Introducción a la demografia. Barcelona: Editorial Ariel
MAIA, R.L. 2002 (coord.) Dicionário de Sociologia. Porto: Porto Editora
MAIA, R.L. 2003 O Sentido das Diferenças. Migrantes e naturais: observação de percursos de vida no Bonfim. Lx: FCG/FCT
MAIA, R.L.; FARIA, Luís Pinto de 2016 O REJUVENESCIMENTO URBANO. Cinquenta Anos de Observação Sociodemográfica em Portugal. A Obra Nasce, vol. 11
VIDAL, D.G., PONTES, M., BARREIRA, E., OLIVEIRA, G., MAIA R.L. 2018 Differential mortality and inequalities in health services access in mainland Portugal, Finisterra, Vol. 53 (109): 53-70

Objetivos de aprendizagem:

A Arquitetura Paisagista é uma disciplina de análise, desenho, criação e intervenção na paisagem, possuindo uma estreita relação com a Arquitetura e Urbanismo, que constituem disciplinas que igualmente atuam sobre a paisagem.
Esta Unidade Curricular tem como objetivo a iniciação dos alunos no estudo da paisagem, assimilando os seus conceitos e princípios base, compreendendo a história da sua génese e evolução, e aplicando este conhecimento em exercícios de intervenção na paisagem, com um aprofundamento do conceito de Estrutura Verde e a sua aplicação num caso de estudo.

Conteúdos programáticos:

1. Fundamentos de Arquitetura Paisagista
1.1. Origem e evolução
1.2. Conceito, Escalas e Carácter da Paisagem
1.3. Ecologia da Paisagem
1.4. Métodos de estudo
1.5. Elementos da Paisagem
1.6. Recursos naturais e elementos biofísicos. Gestão sustentável
1.7. Elementos antrópicos
1.8. Unidades de Paisagem
1.9. Paisagem rural e urbana. Da paisagem global à paisagem local
1.10. O Ordenamento e gestão da Paisagem
2. Estrutura Ecológica e Espaços Verdes
2.1. Qualidade de vida e Sustentabilidade
2.2. Estrutura Ecológica e Estrutura Verde
2.3. Estrutura Verde: forma e função
2.4. Princípios
2.5. Planeamento e desenho de Espaços Verdes
2.6. Vegetação nos Espaços Verdes
2.7. Conforto e percepção
3. História da Arquitetura Paisagista
3.1. As origens
3.2. As civilizações centrais
3.3. O jardim na Grécia Antiga e no Império Romano
3.4. O Jardim medieval, renascentista, barroco e naturalista
3.5. O Jardim e parque público
3.6. O Jardim moderno e contemporâneo

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A. Conhecer os fundamentos base da Arquitetura Paisagista, os seus conceitos, metodologias e a articulação com a Arquitetura e Urbanismo;
B. Elaborar a análise e diagnóstico da paisagem, através do estudo dos componentes e elaboração de mapas temáticos;
C. Trabalhar informação e analisar a paisagem, propondo uma Infraestrutura Verde;
D. Ter análise crítica, conhecimentos e emitir julgamentos acerca da utilização dos recursos naturais no processo de desenvolvimento territorial;
E. Efetuar propostas de intervenção na paisagem, integrando o pensamento ecológico, e articulando os elementos naturais e antrópicos;
F. Comunicar as suas conclusões e os trabalhos desenvolvidos (assim como os raciocínios que lhes deram origem), na forma de desenho, escrita e apresentação oral;
G. Identificar e distinguir os principais momentos da história da Arquitetura Paisagista e evolução dos jardins e espaços públicos, reconhecendo os principais autores, estilos e espaços.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Avaliação contínua
A execução do programa possui uma componente teórica e uma componente teórico-prática. As aulas teóricas iniciam por uma apresentação dos elementos programáticos, seguida de uma preparação dos exercícios a serem desenvolvidos pelos alunos. As aulas teórico-práticas serão dedicadas à realização de exercícios, que servirão para a consolidação e aplicação dos conhecimentos obtidos na parte teórica, na aprendizagem dos vários conteúdos programáticos.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A – Exercícios Teóricos (ET):
ET1: Teste teórico
B – Exercícios Teórico-práticos (ETP):
ETP1: Análise e diagnóstico da paisagem (Trabalho em grupo)
Exercício de análise da paisagem caso de estudo, segundo uma metodologia de análise, síntese e proposta.
ETP2: Proposta de Estrutura Verde (Trabalho individual)
Exercício de proposta de uma Estrutura verde para a paisagem caso de estudo, assente nos conhecimentos obtidos nas aulas.

Bibliografia:

[1] CABRAL, F.C. (2003). Fundamentos da Arquitectura Paisagista.
[2] CABRAL, F.C. e TELES, G.R. (2005). A árvore em Portugal.
[3] CANCELA d’ABREU, et al. (2004). Contributos para a identificação e caraterização da paisagem em Portugal continental.
[4] FADIGAS, L. (2007). Fundamentos ambientais do ordenamento do território e da paisagem.
[5] FARIELLO, F. (2004) La arquitectura de los jardines: de la antigüedad al siglo XX.
[6] HOUGH, M. (2004). Naturaleza y ciudad – Planificación urbana y processos ecológicos.
[7] JELLICOE, G. e JELLICOE, S. (1996). The Landscape of Man.
[8] MAGALHÃES, M.R. (2001). A Arquitectura Paisagista.
[9] MAGALHÃES, M.R., et al. (2007) Estrutura ecológica da paisagem.
[10] PALOMO, P. (2005). La Planificación Verde en las Ciudades.
[11] QUINTAS, A. (2014). Génese e evolução dos modelos de Estrutura Verde Urbana na estratégia de desenvolvimento das cidades.
[12] QUINTAS, A. (2015). Planning for Urban Green Infrastructure in Metropolitan Landscapes.

Objetivos de aprendizagem:

Esta disciplina visa transmitir aos alunos as noções elementares sobre a gestão de projetos e empreendimentos, bem como as ferramentas associadas a essa gestão. Pretende-se abordar questões práticas relacionadas com a gestão que possibilitem uma melhor aproximação dos jovens engenheiros e arquitetos às práticas da construção civil, integrando conhecimentos de outras disciplinas.
Os alunos deverão ser capazes organizar e gerir uma equipa de projeto; coordenar a gestão de projeto e de empreendimentos nas suas diferentes fases; proceder ao adequado planeamento e controlo das equipas de projeto e do processo de implementação de um empreendimento.
A disciplina encontra-se dividida em 2 módulos:
1º módulo - Gestão de uma obra de construção;
2º módulo - Gestão de um empreendimento desde a aquisição de um terreno até ao fim do ciclo de vida do edifício.

Conteúdos programáticos:

1ª parte: Intervenientes na obra e instrumentos. Terminologia e definições. Competências dos intervenientes. Responsabilidades dos intervenientes. Coordenação Projeto/Obra. Análise de projeto. Processo de concurso. Medições: Objetivos, Princípios e Regras gerais. Medição das especialidades. Custos e orçamentos. Estrutura de custos. Preços de venda. Planeamento de obras. Dados base. Técnicas de planeamento. Planificação de recursos.
2ªparte: Introdução à gestão de projetos; Conceito de projeto e a sua gestão; Funções do gestor de projeto; Análise e gestão do risco; Gestão de projeto e estrutura organizacional; Organização da equipa de projeto; Liderança em gestão de projetos. Fases de um projeto/ empreendimento; Fase da análise de viabilidade; Fase da Estratégia; Fase da Pré-Construção; Fase da Construção; Fase da receção e ocupação. Gestão eficiente de empreendimentos reabilitados.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados destinam-se a desenvolver competências e capacidade de aplicação de ferramentas que permitam ao aluno uma adequada integração em equipas de gestão de projeto, compreendendo as diferentes tarefas que o esperam durante o ciclo de vida de um projeto, de modo a desenvolver estratégias e abordagens ao problema de gestão de diferentes projetos na área da engenharia civil e da arquitetura. Para atingir estes objetivos são desenvolvidos os conceitos e as variáveis em gestão de projetos, o conjunto das funções do gestor de projeto e sua integração na estrutura organizacional. Também são identificadas as diferentes competências expectáveis para as diferentes fases de um projeto, desde a análise de viabilidade, a estratégia, a pré-construção, a construção e a receção e ocupação. Recorre-se ainda à ferramenta informática aplicada na gestão de projetos na afetação e planeamento de recursos.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade curricular é lecionada com aulas teórico-práticas de exposição sobre os diferentes conteúdos programáticos apresentando diferentes ferramentas de trabalho, métodos de cálculo e técnicas de controlo, procedendo à sua aplicação em exercícios de simulação de problemas de gestão de projeto.
O aluno será capaz de desenvolver tarefas em matéria de gestão de projeto e organização e coordenação de equipas de trabalho adequadas. As ferramentas informáticas são também usadas nomeadamente para o desenvolvimento de um trabalho prático de planeamento e controlo relativo a uma situação real.
Avaliação:
Dois testes escritos que constituem 80% da avaliação final da disciplina.
Desempenho do aluno (assiduidade, desempenho técnico, participação ativa nas aulas e interesse global demonstrado pela matéria e resolução em aula de exercícios nelas desenvolvidos) que constitui 20% da avaliação final da disciplina.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias propostas são coerentes com os objetivos estabelecidos para o curso por causa do apoio ao estudo do desenvolvimento orientado, buscando estabelecer um paralelismo entre a teoria e a prática aplicada aos problemas reais que permitem que o aluno a desenvolver a sua atividade como um arquiteto dominando chave um problemas associados à gestão de construção, integrando o conhecimento das matérias ensinadas anteriormente e resolver problemas práticos de gestão e coordenação de equipes de projeto, usando diferentes instrumentos e técnicas de controlo de planeamento.

Bibliografia:

1ª parte
1. Antunes, J., 2002, A fiscalização de empreendimentos e os novos desafios, in MPGFO, NPF.
2. Fonseca, M. Santos, Curso de regras de medição na construção, LNEC, Lisboa, principal.
3. Faria, J. Amorim, Custos e Orçamentos, Cálculo de Preços de Venda, FEUP, principal.
4. Forte, C., Sousa, J.M., Sousa, J.B., 2002, A importância da orçamentação das obras e a minimização do risco associado, in MPGFO, NPF.
Legislação:
1. Dec-Lei 18/2008, Código dos contratos públicos.
2ª parte
1. Rodrigues, J.C., 2003, Gestão de Empreendimentos – A Componente de Gestão da Engenharia, Edição IDTec, Coimbra.
2. Roldão, V.S., 2000, Gestão de projectos – Uma perspectiva integrada, Edição Monitor, Lisboa

Objetivos de aprendizagem:

Ter conhecimento dos princípios dos sistemas de informação geográfica, a sua relação com a geografia e a herança cartográfica e topográfica. Apresentação do programa ArcGis - Configuração do ambiente de trabalho e definição de sistemas de coordenadas. Criar e usar bases de dados relacionais com e sem recurso a software SIG. Analisar as implicações da qualidade e validade dos dados. Verificar a qualidade dos dados. Planeamento e estruturação de um projecto SIG. Desenvolvimento de modelos de bases de dados para SIG. Análise de dados geográficos e atributos associados. Os SIG como sistemas de apoio à decisão. Aplicações temáticas

Conteúdos programáticos:

1. Conceitos Preliminares
2. Princípios de Informação Estruturada
3. Análise de Casos-Estudo
4. Desenvolvimento e Gestão de um Projeto SIG
5. Apresentação do Projeto

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino-aprendizagem desta unidade curricular foram programadas de forma consolidar bases teóricas conceptuais e a potenciar a aplicação prática dos conceitos teóricos apreendidos. Sempre que seja adequado, serão analisados e interpretados projetos de modo a estimular o estudo prático orientado. O desenvolvimento das competências propostas decorrerá através de trabalhos ou exercícios realizados em sala de aula, análise e desenvolvimento de projetos em grupo e/ou individuais em sala de aula ou com base no estudo individual.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

testes, trabalhos
A metodologia de ensino-aprendizagem é expositiva, interrogativa e demonstrativa durante as aulas teórico-práticas e nas sessões de orientação do estudo. Recorre-se ao estudo orientado de casos, de modo a permitir interpretar e aplicar corretamente os conhecimentos teóricos adquiridos a situações reais. São propostos trabalhos de pesquisa orientada sobre os temas abordados. Quando aplicável, são organizados seminários temáticos com oradores externos.
A avaliação desta unidade curricular realiza-se de forma contínua durante as aulas teórico-práticas, através da realização de trabalhos práticos/exercícios propostos para elaboração individual e/ou em grupo, e desenvolvimento de um projeto (caso-estudo).
Classificação final = 50% testes individal + 20% relatórios individuais + 10% projeto final desenvolvido em grupo + 10% apresentação de um seminário +10% desempenho

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Conceitos Preliminares - Entender projeção, escala, e coordenadas num SIG;
Princípios de Informação Estruturada e Análise de casos-estudo - Entender as aplicações das estruturas de dados vetorais e matriciais, representar a geografia e a natureza dos dados geográficos e compreender bases de dados relacionais;
Desenvolvimento e Gestão de um Projecto SIG - Capturar, armazenar, analisar e apresentar resultados da análise em SIG

Bibliografia:

• van Maarseveen, Martin; Martinez, Javier; Flacke, Johannes. 2019. GIS in Sustainable Urban Planning and Management : A Global Perspective
• CRC Press, Leiden, pp. 364: ISBN-13: 9781315146638 /9781138505551 - https://www.topfreebooks.org/gis-in-sustainable-urban-planning-and-management-a-global-perspective/
• Smith MJ, Goodchild MF, Longley PA. 2018. Geospatial Analysis, 6th edition. John Wiley & Sons.
• GIS Commons [online]. An Introductory Textbook on Geographic Information Systems. https://giscommons.org/
• Kennedy, M. (2009). Introducing Gographic Information Systems with ArcGis, Wiley.
• MATOS J. 2008. Fundamentos de informação geográfica. 5ª ed., Lisboa. Lidel, 405 p. ISBN 978-972-757-514-5

Objetivos de aprendizagem:

A disciplina visa preparar o aluno para diagnosticar os principais problemas de carácter urbanístico relativos a uma área urbana de grandes dimensões, morfologicamente não consolidada ou heterogénea, concluindo sobre a interdependência entre modelos urbanos e tecidos, hierarquia viária, estrutura de espaço público, etc.
Em consequência, o aluno deverá ser capaz de definir um programa de projeto adequado ao diagnóstico produzido e que promova a melhoria territorial, relacionando-o com as potencialidades e condicionantes urbanísticas do local, identificando os aspetos positivos a desenvolver e/ou aproveitar como recursos do projeto.
No processo, o aluno ficará capaz de dominar as diferentes fases/escalas do Plano, a estrutura formal e funcional da proposta e a interação entre e a interação entre esta e as disposições de planeamento aplicáveis, devendo ainda ser capaz de fundamentar teoricamente as suas opções e comunicar claramente estes resultados por via oral, escrita e gráfica.

Conteúdos programáticos:

1 – ANÁLISE DO TERRITÓRIO E PARADIGMAS URBANOS
1.1 – “Tecidos” e “territórios morfológicos”: Elementos de construção/composição urbana, Cidade compacta/Cidade moderna/Cidade-jardim, Escalas de leitura, análise e projecto
1.2 – Análise urbana: mobilidade e hierarquia viária, tecidos “urbanos” (tipologias, formas e funções), património natural e construído, usos e equipamentos, estrutura de espaços públicos, estrutura ecológica
2 – REESTRUTURAÇÃO E FORMAS URBANAS
2.1 – Inserção Urbanística
2.2 – (Elementos de) Estrutura urbana
2.3 – Tecidos urbanos e inter-relação elementar
2.4 – Morfologia Urbana/Tipologia de Espaços Urbanos
2.5 – Articulação forma/função
3. DO CONCEITO AOS INSTRUMENTOS NORMATIVOS
3.1 – Ordem e Liberdade na regulação urbanística
3.2 – O desenho e a regulação
3.3 – Variáveis de regulação e sua adoção

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O capítulo 1 familiariza o aluno com os principais aspetos que informam uma análise urbanística, a partir da referência a modelos teóricos urbanos paradigmáticos e do reconhecimento da sua presença no território, orientando-o na sistematização dos conhecimentos que lhe permitem diagnosticar o espaço de intervenção.
O capítulo 2 sustenta as questões fundamentais de «forma urbana» e a sua aplicação na área de projeto, centrando-se no controlo articulado dos aspetos geofísicos e morfológicos que têm maior expressão numa proposta à escala 1:2000.
O capítulo 3 aborda os instrumentos normativos, designadamente os Planos urbanísticos vigentes, e estimula a sua compreensão e referência como recurso criativo de projeto.
Ao longo do semestre, as apresentações das várias fases da proposta constituem momentos de discussão que exploram a fundamentação teórica e fomentam o à-vontade “em público”, enquanto testam a capacidade de passar a mensagem oral, por escrito e graficamente.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia desta UC assenta, essencialmente, no acompanhamento tutorial do aluno, apoiado e complementado por sessões de exposição teórica e discussão coletiva intra-turma. Em paralelo com o desenvolvimento do projeto são propostos 3 exercícios de curta duração: um de índole prática, que alimenta diretamente o processo de projeto, e dois de carácter teórico, que forçam a reflexão crítica sobre o trabalho em curso.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a componente prática-laboratorial que integra duas apresentações do projeto, um exercício de definição espacial ao nível construtivo e a avaliação do desempenho do aluno ao longo do semestre; e a componente teórica que contém dois exercícios – a análise crítica de um espaço público relacionado com o âmbito do projeto e a produção de um portefólio individual.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O acompanhamento tutorial em que assenta de modo essencial a transmissão de conhecimentos nesta UC permite uma reação individualizada perante as dificuldades e lacunas de compreensão de cada aluno, mas também perante as potencialidades de cada um. É, portanto, um método de ensino mais justo na desigualdade que supõe e que mais facilmente se coaduna com orientações adequadas, quer aos diferentes estudantes e aos seus processos/progressos individuais, quer às diferentes soluções de projeto. O desenvolvimento deste processo em sala de aula possibilita e favorece a discussão entre grupos de alunos e intra-turma como processo paralelo de aprendizagem, a qual é transformada em «debate (informal) conduzido» sempre que pertinente.
As sessões teóricas pretendem informar a turma sobre aspetos de carácter mais abstrato/geral, quer relacionados com os processos de análise e proposta, quer de representação, quer de abordagem às especificidades da área de estudo, de modo a estabelecer uma base coletiva comum para o percurso individual acompanhado supra referido. Garante-se, assim, ao aluno uma orientação personalizada e adequada à sua evolução, que segue as ideias de cada um, procurando suprir as suas lacunas e explorar as suas potencialidades, favorecendo o trabalho/estudo que prossegue para além das horas de contacto e que, no final, contribui para as otimizar. Em simultâneo, a necessidade de recurso a fundamentação adequada no confronto com os resultados de projeto que se vão obtendo estimula a responsabilização pelas opções tomadas e suporta a gradual autonomização do estudante.
No arranque do semestre, um exercício de carácter prático a desenvolver durante 3/4 semanas em grupos de 3 estudantes alicerça o primeiro conhecimento da área de intervenção, o qual é orientado pela obrigatoriedade de estudar temas pré-definidos, promovendo as primeiras discussões internas, posteriormente estendidas aos restantes grupos. No final deste exercício considera-se reunido um conjunto de informação-base que sustenta a partida para os percursos individuais de aprofundamento dessa análise e de projeto, assim como alcançado o domínio básico da articulação entre escalas de representação e os elementos do novo contexto de projeto.
A meio do semestre, a análise de um texto cujo conteúdo está intimamente relacionado com a temática disciplinar configura um segundo exercício de curta duração – este de carácter teórico – e um tempo de pensamento crítico sobre a proposta traduzido numa reflexão escrita que cruza e confronta aspetos desse texto com o trabalho desenvolvido até à data.
O último exercício de caracter teórico – o portefólio –, a apresentar na última aula do semestre letivo, tem o intuito de confrontar o aluno com o seu processo de desenvolvimento individual, contribuindo para a consciencialização do percurso e concretizando um ato de autoavaliação que é a base de toda a evolução.

Bibliografia:

[1] Cullen, Gordon (1996). Paisagem Urbana. Lisboa. Edições 70 (Ed. Orig. 1971).
[2] Kostoff, Spiro (1991). The city shaped: urban patterns and meanings through history. London: Thames and Hudson.
[3] Lynch, Kevin (1999). A boa forma da cidade. Lisboa. Edições 70 (Ed. Orig. 1981).
[4] Lynch, Kevin (1999). A imagem da cidade. Lisboa. Edições 70 (Ed. Orig. 1960).
[5] López de Lucio, Ramón (2007). Construir Ciudad en la Periferia. Madrid. Mairea Libros.
[6] Masboungi, Ariella; Manguin, David (2009). Agir sur les grands territoires. Paris: Le Moniteur.
[7] Panerai, Philippe et al (1999). Analyse urbaine. Marseille. Éditions Parenthèses.
[8] Rodrigues, José Manuel (coord.) (2010). Teoria e crítica de arquitectura: século XX. Lisboa: Ordem dos Arquitectos.
[9] Schenk, Leonhard (2013). Designing Cities. Basics, principles, projects. Birkhauser.
[10] Secchi, Bernardo (2006). Primeira lição de urbanismo. São Paulo. Editora Perspectiva (Ed. Orig. 2000).

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

A disciplina pretende sensibilizar o aluno para as características do território urbanizado ao longo das últimas décadas do século XX e correntemente designado «urbano», a partir da desconstrução de ideias feitas e conceitos pré-formatados e do alargamento da compreensão terminológica. Centrada na Europa Central e, em particular, em Portugal, a UC visa proporcionar um conjunto de conhecimentos organizados acerca das condições de funcionamento espacial dos territórios urbanos contemporâneos, assim como desenvolver a capacidade de perceção articulada das diferentes configurações territoriais impressas por fenómenos de âmbito diverso. A partir da análise espacial a escalas diversas, o aluno deverá ainda ser capaz de reconhecer (alguns dos) elementos, latentes ou explicitamente, estruturantes dos territórios de urbanização difusa, explicando essa capacidade através da organização morfológica e funcional.

Conteúdos programáticos:

1 – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO
1.1 – Noções e conceitos base
1.2 – Fatores e processos de urbanização
2 – OS ESPAÇOS URBANIZADOS (ênfase morfológico)
2.1 – Os sistemas urbanos
2.2 – Processos de apreensão do território urbanizado
3 – AS NOVAS “ESPACIALIDADES” TERRITORIAIS (trabalho teórico-prático)
3.1 – A(s) forma(s) do espaço urbano
3.2 – A leitura/apreensão do espaço urbano
3.3 – Formas urbanas e lógicas de implantação
3.4 – Formas urbanas e lógicas/instrumentos de ordenamento: a(s) estrutura(s) do território de urbanização difusa

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O capítulo 1 proporciona ao aluno as noções base que lhe permitem compreender as mutações urbanas da segunda metade do século XX. O capítulo 2 sustenta as questões fundamentais de alteração da «forma urbana», debatendo os tipos de aglomeração e as unidades de leitura/atuação territoriais formais e informais. Estes dois primeiros apartados sistematizam os conteúdos que permitem ao aluno distinguir os processos típicos de expansão urbana e algumas das conformações mais correntes da cidade contemporânea (em especial, por oposição à cidade industrial).
O capítulo 3 assenta a observação e explanação do território numa área de estudo concreta, proporcionando aos alunos um suporte real de aplicação da matéria lecionada ao mesmo tempo que exige e confere à-vontade no trabalho a diferentes escalas e um pensamento efetivo sobre os elementos estruturantes da área de estudo e da sua transformação nessa diversidade de representação cartográfica.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia da presente UC está em estreita relação com os capítulos programáticos: o primeiro apoia-se na leitura e discussão intra-turma de um conjunto de textos previamente disponibilizados ao aluno; o segundo organiza-se em aulas expositivas/descritivas mais formais; o terceiro estrutura-se em torno de um trabalho teórico-prático e do seu acompanhamento tutorial individualizado em sala de aula.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a componente teórica e a componente teórico-prática/prática-laboratorial. A componente teórica assenta fundamentalmente na resposta a dois testes escritos de avaliação individual. A componente teórico-prática/prática-laboratorial assenta na realização de um trabalho de carácter essencialmente prático, cujo desenvolvimento e fundamentação supõe investigação e suporte teórico específicos.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O conjunto de leituras propostas sobre o tema do «urbano» e discutidas em sala de aula visa provocar um confronto «de choque» entre os alunos e as suas próprias noções relativas a designações e processos urbanos, perceções interessantes de questionar como ponto de partida porque correntemente demonstram ser limitadas e preconceituosas. O que se verifica é que, gradualmente, a partir da assimilação conceptual contida nos textos, aquelas evoluem de um entendimento mais tradicional para um outro, de maior e mais atual amplitude, abrindo-se a horizontes de compreensão mais alargados e a uma maior flexibilidade mental. Após este primeiro momento de desconstrução terminológica e processual, um conjunto de aulas mais expositivas organiza a matéria anterior, partindo de perspetivas mais gerais e concretizando-se no espaço nacional.
Desenvolvido em paralelo, ao longo de todo o semestre, o exercício de análise urbana (trabalho teórico-prático), concentrado num «fragmento» da Área Metropolitana do Porto, permite o confronto entre teoria e realidade a partir de várias unidades de leitura territorial, assim como aferir o reconhecimento dos conteúdos lecionados num lugar concreto e qual a sua expressão própria – quer através de plantas de diferentes escalas e distintos períodos temporais (3 momentos entre finais da década de 1940 e a atualidade), quer «in loco» através de visitas à área de estudo. O acompanhamento tutorial deste trabalho possibilita a orientação do estudante de acordo com a sua progressão individual, reagindo perante as dificuldades e lacunas de compreensão de cada aluno, mas também estimulando as potencialidades de cada um.

Bibliografia:

[1] AAVV (2004). L'explosió de la ciutat/The explosion of the city. Barcelona. COACPUBLICACIONS.
[2] Graham, S.; Marvin, S. (2003). Splintering Urbanism: networked infrastructures, technological mobilities and the urban condition. London/NY. Routledge.
[3] Ferrão, J.; Marques, T. S. (2003). Sistema Urbano Nacional: Síntese. Lisboa. DGOTDU.
[4] Marques, T. S. (2004). Portugal na Transição do Século: Retratos e Dinâmicas Territoriais. Porto. Edições Afrontamento.
[5] Portas, N. et al. (2003). Políticas Urbanas: tendências, estratégias e oportunidades. Lisboa. FCG.
[6] Portas, N. et al. (2011). Políticas Urbanas II: transformações, regulação e projectos. Lisboa. FCG.
[7] Sociedade e Território: Revista de Estudos Urbanos e Regionais (42) – Ocupação dispersa: problemática, custos e benefícios (2009). Porto. Afrontamento.
[8] Eizaguirre, X. (Ed.) (2001) La construcción del territorio disperso: Talleres de reflexión sobre la forma difusa. Barcelona. Edicions UPC.

Objetivos de aprendizagem:

(i) Saber aplicar o conhecer e o raciocínio, bem como competências para resolver problemas em contextos novos ou não familiares num enquadramento mais amplo (ou multidisciplinar) no que diz respeito à ética na arquitetura;
(ii) Ter a capacidade de integrar conhecimentos e de lidar com a complexidade, formulando juízos a partir de informação incompleta ou limitada, mas incluindo uma reflexão sobre as responsabilidades sociais e éticas relacionadas com a aplicação de conhecimentos e de juízos;
(iii) Ser capaz de aprender competências que permitam prosseguir os estudos de uma forma autónoma.

Conteúdos programáticos:

Conceitos fundamentais para o desenvolvimento do raciocínio ético: Definições gerais de “ética” e “deontologia”; Círculos do raciocínio ético; Níveis e estádios de desenvolvimento do raciocínio ético segundo Kohlberg; Deontologia na Arquitetura; Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável; Processo de tomada de decisão ética; Regulamento de Deontologia da Ordem dos Arquitetos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos privilegiam o aprofundamento de matérias teóricas específicas da ética, permitindo, deste modo atingir os objetivos da unidade curricular, isto é: integrar conhecimentos, competências e capacidades para uma atuação ética bem como saber aplicar os conhecimentos ético-deontológicos adquiridos, de forma a evidenciar uma abordagem profissional ética ao trabalho desenvolvido na área da arquitetura.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia de ensino incluirá exposição teórica, pesquisa, leitura de bibliografia específica bem como debates temáticos e reflexões críticas. A avaliação será contínua, baseando-se na realização uma prova escrita e ainda na elaboração de dois trabalhos de investigação.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Exposição teórica dos conceitos de ética, deontologia e moral, bem como da relação e diferença entre todos eles. Exposição teórica sobre os círculos de raciocínio ético, de forma a proporcionar a compreensão das dimensões subjetiva, intersubjetiva e social da ética, à luz do pensamento de Paul Ricoeur, com particular ênfase para a noção de justiça de John Rawls. Exposição teórica sobre os níveis e estádios de desenvolvimento do raciocínio moral (segundo Piaget e Kohlberg) enfatizando-se a passagem de um raciocínio heterónomo para um raciocínio autonómo como indicativo da evolução para um raciocínio adulto. Os alunos fazem leituras individuais, discutidas em sala de aula, sobre as temáticas exploradas neste capítulo. Exposição teórica do conceito de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável enfatizando-se a sua relevância para a arquitetura. Exposição da estrutura e etapas do processo de tomada de decisão ética. Apresentação da estrutura, princípios gerais, princípios específicos e diversas secções do Regulamento de Deontologia da Ordem dos Arquitetos.

Bibliografia:

Brandão, P. (2006). O arquitecto e outras imperfeições: ética, identidade e prospectiva da profissão. Lisboa: Livros Horizonte
Comunidades Europeias (2001). Livro Verde – Promover um quadro europeu para a responsabilidade social das empresas. COM 366. Bruxelas
Oliveira, L. A. (2013). Ética em Investigação Científica. Lisboa: Lidel
Papanek, V. (1997). Arquitectura e Design: ecologia e Ética. Lisboa: Ed.70
Proença, J. J. G. (2009). Manual de direito da arquitectura: ética, deontologia e legislação. Lisboa: Universidade Lusíada.
Regulamento de Deontologia da Ordem dos Arquitectos: http://www.oasrn.org/upload/admissao/documentos/pdf/Textos%20RD.pdf
Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 91 (Dez. 2010): Debate social e construção do território: http://rccs.revues.org/214
Wasserman, B.; Sullivan, P. & Palermo, G. (2000). Ethics and the Practice of Architecture. New York: John Wiley

Objetivos de aprendizagem:

A disciplina visa preparar o aluno para diagnosticar os principais problemas de carácter urbanístico relativos a uma área urbana de média dimensão, morfologicamente não consolidada ou heterogénea, concluindo sobre a interdependência entre as dinâmicas urbanas, a morfologia urbana e a tipologia arquitetónica/funcional. Em consequência, o aluno deverá ser capaz de propor um Projeto de reestruturação urbana concordante com o diagnóstico produzido, explorando vários domínios temáticos e procurando integrar no seu processo os diversos estímulos e condicionantes que caracterizam o contexto urbano, aproveitando-os como recursos do projeto No processo, o aluno tornar-se-á capaz de dominar as diferentes fases/escalas do projeto, a estrutura formal e funcional da proposta e a interação entre esta e as disposições de planeamento aplicáveis, devendo ainda ser capaz de fundamentar teoricamente as suas opções e comunicar claramente estes resultados por via oral, escrita e gráfica.

Conteúdos programáticos:

1. ANÁLISE DO ESPAÇO PÚBLICO E DOS ELEMENTOS DE CARACTERIZAÇÃO ESPACIAL À ESCALA URBANA
1.1. Tecido(s) e espaço(s) urbano(s)
1.2. Modos/instrumentos e elementos de caracterização urbana
2. REESTRUTURAÇÃO E FORMAS URBANAS
2.1. Inserção Urbanística
2.2. Morfologia Urbana
2.3. Tipologia de espaços públicos urbanos
2.4. Articulação forma/função
3. CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO URBANO
3.1. Materialização e usos
3.2. O desenho e a regulação
3.3. Conforto e equipamento urbano

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O capítulo 1 familiariza o aluno com os principais aspetos que informam uma análise urbanística à escala de um setor de cidade, a partir do reconhecimento da articulação entre tecidos e espaços urbanos (modos/instrumentos/elementos), orientando-o na sistematização dos conhecimentos que lhe permitem diagnosticar o espaço de intervenção.
O capítulo 2 sustenta as questões fundamentais de «forma urbana» e a sua aplicação na área de projeto, centrando-se no controlo articulado dos aspetos geofísicos e morfológicos, em particular dos que têm maior expressão no desenho do espaço público.
O capítulo 3 aborda a materialização da proposta focando a conciliação «criativa» entre um conjunto de aspetos diversos: construtivos, regulamentares e de conforto/equipamento.
Os apartados 2 e 3 suportam a proposta de reestruturação da área de intervenção clarificando o aluno quanto aos temas «obrigatórios» que a solução deverá incorporar e a outros que sejam específicos das suas opções de projeto.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia desta UC assenta, essencialmente, no acompanhamento tutorial do aluno, apoiado e complementado por sessões de exposição teórica e discussão coletiva intra-turma. Em paralelo com o desenvolvimento do projeto são propostos 3 exercícios de curta duração: um de índole prática, que alimenta diretamente o processo de projeto, e dois de carácter teórico, que forçam a reflexão crítica sobre o trabalho em curso.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a componente prática-laboratorial que integra duas apresentações do projeto, um exercício de definição espacial ao nível construtivo e a avaliação do desempenho do aluno ao longo do semestre; e a componente teórica que contém dois exercícios – a análise crítica de um espaço público relacionado com o âmbito do projeto e a produção de um portefólio individual.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O acompanhamento tutorial em que assenta de modo essencial a transmissão de conhecimentos nesta UC permite uma reação individualizada perante as dificuldades e lacunas de compreensão de cada aluno, mas também perante as potencialidades de cada um. É, portanto, um método de ensino mais justo na desigualdade que supõe e que mais facilmente se coaduna com orientações adequadas, quer aos diferentes estudantes e aos seus processos/progressos individuais, quer às diferentes soluções de projeto. O desenvolvimento deste processo em sala de aula possibilita e favorece a discussão entre grupos de alunos e intra-turma como processo paralelo de aprendizagem, a qual é transformada em «debate (informal) conduzido» sempre que pertinente.
As sessões teóricas pretendem informar a turma sobre aspetos de carácter mais abstrato/geral, quer relacionados com os processos de análise e proposta, quer de representação, quer de abordagem às especificidades da área de estudo, de modo a estabelecer uma base coletiva comum para o percurso individual acompanhado supra referido. Garante-se, assim, ao aluno uma orientação personalizada e adequada à sua evolução, que segue as ideias de cada um, procurando suprir as suas lacunas e explorar as suas potencialidades, favorecendo o trabalho/estudo que prossegue para além das horas de contacto e que, no final, contribui para as otimizar. Em simultâneo, a necessidade de recurso a fundamentação adequada no confronto com os resultados de projeto que se vão obtendo estimula a responsabilização pelas opções tomadas e suporta a gradual autonomização do estudante.
No arranque do semestre, um exercício individual de carácter teórico, com a duração de 3 semanas, alicerça o tema central do projeto a desenvolver ao longo do semestre – espaço púbico – e lança os primeiros pensamentos sobre a sua formalização através da análise critica e interpretativa de um conjunto de espaços públicos da cidade do Porto. No final, este exercício permite reunir um conjunto de informação-base que sustenta a partida para os percursos individuais de aprofundamento dessa análise e de projeto.
Próximo do fecho do semestre, a elaboração de um exercício de carácter prático centra-se na construção de um dos espaços públicos propostos pelo aluno, explorando o detalhe construtivo na relação com a forma/função numa espécie de ensaio para a pormenorização final.
O último exercício de caracter teórico – o portefólio –, a apresentar na última aula do semestre letivo, tem o intuito de confrontar o aluno com o seu processo de desenvolvimento individual, contribuindo para a consciencialização do percurso e concretizando um ato de autoavaliação que é a base de toda a evolução.

Bibliografia:

[1] Bacon, E. (1995). Design of Cities. Nova York. Penguin Books (Ed. Orig. 1969).
[2] Carmona, M.; Tiesdell, S. (eds) (2007). Urban Design Reader. Elsevier.
[3] Cullen, G. (1996). Paisagem Urbana. Lisboa. Edições 70 (Ed. Orig. 1971).
[4] Fernandes, F.; Cannatá, M. (2003). Formas Urbanas/Urban Shapes. Porto. Edições ASA.
[5] Manguin, D.; Panerai, P. (1999). Projet Urbain. Marselha. Éditions Parenthèses.
[6] Moughtin, C.; Mertens. M. (2006). Urban Design – Street and Square. Oxford. Architectural Press.
[7] Brandão, P. et al. (2002). O chão da cidade – guia de avaliação do design de espaço público. Lisboa. Centro Português de Design.
[8] Recomendaciones para el proyecto y diseño del viario urbano (2000). Espanha. Ministerio de Fomento.

Objetivos de aprendizagem:

Pretende-se que o aluno tome consciência da multiplicidade de abordagens possíveis e adquira a capacidade de definir em cada circunstância o tema e método de abordagem mais acutilante. Será avaliada a capacidade de procurar e desenvolver uma investigação, selecionando o tema, definindo o método, organizando e gerindo a sua calendarização, escolhendo e desenvolvendo os meios de apresentação mais convenientes para os resultados obtidos e o rigor científico.

Conteúdos programáticos:

1. As transformações do território - da cidade ao urbano.
2. Morfologia urbana em diferentes contextos territoriais
3. Cidade e arquitectura. Tecnologias e Linguagens
4. Os tempos da cidade.
5. A(s) cidade(s) na Cidade.
6. A forma do plano na forma da Cidade.
7. Morfologias territoriais: análise morfológica e da sua aplicabilidade na orientação de novas hipóteses de transformação para a cidade contemporânea e futura.
8. As transformações do espaço urbano: estrutura e fragmentos.
9. Protagonismo do vazio: a urbanidade do território.
10. Reabilitação e sustentabilidade do património construído.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O seminário I tem como objectivo explorar diferentes perspectivas para o Espaço Arquitectural. A intenção é aumentar a capacidade dos alunos para questionar espaços arquitectónicos, apelando para seus conhecimentos e habilidades adquiridas durante a experiência académica anterior. Será apresentado e discutido um amplo conjunto de questões sobre o Espaço Arquitectónico e Urbano: As transformações do território - da cidade ao urbano; Morfologia urbana em diferentes contextos territoriais; Cidade e arquitectura; Os tempos da cidade; A(s) cidade(s) na Cidade. A forma do plano na forma da Cidade; Morfologias territoriais: análise morfológica e da sua aplicabilidade na orientação de novas hipóteses de transformação para a cidade contemporânea e futura; As transformações do espaço urbano: estrutura e fragmentos; Protagonismo do vazio: a urbanidade do território; Reabilitação e sustentabilidade do património construído.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia da presente UC está em estreita relação com os capítulos programáticos: apoia-se na leitura e discussão intra-turma de um conjunto de temas previamente disponibilizados ao aluno; organiza-se em aulas expositivas/descritivas mais formais; estrutura-se em torno de um trabalho teórico e do seu acompanhamento tutorial individualizado em sala de aula.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a avaliação contínua e a componente teórica. A componente teórica assenta fundamentalmente na resposta a um trabalho escrito de avaliação individual. A componente teórica assenta na realização de um trabalho de carácter essencialmente teórico/prático, cujo desenvolvimento e fundamentação supõe investigação e suporte teórico específicos.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Seminário I visa analisar modos de observar o espaço arquitectónico e urbano. Pretende-se exercitar a capacidade dos discentes de questionar o objecto e espaços arquitectónicos, apelando aos conhecimentos e capacidades adquiridas na experiência académica anterior. Para tal irão sendo apresentados um conjunto vasto de temas e questões que ao longo dos tempos têm acompanhado a reflexão e procura de conhecimento do espaço arquitectónico e urbano. Paralelamente será solicitado aos alunos que elejam um tema que entendam mais relevante na estruturação do trabalho teórico que irão desenvolver.

Bibliografia:

[1] Domingues, A. (2006). "Contexto Social e Política Urbana". In Domingues, A. (coord.). Cidade e Democracia. 30 anos de Transformação Urbana em Portugal. Lisboa. Argumentum Edições.
[2] Portas, Nuno; Domingues, Álvaro; Cabral, João (2004) Políticas Urbanas: Tendências, Estratégias e Oportunidades. Lisboa: FCG
[3]   Morales, Ignasi de Solà (2002). Territórios. Barcelona: Gustavo Gili
[4] Ascher, F. (2010). Novos princípios do urbanismo seguido de novos compromissos urbanos: um léxico. Lisboa. Livros Horizonte.
[5] Ascher, F. (1996). Metapolis: acerca do futuro da cidade. Oeiras. Celta.
[6] Portas, Nuno (2007).  A Cidade como Arquitectura. Lisboa: Horizonte
[7] Portas, Nuno (2005). Os tempos das formas: a cidade feita e refeita. Guimarães: DAAUM
[8] Martín Ramos, Angel (2004). Lo Urbano, en 20 autores contemporâneos. Barcelona: UPC, ETSAB.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Esta disciplina visa aprofundar conhecimentos específicos sobre as atividades próprias da profissão de arquiteto em âmbito de trabalho real, permitindo aos alunos aplicar e testar os saberes adquiridos ao longo do curso, confrontando academia e prática, assim como a solidez desse saber. Pretende também proporcionar ao aluno um contexto de aplicação das suas capacidades de compreensão e de resolução de problemas aplicadas a situações novas e não familiares, desenvolvendo a aptidão para integrar conhecimentos, lidar com questões de complexidade diversa e emitir juízos fundamentados, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas, demonstrando competência na comunicação e exposição das suas ideias/projeto. Deverá finalmente atestar competências de reflexão crítica e autocrítica, bem como de aprendizagem fundamentalmente auto-orientada e autónoma.

Conteúdos programáticos:

Conteúdos definidos num plano de estágio individual, de acordo com a instituição onde o aluno realiza o estágio e a aceitação pelo "orientador de estágio" designado pela Universidade.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A unidade curricular tem como principal objetivo preparar o estudante para a prática profissional independente, desenvolvendo e aprofundando conhecimentos e competências específicas do trabalho de arquiteto em contexto real, formando uma capacidade efetiva de intervir profissionalmente tanto ao nível da construção, da arquitetura e do planeamento, como também de novas atividades emergentes e enquadráveis como atos próprios da profissão Arquiteto. Consistindo esta disciplina num estágio curricular sob supervisão a realizar em empresas, gabinetes ou outras entidades públicas ou privadas, e sendo os conteúdos de aprendizagem determinados em função da atividade a desenvolver (validados pelos orientadores institucional e académico) a coerência entre conteúdos e objetivos está naturalmente garantida.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia desta UC consiste no desenvolvimento de um programa de estágio em instituição de acolhimento externa e ambiente real, supervisionado por um orientador institucional que apoia o aluno na realização das tarefas inerentes. Ao longo desse período de prática profissional são realizadas visitas ao local de trabalho pelo orientador académico com o objetivo de supervisionar o processo de integração e aprendizagem do aluno, assim como sessões de orientação na Universidade, sempre que tal seja pertinente.
A avaliação é o resultado – contabilizado em percentagens distintas – da nota dada ao Relatório de Estágio (que compreende: a apresentação e estrutura do relatório, o seu conteúdo, a caracterização da entidade acolhedora, a área em que se desenvolveu o estágio, as atividades realizadas e a apreciação global do estágio por parte do aluno) e da classificação atribuída pelo orientador institucional às competências práticas do aluno demonstradas na entidade acolhedora.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A principal metodologia desta disciplina consiste no desenvolvimento orientado de atividades próprias da profissão de arquiteto em âmbito de trabalho real e em regime de considerável independência. É neste contexto que se irá preparar aluno para a transição entre o processo académico de aquisição de conhecimentos e competências e a sua futura aplicação no exercício da atividade profissional; é também nesse milieu que irá aprofundar os seus saberes específicos, debatendo-se com as dificuldades próprias de atuação em ambientes estranhos, eventualmente mais complexos, que necessariamente lhe exigem maior capacidade crítica, de decisão e autonomia, perante as quais deverá explorar as ferramentas académicas e pessoais que lhe permitam responder a esses desafios.
O acompanhamento do aluno por dois orientadores – um académico e outro institucional – pretende minimizar o impacto negativo relativamente ao novo meio de aprendizagem, facilitando a integração do aluno tanto ao nível social, como da prática profissional, esclarecendo sobre dúvidas ou dificuldades sentidas e orientando o seu comportamento nas diversas situações experienciadas.
Reuniões pontuais entre os orientadores garantem o controlo do processo de aprendizagem por parte da Universidade, assim como um acompanhamento do aluno mais informado e ajustado às suas dificuldades e potencialidades.
No final do período de estágio, a elaboração de um Relatório sobre a instituição acolhedora e as atividades realizadas força a capacidade de síntese e promove a reflexão crítica e autocrítica.

Bibliografia:

A bibliografia é selecionada em correspondência com as atividades desenvolvidas por cada aluno no contexto do seu Plano de Estágio.
Bibliography is selected in accordance to the activities developed by each student within the context of his Internship Plan.

Objetivos de aprendizagem:

Esta disciplina visa dotar os alunos dos conhecimentos e ferramentas necessários à elaboração de uma dissertação, o que implica desenvolver aspectos metodológicos de trabalho científico e de pesquisa. O objectivo final prende-se com a elaboração do projecto de dissertação e programação dos trabalhos a desenvolver.

Conteúdos programáticos:

Metodologia e trabalho científico; Métodos e estratégias de estudo e aprendizagem; Tipologias de trabalhos científico; Estruturação do trabalho. Pesquisa e natureza do trabalho científico; Referências bibliográficas; Estrutura da bibliografia; Tipologias de pesquisa; Projecto de pesquisa; Recolha de dados. Pesquisa quantitativa e qualitativa. Normas de edição. Escrita e linguagem. Normativa editorial. Aspectos gráficos do trabalho científico. Elementos Gerais de Estilo. Aspectos práticos da apresentação oral e defesa da dissertação.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos apresentados destinam-se a desenvolver competências e capacidade de aplicação de ferramentas que permitem ao aluno desenvolver o seu projecto de tese, nomeadamente definir objectivos, estruturar e planear o trabalho de acordo com a metodologia seleccionada. Para tal, importa conhecer os diferentes métodos e estratégias de estudo e aprendizagem, as diferentes tipologias de trabalhos científicos e formas de estruturação do trabalho. Outros aspectos de relevo prendem-se com a revisão da literatura e a sua base de referências bibliográficas, a recolha de dados, a escrita e linguagem, bem como os aspectos práticos relacionados com a apresentação oral e defesa da dissertação.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A unidade curricular é leccionada com aulas teórico-práticas de exposição sobre as diferentes metodologias e abordagens ao trabalho de investigação recorrendo a recursos e ferramentas de trabalho e exercícios práticos para a sua aplicação imediata.
O processo de avaliação compreenderá uma avaliação periódica baseada nos seguintes elementos:
A. Elaboração e apresentação oral do Projecto de Dissertação.
B. Selecção de bibliografia e realização de resumos da bibliografia.
C. Participação em sala de aula teórica-prática. A participação em sala de aula do aluno compreende não só o seu interesse e participação nas aulas, mas também a sua participação e desempenho em aulas-debate de temas propostos pelo docente, integrantes da matéria da disciplina, e preparados pelos alunos de forma autónoma.
A classificação final do aluno será calculada através da equação:
Classificação final = 0,6*(A) + 0,3*(B) + 0,1*(C)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino estão em coerência com os objectivos da unidade curricular, dado que, a metodologia expositiva associada à análise de situações concretas, ao desenvolvimento de trabalhos sobre aspectos parcelares, permitem a compreensão dos desafios que se colocam aos futuros profissionais.

Bibliografia:

Eco, U., 2003, Como se faz uma tese, Ed. 18 , Perspectiva
Alves, M., 2003,Como escrever tese e monografias, Editora Campus, Rio de Janeiro.
Pereira, A.; Poupa, C., 2018, Como escrever uma tese, monografia ou livro científico usando o Word, Edições Sílabo, Lisboa.
Universidade Fernando Pessoa, Manual de Elaboração de Trabalhos Científicos, UFP [Em linha]. Disponível em . [Consultado em 06/09/2012].

Objetivos de aprendizagem:

Objetivos e competências a atingir pelo aluno na disciplina:
- Analisar as diferentes componentes do espaço urbano, dos tecidos existentes na cidade e das formas urbanas.
- Produzir uma sustentação teórica aprimorada, assente em conceitos e linguagens de fácil compreensão, no âmbito do discurso contemporâneo de arquitetura.
- Fundamentar teoricamente as conclusões alcançadas e conseguir comunicar, com clareza, os resultados por via oral, escrita, gráfica e multimédia
- Apresentar projetos de um objeto arquitetónico complexo em forma de equipamento urbano, com sistemas construtivos evoluídos

Conteúdos programáticos:

Os conteúdos desta disciplina dividem-se em duas vertentes:
- Uma conceção projetual que visa desenvolver o desenho de espaços arquitetónicos de utilização pública, localizado num espaço urbano denso, de utilização coletiva intensiva. Assim, a proposta do aluno deverá realizar-se na forma de um projeto completo de arquitetura, e, realizando os estudos necessários deverá ser desenvolvido até à escala aproximada da execução de obra. Este trabalho implica que o projeto inclua um programa complexo e uma construção de dificuldade elevada.
- Uma análise, de ordem teórica, no âmbito da disciplina, de modo à apreensão da multiplicidade de campos que o tema aborda nas diversas componentes das cidades e dos aglomerados urbanos, incidindo obviamente sobre o projeto desenvolvido.
O percurso processual será contínuo, iniciando-se em questões de programa e metodologia (1), sustentado em modelos e referências arquitetónicas (2) e procurando desenvolver novas configurações e tipologias edificada

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos desta disciplina dividem-se em duas vertentes:
- Uma conceção projetual que visa desenvolver o desenho de espaços arquitetónicos de utilização pública, localizado num espaço urbano denso, de utilização coletiva intensiva. Assim, a proposta do aluno deverá realizar-se na forma de um projeto completo de arquitetura, e, realizando os estudos necessários deverá ser desenvolvido até à escala aproximada da execução de obra.
- Uma análise, de ordem teórica, no âmbito da disciplina, de modo à apreensão da multiplicidade de campos que o tema aborda nas diversas componentes das cidades e dos aglomerados urbanos, incidindo obviamente sobre o projeto desenvolvido.
O percurso processual será contínuo, iniciando-se em questões de programa e metodologia (1), sustentado em modelos e referências arquitetónicas e procurando desenvolver novas configurações e tipologias edificadas.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

No âmbito das aulas teórico-práticas serão realizadas técnicas expositivas, descritivas e demonstrativas; No âmbito das aulas práticas laboratoriais de projeto, será realizado um acompanhamento individual e coletivo dos alunos, onde se discutirão os trabalhos; No âmbito das sessões de debate/crítica coletiva, serão utilizadas metodologias expositivas, integradas com elementos de exposição gráfica, escrita e oral do projeto.
Para obter aprovação, o aluno terá de cumprir os ECTS de contacto previstos para a disciplina. O aluno deverá de assegurar a assiduidade, sendo importante as horas definidas como teórico-práticas. O ritmo com que os alunos atingirão os objetivos cumulativos propostos serão verificados através de um processo de avaliação contínua, pela intervenção nos tempos letivos, e verificada na prossecução de um trabalho de síntese global. A nota resultará da classificação dos trabalhos teóricos e práticos (informada pelas avaliações a ele referentes).

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As metodologias de ensino propostas estão em coerência com os objetivos formulados para a unidade curricular dado que apostam no trabalho orientado para o desenvolvimento de um projeto arquitetónico complexo em forma de equipamento urbano, explorando as dimensões urbana e tectónica da intervenção, respeitando de forma interpretativa a legislação e regulamentação aplicável, suportado numa discussão conceptual estruturada da cultura arquitetónica contemporânea.
Assim, numa primeira etapa, sustentados num espírito de trabalho de grupo e individual, os alunos desenvolvem, através do desenho e da pesquisa teórica, uma proposta de programa de um edifício capaz de alavancar a transformação e reabilitação de tecidos urbanos. No desenvolvimento deste programa são particularmente relevantes a avocação da cultura arquitetónica para construção de uma proposta compreensiva de transformação da cidade.
Numa segunda etapa, são experimentados princípios conceptuais capazes de suportar um entendimento contemporâneo do programa anteriormente esboçado, bem como, da particular circunstância urbana.
A terceira fase do trabalho corresponde à explicitação formal e construtiva da intenção arquitetónica, valorizando-se o pendor inquisitivo das dimensões técnicas e regulamentares que informam a conceção arquitetónica.
Numa fase final é dada particular atenção à comunicação do projeto em diversos suportes, oral, escrita e visual, tendo como ponto comum a explicitação do projeto e da sua evolução enquanto sistematização do questionamento, programático, formal, técnico e regulamentar.
Na transição de cada uma destas fases é promovida a discussão sistematizada e alargada ao conjunto dos alunos da evolução das propostas. Esta discussão alargada inclui a explicitação e sistematização de conceitos teóricos, permitindo a balanceamento com o acompanhamento individual quotidiano por parte do docente.
Com esta quarta fase constitui-se um quadro de abordagem integrado às principais questões suscitadas pela prática da conceção arquitetónica, enfatizando-se a capacidade de discussão das diversas opções no quadro da cultura arquitetónica contemporânea, o que constitui o objetivo central desta unidade curricular lecionada muito próxima da conclusão do percurso académico.

Bibliografia:

Livros e monografias:
[1] Carmona, M. et al., PUBLIC PLACES - URBAN SPACES: the dimensions of urban design – Oxford, ed. Architectural Press, 2007, 312 p. ISBN 0-7506-36372; ref. UFP:BM 711.4/PUB/49165
[2] COLIN, Rowe e KOETER, Fred - Ciudad Collage, col. Arquitectura y Crítica, Ed. Gustavo Gili (reprints), Barcelona, 1998.
[3] Domingues, Álvaro (coord.), CIDADE E DEMOCRACIA: 30 anos de transformação urbana em Portugal, Lisboa, ed. Argumentum, 2006, 399 p.; ISBN 978-972-8479-39-8; ref. UFP: BM 711.4(469)/CID/54656
[4] O.M.A. e KOOLHAAS, Rem com MAU, Bruce - S, M, L, XL, Ed. Monacelli Press Editor, Alemanha, 1997.
[5] MONTANER, Josep Maria, Sistemas arquitetônicos contemporâneos, Barcelona, ed. GG, 2009 - 224 p., ISBN 978-84-252-2356-3; ref. UFP: BM 72.038/MON/75773

Objetivos de aprendizagem:

Ao completar com sucesso esta unidade curricular os alunos devem ser capazes de:
1 - Desenvolver sinergias entre o projeto de arquitetura e as exigências de conforto acústico, térmico e de QAI dos edifícios;
2- Coordenar projetos e obras nos domínios da arquitetura, acústica, térmica e da qualidade do ar interior dos edifícios;
3- Realizar análise de desconformidades em edifícios e propor medidas de melhoria;
4- Aplicar em obras de construção nova e de reabilitação de edifícios, tecnologias e procedimentos legais direcionados para o conforto das edificações nos seguintes aspetos:
4.1- Qualidade do ar interior e necessidades de ventilação;
4.2- Condições de conforto acústico, tanto ao nível de isolamento aos sons aéreos como aos sons de percussão, bem como ao nível do tratamento de salas onde a boa audição do som é primordial;
4.3- Condições de conforto térmico maximizando o uso de metodologias de arquitetura bioclimática e de sistemas de energias renováveis.

Conteúdos programáticos:

1. Qualidade do ar interior: Introdução: características dos poluentes; impacte na saúde e bem-estar; fatores que afetam a qualidade do ar interior; A poluição no ambiente interior: Poluentes e principiais fontes emissoras; Efeitos na Saúde; Gestão da qualidade do ar interior; O RECS: objetivos e principais obrigações regulamentares.
2. Conforto acústico em edifício: Parâmetros e conceitos acústicos básicos; Acústica Ambiental; Isolamento Sonoro em Acústica de Edifícios; Acústica Arquitetural; Ruído na comunidade: normas e regulamentos.
3. Conforto Térmico em Edifícios: conforto térmico humano em edifícios; desempenho energético dos edifícios e arquitetura bioclimática; comportamento térmico de edifícios em regime permanente; certificação energética de edifícios.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

- Os pontos 1, 2 e 3 dos conteúdos programáticos permitem aos estudantes desenvolver uma eficaz sinergia entre o projeto de arquitetura e as exigências de conforto acústico, térmico e de qualidade do ar interior dos edifícios bem como permite coordenar projetos e obras nos domínios da arquitetura, acústica, térmica e da qualidade do ar interior dos edifícios.
- Os pontos 1, 2 e 3 dos conteúdos programáticos permitem aos estudantes realizar análise de desconformidades em edifícios e propor medidas de melhoria.
- O ponto 1 dos conteúdos programáticos permite aplicar tecnologias e procedimentos direcionados para a qualidade do ar interior e necessidades de ventilação;
- O ponto 2 dos conteúdos programáticos permite aplicar tecnologias e procedimentos direcionados para as condições de conforto acústico;
- O ponto 3 dos conteúdos programáticos permite aplicar tecnologias e procedimentos direcionados para as condições de conforto térmico.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Metodologias de ensino: Expositiva, interrogativa e demonstrativa. Recorre-se ao estudo orientado de casos, de modo a permitir interpretar e aplicar corretamente os conhecimentos teóricos adquiridos a situações reais. São propostos trabalhos de pesquisa orientada sobre os temas abordados. A avaliação desta unidade curricular realiza-se de forma contínua durante as aulas teórico-práticas, através da realização de trabalhos práticos/exercícios propostos para elaboração individual e/ou em grupo, e dos trabalhos de pesquisa realizados.
Sistema de avaliação: A nota final (NF) é obtida pela seguinte fórmula:
NF = 0,35 x A + 0,35 x B + 0,30 x C.
Em que: A – 1º Teste de Avaliação; B – 2º Teste de Avaliação; C - Trabalho temático.
- Os resultados de aprendizagem 1, 2, 3, 4.1 e 4.2 são avaliados pelas componentes A, B e C.
- O resultado de aprendizagem 4.3 é avaliado pelas componentes B e C.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

- Os resultados de aprendizagem 1 e 2 são atingidos através da apresentação de soluções presentes em edifícios já projetados ou construídos;
- O resultado de aprendizagem 3 é atingido pela execução de trabalhos práticos e de pesquisa;
- O resultado de aprendizagem 4 é atingido através da exposição, interrogação e demonstração de várias técnicas sustentadas cientificamente e das regras da legislação em vigor.

Bibliografia:

R Harrison and R Hester (Editors) (2019). Indoor Air Pollution, Royal Society of Chemistry; 1ª ed., pp 239. ISBN-13: 978-1788015141.
WHO IAQ pub.:
- WHO handbook on indoor radon: a public health perspective. 2009.
- WHO guidelines for IAQ: selected pollutants. 2010.
- WHO guidelines for IAQ: dampness and mould. 2009.
IPQ (2002); NP 1037-1 - Ventilação e evacuação dos produtos de combustão dos locais com aparelhos a gás. Parte 1: Edifícios de habitação. Ventilação natural; Portugal.
Legislação-Acústica de Edifícios:
-DL 96/2008, de 9 de Junho– Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios
-DL 9/2007, de 17 de Janeiro– RGR com a Declaração de Retificação 18/2007, de 16 de Março e alterações constantes do DL 278/2007, de 1 de Agosto.
Legislação – Térmica e QAI de Edifícios: Decreto-Lei n.º 101-D/2020 (e correspondentes Portarias e Despachos relacionados);
-Lei 58/2013, de 20 de Agosto
Patrício, Jorge (2018); Acústica nos edifícios; 7ª edição, Engebook; Portugal.

Objetivos de aprendizagem:

No final do semestre o aluno deverá ser capaz de:
-Distinguir os conceitos de Reabilitação, requalificação e destruição, incluindo as temáticas correspondentes de conservação e recuperação arquitectónica.
-Desenvolver a percepção para a reabilitação do edifício como instrumento de reabilitação da cidade.
-Garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido e estabelecer sessões de debate/crítica colectiva.
- Sintetizar os conhecimentos e competências adquiridas, através de exposição gráfica, escrita e oral do projecto bem como na sua apresentação/debate.

Conteúdos programáticos:

Trabalho prático de projecto relativo à reabilitação de um edifício em contexto urbano real, propondo a manutenção ou reconversão arquitectónica e/ou funcional das estruturas existentes e fundamentando os conhecimentos em torno da temática da recuperação e reabilitação do espaço/edifício urbano construído. Os principais temas em que a disciplina se foca são: A Reabilitação do edifício como operação de renovação urbana; Reabilitação urbana e reutilização do edificado; Limites de transformação do objecto; Modificação do contexto vs alteração (radical) do contexto. Leitura do ambiente construído como instrumento de Reabilitação: O existente como resultado do processo de estratificação histórica e como guia de projecto; O projecto de Reabilitação como “intervenção de oportunidade”: Do “projecto desenhado” às “estratégias de intervenção”.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O capítulo 1 familiariza o aluno com os conceitos-base que, em articulação com os tópicos do capítulo 5, lhe permitirão responder às questões mais conceptuais do projeto de reabilitação do edifício (caso de estudo). É nestes conteúdos que o aluno encontra os instrumentos de leitura e interpretação do edifício e da sua transformação no tempo, identificando e definindo os termos da intervenção que propõe.
Os restantes capítulos alicerçam as matérias mais técnicas que o projeto também requer, sejam estas orientadas para o diagnóstico de problemas e suas soluções, para aspetos construtivos ou, mesmo, para princípios de intervenção.
Ao longo do semestre, a apresentação das várias fases da proposta constituem momentos de discussão que exploram a fundamentação teórica e fomentam o à-vontade «em público», enquanto testam a capacidade de passar a mensagem oral, por escrito e graficamente.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

A metodologia desta UC assenta em aulas teóricas, articuladas com momentos de discussão coletiva, mas comporta também aulas tutoriais, de acompanhamento do aluno na elaboração do projeto de reabilitação de um edifício real a desenvolver ao longo do semestre.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a componente teórico-prática/prática-laboratorial que integra a apresentação final do projeto, dois exercícios temáticos de curta duração e a avaliação do desempenho do aluno ao longo do semestre; e a componente teórica que assenta num teste escrito.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

As sessões de exposição teórica e de debate constituem os momentos de transmissão da globalidade da informação disciplinar, organizando as noções-base que permitem ao aluno situar-se no corpus disciplinar e proporcionando-lhe o conhecimento adequado para alicerçar e fundamentar as suas opções de projeto, quer de caráter conceptual, quer técnico. Este exercício de projeto, sendo desenvolvido em paralelo e ao longo do semestre, possibilita o contacto com um cenário real de trabalho e, simultaneamente, o contexto de confronto e de teste da matéria de caráter expositivo lecionada. O acompanhamento tutorial, complementando esses conteúdos mais gerais, fornece uma informação mais específica suscitada por cada um dos projetos de grupo e adequada às distintas opções de reabilitação, permitindo responder às dificuldades e lacunas de compreensão de cada grupo de alunos, mas também explorar as potencialidades de cada um. Os dois exercícios de curta duração – um de análise do local de intervenção e outro de reconhecimento e solução de patologias – são desenvolvidos individualmente, em paralelo com o projeto, e orientados para auxiliar em fases concretas deste projeto, suscitando o debate intra-grupo e a conciliação dos conhecimentos que cada aluno recolheu. Estes momentos de discussão internos, mais tarde alargados à turma, constituem oportunidades de sintetizar matérias apreendidas e de testar a consistência dos argumentos de fundamentação da proposta, treinando também as competências expositivas orais e gráficas. As aptidões escritas são avaliadas, individualmente, na resposta ao teste e, por grupo, no texto que acompanha e justifica o projeto.

Bibliografia:

[1] ADDIS, B. – Building, 3000 years of design, engineering and construction, Barcelona, Phaidon, 2007
[2] APPLETON, J. Augusto – Reabilitação de edifícios antigos: Patologias e Tecnologias de Intervenção, Amadora, Ed. ORION, 2003.
[3] CHOAY, Françoise – A alegoria do património, Lisboa, Edições 70, 2000
[4] CÓIAS, V. – Reabilitação Estrutural de Edifícios Antigos, Lisboa, Argumentum, 2007
[5] GRIFFITHS, N. – Eco-House Manual, Sparkford, Haynes Publishing, 2012
[6] DE GRACIA, Francisco – Construir en lo construido, Madrid, Editorial Nerea, 1992
[7] TEIXEIRA, Gabriela Barbosa/BELÉM, Margarida Cunha – Diálogos de edificação, Porto, CRAT, 1998
[8] PAIVA, J.V./AGUIAR, J./PINHO, A. – Guia Técnico de Reabilitação Habitacional, Lisboa, LNEC, 2006

Objetivos de aprendizagem:

Descurada a componente técnica aliada às especificidades da Eco-Arquitectura e do Eco-Urbanismo, julgada já amplamente divulgada e explorada, esta UC centra-se nas referências, conceitos e ideias que consubstanciam a tese de uma actual emergência de um novo paradigma comportamental, de cariz ecocêntrico, ao qual a arquitectura e o urbanismo, enquanto actos culturais, não poderão ser alheios.
No final do semestre os alunos deverão ser capazes de discutir, de modo fundamentado, o modo como a ecologia está hoje a informar a arquitectura e o urbanismo, não só por via da componente ambientalista que lhe é denotada mas fundamentalmente enquanto estrutura lógica complexa – pensamento ecologizado – capaz de reorganizar teoricamente termos como sustentabilidade, eco-arquitectura, eco-urbanismo, arquitectura orgânica ou arquitectura verde, num mesmo contexto histórico disciplinar alargado, sustentado no passado, no presente e com ambição especulativa sobre o futuro.

Conteúdos programáticos:

1. Arquitetura(s) do território
2. Morfologia urbana em diferentes contextos territoriais
3. Cidade e arquitetura
4. A(s) cidade(s) na Cidade
5. A forma do plano na forma da Cidade
6. Morfologias Territoriais: análise Morfológica e da sua aplicabilidade na orientação de novas hipóteses de transformação para a cidade contemporânea e futura
7. Protagonismo do vazio: a urbanidade do território
8. O pensamento ecológico e a sustentabilidade do espaço urbano
9. Habitar Compreensivo
10. Reabilitação e Sustentabilidade do Património Construído

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Os conteúdos programáticos desta UC são, numa primeira fase, direccionados ao estudo de conceitos associados à temática bem como ao seu enquadramento no contexto social, económico e disciplinar. A análise de uma selecção de casos de estudo visa promover o estudo aplicado dos conceitos bem como uma base para o debate a decorrer em sala de aula. No final do semestre é promovida uma reflexão crítica sobre os conceitos a partir da leitura de um contexto histórico disciplinar alargado, sustentado no passado, no presente e com ambição especulativa sobre o futuro. No final, os alunos deverão ser capazes de discutir, de modo fundamentado, o modo como a ecologia está hoje a informar a arquitectura e o urbanismo, não só por via da componente ambientalista que lhe é denotada mas fundamentalmente enquanto estrutura lógica complexa – pensamento ecologizado.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

O método de avaliação da unidade curricular baseia-se no modelo de avaliação contínua e centra-se no modo como os alunos participam nos seminários: reflexão sobre o tema proposto; participação no debate e apresentação das conclusões através da submissão de um trabalho escrito devidamente fundamentado em bibliografia atinente obre a matéria. Ao longo do semestre serão propostos dois temas de debate intercalados por aulas expositivas de enquadramento sobre as temáticas a debater. A participação dos alunos nas horas de contacto de ensino é, por norma, obrigatória. No que concerne às horas de ensino presencial em sala de aula, a percentagem mínima de frequência está estipulado no Regulamento Pedagógico.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O formato de “Seminário” proposto para esta UC permite aos alunos não só a compreensão dos conteúdos programáticos indicados, como também a aquisição ou aprofundamento de novas competências: capacidade de integrar conhecimentos complexos bem como de emitir juízos sobre as temáticas abordadas; capacidade de comunicar as suas conclusões, os conhecimentos e os raciocínios a elas subjacentes de modo claro e rigoroso perante os colegas; domínio da metodologia científica e maior interesse sobre a investigação. Atendendo à transdisciplinaridade das temáticas abordadas bem como ao grau de complexidade da sua correlação, considera-se que a cronologia dos temas abordados bem como a tipologia de aulas adoptadas são adequadas aos objectivos de aprendizagem propostos para esta unidade curricular.

Bibliografia:

[1] Gauzin-Muller, Dominique (2002).Arquitectura Ecológica. Barcelona; Editorial Gustavo Gili SA.
[2] Gissen, David, Ed. (2002). Big & Green : toward sustainable architecture in the 21st century. New York; Princeton Architectural Press.
[3] Goldsmith, Edouard (1995). O Desafio Ecológico. Lisboa; Instituto Piaget.
[4] Hough, Michael (1998). Naturaleza y Ciudad. Barcelona; Editorial Gustavo Gili, SA.
[5] Jencks, Charles (1997). The architecture of the jumping universe. Londres. Academy editions.
[6] Ruano, Miguel (1999).EcoUrbanismo : Entornos Humanos Sostenibles. Barcelona; Editorial Gustavo Gili, SA.
[7] Morin, Edgar (2001). O Desafio do Século XXI : Religar os Conhecimentos. Lisboa; Instituto Piaget.

UNIDADES CURRICULARES ECTS

Objetivos de aprendizagem:

Pretende-se que durante o período de estágio o aluno terá oportunidade de contactar diretamente com diferentes aspetos práticos da profissão, não deixando no entanto de manter contacto direto e permanente com a Universidade através do seu “orientador de estágio”. No “regresso” à Universidade, o aluno poderá confrontar a sua experiência prática com a aprendizagem em meio académico, nomeadamente, no que respeita ao desenvolvimento do “projeto final” ou mesmo da sua dissertação de mestrado.

Conteúdos programáticos:

Conteúdo:
- Processo administrativo de uma empresa/gabinete/entidade que desenvolva atividades próprias da profissão do arquiteto;
- O Processo;
- O Projeto;
- A Obra;
- Trabalho de equipa.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O estágio académico em empresas, gabinetes ou outras entidades públicas ou privadas que esteja a desenvolver actividades próprias da profissão do arquitecto, no contexto de uma experiencia profissional permitirá demonstrar a articulação dos conteudos disciplinares com a vida profissional

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

Acompanhamento tutorial

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

Pretende-se que o aluno teste a aplicação dos seus conhecimentos académicos em processos de experiencia profissional. Este processo permitirá uma avaliação do tutor e uma autoavaliação do discente.

Bibliografia:

[1] BENEVOLO, Leonardo, Historia de la arquitectura moderna, Barcelona : Gustavo Gili, 1987. - 1145 p.; ISBN 84-252-0797-5; ref. UFP: BFP 71:72/BEN/88
[2]CHING, Francis D. K., Arquitetura : forma, espaço e ordem, São Paulo : Martins Fontes, 1998. - 399 p.; ISBN 85-336-0874-8; ref.UFP: BFP 72.01/CHI/54.
[3] CULLEN, Gordon, Paisagem Urbana, Lisboa : Edições 70, 1993. - 201 p.; ISBN 972-44-0530-3; ref. UFP:BM 711/CUL/1170.
[4]NEUFERT, Ernst, Arte de projetar em Arquitetura, São Paulo : Gustavo Gili, 1998. - 432 p.; ISBN 84-252-1691-5; ref.UFP: BFP 72.012/NEU/55.
[5] NORBERG-SCHULZ, Christian, Existencia, Espacio y Arquitectura, Ed. Blume, Barcelona, 1975.
[6] OLIVEIRA, Avelino, A Casa Compreensiva: um percurso sobre a concepção arquitectónica das tipologias de habitação ed. Caleidoscópio, 2015. - 269 p. ISBN 978-989-658-287-6; ref. UFP: BFP 728/OLI/90738
[7] QUARONI, Ludovico, Proyectar un Edifício: Ocho lecciones de Arquitectura, Xarait, Madrid, 1980.

Objetivos de aprendizagem:

O aluno deverá desenvolver um projecto de arquitectura completo, integrando as suas dimensões técnica, urbana, funcional e estética. A partir de um programa de um equipamento público de média dimensão e num contexto urbano de transição o estudo a elaborar deverá atingir um grau de desenvolvimento adequado a um Projecto Base, complementado com elementos explicitadores dos sistemas construtivos adotados. As peças escritas deverão explicitar as principais opções projectuais e discutir a sua acutilância. O projecto a apresentar no final do semestre deverá reflectir os conhecimentos e competências práticas acumuladas ao longo do semestre, nomeadamente no que respeita à capacidade do aluno de o usar como ferramenta de investigação ao longo do processo, de o concretizar nas suas diversas vertentes de um modo mais autónomo, bem como de o explicar e argumentar, de modo fundamentado, a partir de uma reflexão crítica pessoal sobre o processo desenvolvido.

Conteúdos programáticos:

Programa, metodologia e recolha de informação.
Elementos conformadores: topografia, vias, percursos (acessibilidades).
Programa e distribuição funcional.
Dimensão (física) da área de intervenção e dimensões do espaço programático com respetiva organização dos níveis de desenvolvimento do projeto.
Orientação e clima;
Legislação e Regulamentos
Forma/volume e a envolvente.
Espaço exterior e o desenho urbano: Confronto interior-exterior
Ideia conceptual: forma/volume.
Acessibilidades e design inclusivo.
Composição formal e linguagem arquitetónica.
Modelos compositivos e referências arquitetónicas na articulação dos conceitos e do discurso de fundamentação teórica
Linhas de referência, eixos, enfiamentos visuais e pontos de tensão.
Topologia e características do terreno.
Morfologia arquitetónica
Bioclimática
Aproveitamento da irradiação solar.
Plantas funcionais.
Expressão e Construção.
Elementos instrutórios de um processo de licenciamento;
Comunicação do Projeto

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

O semestre é iniciado com uma investigação aprofundada do local de intervenção do projecto, quer do seu ponto de vista físico quer do seu contexto social e cultural permitindo ao aluno informar a sua proposta bem como fundamentar teoricamente as opções adoptadas. Partindo de uma análise à escala do território até à escala do detalhe construtivo, o aluno percorre durante o processo do desenvolvimento do projecto todas as diferentes fases/escalas associadas a este tipo de intervenção, cruzando no caminho com uma selecção de aspectos teóricos, técnicos, compositivos e documentais considerados preponderantes à futura prática dos actos próprios da profissão. Os temas conceptuais, compositivos e construtivos seguem uma cronologia de abordagem que visa permitir ao aluno adquirir uma perspetiva integrada do projecto bem como de concretizar uma sintetize do processo de aprendizagem e de aquisição de competências iniciado nos primeiros anos do curso.

Metodologias de ensino (avaliação incluída):

As "aulas práticas laboratoriais", onde se efectuarão e criticarão individualmente os trabalhos, serão complementadas, em momentos oportunos, por sessões de debate/crítica colectiva para sua comparação e eventual redireccionamento. Paralelamente realizar-se-ão "aulas teóricas" onde a informação fornecida procurará garantir o indispensável alargamento crítico e fundamentação do desenho produzido. Os conhecimentos e competências adquiridas pelo aluno serão sintetizados na exposição gráfica, escrita e oral do projecto bem como na apresentação/debate. O método de avaliação da unidade curricular baseia-se no modelo de avaliação contínua e compreende duas componentes: a componente prática e a componente teórica. A participação dos alunos nas horas de contacto de ensino é, por norma, obrigatória. No que concerne às horas de ensino presencial em sala de aula, a percentagem mínima de frequência está estipulado no Regulamento Pedagógico. Não está prevista nenhuma avaliação de recurso para a comp

Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular:

A componente prática desta unidade curricular é centrada fundamentalmente no processo de elaboração de um «projecto», devidamente informado/legitimado segundo uma perspectiva transdisciplinar do conhecimento. A avaliação do «projecto» é assim, a avaliação do «processo», pelo que a investigação/trabalho do aluno, dentro e fora da sala de aula é, como um todo, indissociável das competências adquiridas pelo aluno e, consequentemente, determinante da qualidade da sua prática profissional futura. Sublinham-se algumas premissas subjacentes às metodologias de ensino adoptadas: reforço do papel de orientação do docente no período de estudo e investigação individual efectuado fora das horas de contacto; os trabalhos práticos devem simular a complexidade de um processo arquitectónico corrente, operando sobre premissas programáticas e funcionais reais bem com sobre um “Lugar” concreto. O contacto directo com o local de intervenção bem como com a população local e os diferentes interlocutores sociais e políticos é uma prioridade a salvaguardar. Os resultados da investigação devem ser apresentados e discutidos com esses intervenientes no processo do desenvolvimento do projecto. A colaboração e troca de experiências sobre as temáticas abordadas nesta unidade curricular com alunos de outros cursos leccionados na Universidade (maioritariamente no mesmo edifício) são incentivadas e valorizadas.
O processo de definição dos conteúdos teóricos desta unidade curricular, bem como as metodologias de ensino adoptadas, tiveram em consideração a sua aplicabilidade no exercício prático da profissão de arquitecto – conhecimento útil – bem como a sua relação/coerência com os restantes conteúdos programáticos previstos na “estória” do plano curricular do curso. Assim, esta metodologia de ensino adoptada, num contexto de turmas compactas e de grande proximidade docente/discente permite aos alunos uma aquisição continuada de conhecimentos e competências enquadráveis no âmbito dos objectivos de aprendizagem desta unidade curricular. Os momentos de reflexão e debate sobre o processo do projecto visam fomentar práticas de investigação pelo projecto bem de dotar o aluno de uma maior desenvoltura na explicação, argumentação e reflexão critica sobre o seu e sobre os outros projectos.

Bibliografia:

[1] BORASI, Giovana, Ed. (2015). The Other Architect : another way of building architecture. Québec : Canadian Centre for Architecture ; Leipzig : Spector Books. Ref. UFP:BFP 72/OTH/96560
[2] B. KRÜGER, M. J. T. (1986). Teorias e analogias em arquitectura. São Paulo : Projeto. BFP 72.01/KRU/625
[3] C. LEACH, Neil. (2005). A anestética da arquitectura. Lisboa : Antógona. Ref. UFP: BFP 72.01/LEA/42255
[4] D. MONTANER, J. M. (2009). Sistemas arquitetônicos contemporâneos. Barcelona : Gustavo Gili; Ref. UFP: BM 72.038/MON/75773
[5] F. WASSERMAN, Barry ; SULLIVAN, Patrick ; PALERMO, Gregory.(2000). Ethics and the practice of architecture. New York : John Wiley & Sons, 2000. Ref. UFP: BFP 174/WAS/18468
[6] GUTIÉRREZ, Rosa Urbano, PLAZA HIDALGO, Laura de la (2019). Elements of Sustainable Architecture. Routledge.ISBN 9780815367833